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Nacional

spirit21Após um ano de ausência forçada devido à pandemia, o RallySpirit Altice está de regresso! A mais emblemática prova de "Rally-Legends" disputada em Portugal e uma das mais populares da Europa, volta a marcar encontro com os entusiastas do desporto automóvel. Uma sexta edição plena de emoções, apesar de disputada sob apertadas medidas de segurança, de acordo com as diretrizes protocolares da Direção Geral de Saúde.

Na estrada entre 3 e 5 de junho e inserido no calendário do "Slide Sideways Europe" (de onde constam outros populares "Rally Legends" de referência como o "Eifel Rallye Festival", o "Alsace Rallye Festival" e o "Rallye Festival Francorchamps"), o evento português volta a apresentar um cartaz de luxo, reunindo algumas das máquinas mais emblemáticas da história dos ralis da década de 60 até aos dias de hoje e proporcionando uma viagem no tempo, cheia de nostalgia e revivalismo.

Aos icónicos modelos Audi Sport Quattro, MG Metro 6R4 ou Ford RS200, expoentes máximos dos "Super" Grupo B e representantes da era dourada dos ralis da década de 80, juntar-se-ão outros igualmente fascinantes, como o Lancia Stratos, os Ford Escort MK I e II, o Opel Manta 400, o Lancia Delta Integrale 16V, o Peugeot 306 Maxi, o Porsche 997 GT3 e até, em estreia, o Ford Focus WRC. Numa rara presença simultânea, estes e outros carismáticos automóveis de competição constituirão uma oportunidade imperdível para apreciar a evolução da história dos ralis, no seu habitat natural, e não num qualquer museu, como seria mais expetável.

Aos comandos destas verdadeiras "peças de museu", estarão perto de 100 equipas (30 % estrangeiras) oriundas do Reino Unido, Alemanha, Espanha e Portugal, prontas para emprestar uma atmosfera verdadeiramente especial à prova. É, aliás, esse espírito de descontração e saudável ambiente entre equipas e fãs do automobilismo, que se tem mostrado como um dos pilares de maior sucesso do RallySpirit Altice, pese embora, este ano e por força das circunstâncias pandémicas, a prova conte, forçosamente, com maiores restrições sociais, podendo o acesso ao público ser limitado em algumas zonas-chave da prova.

Três dias de pura adrenalina

No plano desportivo, a organização conjunta da X Racing e do Clube Automóvel de Santo Tirso não poupou esforços, voltando a apresentar um evento de demarcada qualidade, alicerçado num esquema competitivo composto por 10 seletivas provas especiais, que, ao final da tarde do dia 5 de junho (sábado), ditarão os vencedores.

E se a cidade de Barcelos será, nesta edição, o centro nevrálgico da prova, tendo como principais atrativos o Parque de Assistência e a disputa da especial "Boucles de Barcelos" (em entusiasmante sistema de perseguição), o RallySpirit Altice promete também agitar e colorir as cidades de Vila Nova de Gaia e do Porto. No caso da cidade da margem sul do Douro, será a disputa da já mítica Super Especial do Quartel da Serra do Pilar, ao final da tarde de dia 4 de junho (sexta-feira) a concentrar todas as atenções, enquanto, pouco tempo depois, será a vez da cidade Invicta assumir o protagonismo no admirável cenário do Passeio Alegre e da Foz do Douro, onde, sob o olhar atento de muitos fãs e curiosos, as máquinas pernoitarão, gozando do merecido repouso, após o primeiro dia de altas rotações.

Para Pedro Ortigão da X Racing, entidade promotora do evento, "é com grande entusiasmo que colocamos na estrada a sexta edição do RallySpirit Altice. Organizar um evento desta natureza, por si só, já não é fácil, mas fazê-lo em circunstâncias tão especiais como as que vivemos, dificulta muito mais a tarefa. Em todo o caso, estamos muito satisfeitos com a qualidade e quantidade de equipas participantes, que estamos certos seria significativamente superior não fosse a actual situação em que vivemos. O evento está no bom caminho e, como sempre, daremos o nosso melhor para proporcionar uma prova inesquecível às equipas e espectadores, para quem fica uma última palavra e apelo para que mostram o habitual comportamento exemplar, cumprindo todas as regras de segurança".

