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O que disseram os piloto

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Ricardo Teodósio: ""Tivemos de dar tudo o que tínhamos para superar os nossos adversários. Num rali

Segunda, 3 Maio 2021 Comente

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Rui Madeira em várias fr

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Piloto de Almada vai ter um ano intenso, mas diverso dos anteriores, ditado pelo contexto em que nos

Quinta, 6 Maio 2021 Comente

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Fotos Rali de Mortágua 2

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Fotos: Paulo Homem (Proíbida a reprodução de fotos sem indicação da fonte)Evento: Rali de Mortágua 2

Quarta, 2 Janeiro 2019 Comente

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ruiPiloto de Almada vai ter um ano intenso, mas diverso dos anteriores, ditado pelo contexto em que nos encontramos e que não vai ser dedicado a nenhuma prova em particular, mas caracterizado por participações em eventos especialmente escolhidos. Ao consagrado Mitsubishi Lancer EVO junta-se um Skoda Fabia R5 como "armas" a utilizar por Rui Madeira ao longo da época.

Rui Madeira continua a nutrir uma enorme paixão pelo desporto automóvel em geral e pelos ralis em particular, mas sente que na atual situação há outras prioridades. "Esta será certamente uma época diferente, pois em tempos de pandemia o nosso maior alento é a saúde de todos e o regresso à normalidade de um desporto que tanto amamos", começa por explicar.

Sente-se mesmo "honrado e privilegiado por poder montar, uma vez mais, um projeto desportivo. Quero agradecer aos meus patrocinadores, como a Galp, que me apoia há 28 anos, a MEO, a Delta Cafés e a Alugatudo. O seu apoio e a sua confiança dão-nos alento e vontade de continuar e de retribuir com excelentes participações em todas as provas!".
O piloto da margem sul adianta que a sua época esteve para se iniciar ao mais alto nível: "esteve perto de ter sucedido a participação no Rali Terras d´Aboboreira pois gostaria muito de pilotar um R5 em terra, mas a par de uma vida profissional cada vez mais exigente, tive o sentimento que não o faria da forma competitiva, pois são necessários muitos testes para acompanhar os mais jovens, e não queria de forma alguma, hipotecar a possibilidade de fazer um programa mais amplo com participações em provas Legends em que o convívio e a competição se aliam de forma única".

Mas Rui Madeira não tira o foco da sua intenção de alinhar em eventos que para si têm um significado especial e com um copiloto ao qual está ligado pela sua história desportiva. "Não será menos importante fazer o Rali das Camélias, navegado pelo Nuno Rodrigues da Silva, aos comandos de um Skoda Fabia R5, que já estava no programa de 2020, mas que a pandemia obrigou a que esta prova fosse só agora disputada", adianta o piloto de Almada cujo "objetivo será naturalmente o de lutar pela vitória, pois Sintra sempre foi o local que marcou a minha estreia como espetador de um rali e logo no épico Rali de Portugal de 1981, o que representa sempre uma motivação extra".

Mas competir com uma das máquinas de referência nos ralis atuais não será a única forma de Rui Madeira estar presente na competição, pois a aura do passado também o chama. E aos comandos do famoso Mitsubishi Lancer EVO, participará em Ralis Legends como o RallySpirit, a Transmiera Cantabria e o Rali Legends Luso, a par da forte possibilidade de participar no Rally Legends San Marino com uma viatura de topo dos anos 90, oportunidade que o consagrado piloto encara "com muito entusiasmo. É um convite praticamente irrecusável e estamos a concertar todos os pormenores. Iremos fazer o anúncio oficial oportunamente e julgo que vai ser algo que vai ter muito impacto!".

O piloto almadense admite que "a época vai ser variada", pois além deste preenchidíssimo programa ainda será "o embaixador do Rali de Lisboa. Esta é uma prova que me diz muito pois traz de volta à capital o fascínio dos ralis. Julgo que será uma das grandes novidades desportivas de 2021, inserida em Lisboa Capital Europeia do desporto.2021". A prova vai ter o centro nevrálgico na zona da Expo e uma "Street Stage" na Alta de Lisboa, sendo a Região Oeste a receber as restantes especiais do rali.

pilotosRicardo Teodósio: ""Tivemos de dar tudo o que tínhamos para superar os nossos adversários. Num rali disputado de início ao fim, em troços muito desafiantes e rápidos, com trocas de liderança constantes, foi na Power Stage que conseguimos fazer a diferença, apesar de já sermos líderes à chegada da última especial do rali. Acima de tudo foi uma grande emoção entrar no campeonato a ganhar, começando desde já a dar retorno do investimento feito pelos nossos parceiros. Depois do esforço feito por toda a equipa na pré-temporada para viabilizar a nossa participação no CPR, entrar a ganhar é um grande prémio para todos quantos estão envolvidos neste projeto. Esta foi só a primeira vitória de um campeonato onde temos de manter este registo para chegar ao fim como Campeões Nacionais".

Armindo Araújo: "Tivemos alterações meteorológicas muito significativas, comparativamente ao teste que realizamos no início da semana e sentimos que não estávamos tao rápidos como desejaríamos. Fomos ao longo do rali fazendo algumas alterações, na tentativa de podermos ser mais fortes, mas andamos sempre atrás do prejuízo. Temos que dar parabéns aos vencedores que, desta feita, foram mais fortes que nós. Desportivamente estivemos sempre com uma distância que nos permitiu pensar em chegar à vitória, quer no CPR como na geral. Gostaríamos de ter saído com outro resultado, mas, em termos de campeonato, foi um resultado importante. Num rali disputa quase à décima de segundo os erros pagam-se caros e temos que pensar agora em estarmos ainda mais competitivos no Rali de Portugal".

Bernardo Sousa: "Muito satisfeito com a nossa exibição e com o resultado. Esta foi a primeira prova após uma longa paragem e sabíamos que ia ser duplamente difícil, pois à concorrência forte juntava-se a nossa falta de ritmo competitivo. O resultado é muito positivo e motivador, sendo ainda de realçar que conseguimos fazer bons tempos nas especiais, dando-nos força para continuar a trabalhar e a lutar por chegar ainda mais à frente. O 5º lugar final nas contas do campeonato recompensa positivamente todo o esforço que estamos a fazer para montar este projeto. Aliás, ainda não temos orçamento para toda a época e, por isso mesmo, o nosso foco vai ser rali a rali, lutando por resultados positivos e tentando estimular os patrocinadores a nos apoiarem com o que falta para competir durante todo o campeonato".

Miguel Correia: "Estamos muito felizes com o resultado e por ter conseguido disputar a prova mesmo até ao fim. Houve esperança em poder fazer melhor, e a vitória passou-me sempre pela cabeça. Por alguma coisa somos uma equipa e o feito não é só meu, pois o António Costa e a ARC Sport fizeram um excelente trabalho. Agora o meu pensamento já está no Rally de Portugal".

José Pedro Fontes: "nunca consegui fazer um set-up correcto para este rali. Há mais trabalho para fazer na afinação para terra e isso reflectiu-se este fim-de-semana, em que, na realidade, só na última secção conseguimos realmente impor um ritmo forte. Não estamos contentes com o resultado final até porque sabemos que o Citroën C3 Rally2 pode ir muito mais longe."

Luís Miguel Rego: "Este não foi o teste ideal, pois surgiram demasiadas ocorrências desagradáveis. Penso mesmo que nunca disputei um rali com tantas paragens. Demasiados troços com acidentes, impediram-nos de alcançar os nossos objetivos. No entanto, fiquei satisfeito por conseguir rolar no ritmo dos pilotos mais rápidos. A equipa fez um excelente trabalho".