A contagem decrescente para o RallySpirit Altice já começou, os motores estão a aquecer!

Mais informação está disponível nos seguintes links:
• Instagram do RallySpirit - https://www.instagram.com/rallyspiritofficial
• Facebook da X Racing - https://www.facebook.com/xracing.pt

hugorpHugo Lopes e Tiago Neves estiveram presentes na prova portuguesa do Campeonato do Mundo de Ralis aos comandos do Peugeot 208 Rally4. A dupla esteve mais uma vez em destaque, discutindo os lugares cimeiros entre as equipas a competir na Peugeot Rally Cup Ibérica e as equipas que competiam no JWRC com viaturas da mesma classe.

Depois de um excelente 4º lugar na prova de estreia aos comandos do novo Peugeot 208 Rally4, a dupla ambicionava mais um bom resultado, impondo desde cedo um ritmo forte que lhes permitiu lutar até ao final pela vitória no rali.

Na sua 3ª participação no WRC Vodafone Rally de Portugal, Hugo Lopes, com apenas 23 anos, afirmou: "Esperávamos desde cedo um rali muito duro pela degradação dos troços após a passagem dos WRC (World Rally Cars), assim como, muito disputado em que era necessário desde cedo aplicar um ritmo forte e sem erros.

A nossa estratégia de pneus na secção da manhã acabou por não resultar, dificultando as nossas escolhas para a secção da tarde. Porém conseguimos manter-nos sempre na luta pela vitória, vencendo 2 troços na secção da tarde até que um furo acabou por nos fazer muito tempo e limitar ainda mais as nossas escolhas para o troço de Mortágua.

Infelizmente, em Mortágua, após uma reação estranha durante uma travagem, tivemos um acidente que não nos permitiu continuar em prova. É difícil aceitar que ao fim de um rali tão longo e duro de um momento para o outro tudo muda, mas estamos já focados na próxima prova!".

"Um agradecimento especial a todos os nossos parceiros por nos permitirem divulgar e elevar a sua imagem numa prova desta dimensão! A toda a equipa da AMSPORT e GC Motorsport por todo o apoio e profissionalismo! E sem esquecer, a todos os nossos amigos por todo o apoio durante toda a prova!", referiu Hugo e Tiago Neves.

netoPaulo Neto terminou em grande a participação no WRC Vodafone Rali de Portugal, ao ser o segundo melhor português nesta exigente quarta ronda do calendário do Campeonato do Mundo de Ralis e segunda do nacional da especialidade.

Um resultado que deixou o piloto extremamente satisfeito: "É muito bom chegar ao final de um evento tão longo, duro e exigente, ainda para mais com um resultado que supera as expectativas. Quero, em primeiro lugar, agradecer a toda a equipa ARC Sport o fantástico trabalho que realizou ao longo destes quatro dias. Sem eles, nada disto seria possível", enalteceu o piloto.

Este domingo disputaram-se os derradeiros 49.47 quilómetros ao cronómetro, um dia decisivo que permitiu a Paulo Neto ascender a segundo entre as equipas portuguesas: "Numa prova destas, sabemos que tudo pode acontecer. Rodei em terceiro grande parte do rali e, felizmente, conseguimos gerir bem a prova e estar à margem de problemas, o que fez toda a diferença. É um resultado que nos deixa muito satisfeitos e é também uma forma de agradecermos o apoio e confiança a todos os nossos patrocinadores, mas também às nossas famílias, amigos e adeptos, que são parte fundamental deste percurso."