Ernesto Cunha: "Abdicámos da pontuação para a Copa Ibérica, porque iríamos encontrar maiores dificuldades nos troços, devido ao elevando número de R5 em prova. Apesar do incansável trabalho da The Racing Factory, a quem agradeço pela difícil tarefa de garantir que o carro ficava novamente pronto em poucas horas, não foi possível tê-lo a 100% desde a partida. Lutámos bastante com o Peugeot para conseguir terminar o primeiro dia. Já no sábado, foi possível arrancar para a etapa com um pouco mais de ritmo e segurança sem pôr em causa os pontos do CPR 2RM.O Rui Raimundo foi um componente essencial para que eu não tivesse desistido logo antes do início da prova. Não deixou de procurar soluções para que conseguíssemos estar à partida com todas as condições de segurança".

Paulo Neto: "Estava desejoso por fazer quilómetros com o carro num rali de terra. No primeiro dia não estive confortável, mas no segundo dia as coisas já correram melhor, apesar de um furo. Sinto-me mais adaptado e acabo por fazer um balanço positivo. Embora haja pouco tempo de intervalo, quero aproveitar para fazer a totalidade do Rally de Portugal, o que será um grande desafio".

Gil Antunes: "Sabemos que explorámos novos limites com o nosso Dacia, pois o andamento deste evento a isso obrigou, e, nesse sentido, sentimos que demos um passo em frente na nossa evolução. Ao mesmo tempo, trabalhámos ao nível das afinações, o que é sempre muito importante. Num balanço, sentimos que saímos mais fortes deste rali."

Daniel Nunes: "foi uma estreia muito positiva. Estou muito contente com que o que conseguimos fazer, apesar de, como é sabido, termos andado muito pouco antes do rali... Ainda assim, acho que deixámos bem patente a capacidade do Ford Fiesta e a forma como a equipa se encaixou nesta nova realidade. Precisamos de quilómetros com o carro já que, só assim poderemos explorar todo o seu potencial. Aquilo que fizemos este fim-de-semana, aqui em Amarante, é uma pequena amostra daquilo que a equipa pode alcançar este ano. Adicionalmente, contámos com uma muito importante ajuda de um engenheiro da M-Sport, que nos acompanhou durante toda a prova e que nos ajudou a perceber um pouco melhor o que o carro permite, de como podemos melhorar, onde e como fazer ajustes, enfim, uma ajuda importantíssima, principalmente nesta fase de aprendizagem".

Ricardo Sousa: "foi um rali difícil, mas o resultado final é positivo. O programa de testes previsto não foi suficiente para o trabalho que era necessário fazer neste início de temporada, por isso decidimos ir fazendo alterações durante o rali para percebermos melhor este novo Peugeot. As várias especiais anuladas não ajudaram, mas sentimos sempre boas sensações e vamos ter de trabalhar muito até ao Rali de Portugal. O carro tem um grande potencial, mas não conseguimos extrair tudo o que tem para dar, o que é normal nesta primeira prova. Não sabíamos a que nível estávamos na competição e agora temos mais termos comparativos para analisar e melhorar. Quero agradecer o apoio dos nossos Patrocinadores e o trabalho exemplar da equipa RF Competição, assim como todo empenho do Luis, e claro que quero a gradecer ao meu Pai e a toda a minha família mais este passo concretizado na minha evolução como piloto".

Hugo Lopes: "Começámos muito bem o rali, impondo um ritmo forte que nos permitia estar a discutir as primeiras posições. Na segunda PEC tivemos um problema com um amortecedor que nos fez perder algum tempo, mas ainda com tudo em aberto partimos para o 2º dia de prova focados em recuperar posições. Uma estratégia diferente, relativamente à escolha de pneus, penalizou-nos quando a PEC mais longa do rali foi anulada devido ao acidente de outro concorrente. No final do rali saímos satisfeitos, tivemos sempre um bom ritmo e sabemos que há margem de progressão e onde evoluir. Acima de tudo conseguimos mostrar do que somos capazes e honrámos toda a equipa, parceiros e patrocinadores!"