Um rali onde o piloto, navegado por Vítor Hugo, realizou um importante trabalho com o Skoda Fabia R5. "Foi um excelente teste em ambos os sentidos. Por um lado, permitiu-nos desenvolver bastante o set up para pisos de terra. Por outro, acumulámos muitos quilómetros, que se traduzem por uma importante experiência em ritmo de competição para a temporada que temos pela frente. Saímos sem dúvida melhor preparados e com um conhecimento mais aprofundado do nosso carro."

Numa nota final, Paulo Neto saúda todos os que tornaram este evento possível: "Os meus parabéns ao ACP pela fantástica organização e, em particular, à GNR, que fez um trabalho incansável ao longo de todo o evento."

ernestoUma participação curta no Rali de Portugal deixa a dupla Ernesto Cunha / Rui Raimundo com água na boca após um problema mecânico na terceira Prova Especial de Classificação, que impossibilitou a equipa de continuar. A dureza dos troços, aliada à "juventude" de um novo carro poderão ter contribuído para o abandono.

Apesar da motivação e do incremento de ritmo progressivo que estava a ser imposto pela equipa, a quebra de uma transmissão na zona final da especial Arganil 1 ditou a desistência forçada logo na manhã se sexta-feira. Até então, Ernesto Cunha afirma: "estávamos a sentir-nos muito bem com o carro, a começar a apanhar o andamento do rali e a divertir-nos nestes primeiros quilómetros de especiais".

O sabor amargo desta participação na prova organizada pelo ACP intensifica-se pois a equipa começava a demonstrar provas de coesão e revelava-se pronta para se tentar aproximar dos pilotos da frente na Peugeot Rally Cup Ibérica.

"A transmissão cedeu a um quilómetro do fim do terceiro troço. O Rui Raimundo fez de tudo para que pudéssemos, pelo menos, chegar à assistência, mas não tivemos alternativa à desistência. Já estamos de olhos postos na próxima prova, visto que ainda estamos no início da época e temos muito trabalho pela frente", afirma o piloto do Peugeot.

É com esta atitude focada e motivada que a EFC Rally Team se prepara para o próximo desafio, o Rali de Castelo Branco, prova disputada em asfalto entre os dias 11 e 13 de junho. Está planeada ainda uma sessão de testes para que a equipa possa encontrar a melhor afinação possível para este tipo de pisos e garantir uma transição positiva desde a última prova em terra.

pedroalmeida2rpEstavamos na segunda passagem por Góis, antepenúltima classificativa da Peugeot Rally Cup Ibérica no Rally de Portugal quando a transmissão do 208Rally4 cedeu e obrigou ao abandono da equipa, quando ocupávamos a quarta posição da competição e a rodar entre os três primeiros nas classificativas.

«Estivemos sempre muito competitivos, a andar entre os primeiros como ambicionávamos e com bons indicadores. Daí a nossa frustração quando a mecânica cedeu» começou por referir Pedro Almeida.

«O Rally de Portugal sabemos que é muito exigente, para a mecânica também, e estas coisas acontecem mas fica-nos a frustração porque tínhamos a sensação de que podíamos chegar mais à frente e somar pontos importantes para o campeonato...» rematou o piloto.
«Nas primeiras classificativas procuramos encontrar o nosso ritmo e a estratégia passava por atacar um pouco mais nas segundas passagens mas infelizmente acabamos de fora».

Pedro Almeida e Hugo Magalhães estão já focados no que há pela frente na temporada. «Página virada, agora vamos começar a prepar a nossa participação em França no Trofeu Peugeot, onde vamos procurar somar quilómetros e ritmo competitivo, num campeonato onde há excelentes pilotos e que nos pode ajudar a elevar ainda mais o nosso ritmo».

Pedro Almeida deixou ainda um agradecimento ao público. «É muito bom voltar à estrada com gente a apoiar e incentivar. Sentimos o carinho do público e o comportamento de todos foi exemplar».