 

soltasrta21A primeira nota solta vai para o Clube Automóvel de Amarante e para António Jorge e toda a sua equipa. Que grande rali tivemos nos fabulosos troços de Amarante e Baião. Desportivamente dificilmente poderia ter sido melhor, embora, como é natural, nem tudo tenha corrido bem. Troços de terra de eleição, um lote de grandes pilotos e muita emoção até final, onde nem o público faltou, foram condimentos para um grande rali, o melhor mesmo, desportivamente falando dos últimos anos.

A segunda nota vai para o tremendo esforço na comunicação do Rali Terras d´Aboboreira. Há meios para fazer coisas bem feitas, como se provou neste rali, mas manter tudo na esfera do online é muito curto, aliás, demasiado curto. A verdade é que a informação continua a não chegar aos orgãos de comunicação generalistas como devia chegar. Sem cabimento nenhum foram os streaming´s (diretos), pois o que os adeptos esperam é ver os carros a passar nos troços e não três especialistas a falar horas a fio.

Nota mais para o público que compareceu nos troços. Sempre muito ordeiro e respeitador, compreendo o momento de pandemia que estamos todos a viver. Só quem não foi à estrada não percebe que se cumpriu com as regras de segurança minimamente. Porém, alguns aspetos ficaram esquecidos e nem tudo correu bem, tanto mais depois das enormes restrições que houve no passado Rali Vieira do Minho.

Voltando à parte desportiva, discutiu-se no final do rali, qual terá sido o factor diferenciador entre os pilotos estrangeiros, que ocuparam o pódio à geral (incluindo o Polo de Goerg Linnmãe que liderou até desistir) e os três pilotos portugueses que ficaram nas posições seguintes (e que ocuparam o pódio do CPR). A verdade é que os pilotos internacionais utilizaram todos pneus Pirelli, enquanto os portugueses foram para as borrachas da Michelin. Será só isso que fez a diferença? Nos troços longos sabe-se que os Pirelli são mais constantes em termos de performance ao longo dos troços, mas o ritmo competitivo dos pilotos estrangeiros também explica um pouco a diferença. Porém, desta vez a diferença não foi assim tão grande.

Fernando Peres desforrou-se da derrota em Vieira do Minho, vencendo nas contas do Regional Norte. Venceu três dos quatro troços e terminou o rali com 19s de vantagem para Adruzilo Lopes, ambos em Lancer Evo IX. Nas duas rodas motrizes do Regional a vitória foi para Luís Morais em Peugeot 208 R2.

teoA edição 2021 do Campeonato de Portugal de Ralis começou de forma espetacular e com um Rali Terras d´Aboboreira carregado de emoções e incertezas mesmo até ao último metro.

Tirando os três primeiros da geral (Veiby, López e Ingram), todos eles pilotos mundialistas que vieram rodar nesta prova e que deram um grande espetáculo, nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis a vitória foi para Ricardo Teodósio / José Teixeira.

Um triunfo merecidíssimo da dupla algarvia que fez um rali notável, conquistando o primeiro lugar “na raça” e na destreza, pois associaram ao seu andamento fabuloso uma dose extra de espetáculo que só mesmo Teodósio consegue proporcionar, com um derradeiro troço em que resolveu abrir o livro vencendo de forma categórica a Power Stage e a prova. Esta talvez seja mesmo a melhor vitória de sempre desta dupla num rali.

Armindo Araújo / Luís Ramalho, apontados como os grandes favoritos, não se pode dizer que tenham saído do Terras d´Aboreira como derrotados. O campeão nacional nunca baixou os braços até porque tinha que procurar acompanhar Teodósio e ao mesmo tempo suster o forcing de Miguel Correia, que o chegou mesmo a passar na classificação a um troço do fim, ficando os três primeiros separados por 2,2s com apenas 17 quilómetro de especial para realizar!!! A verdade é que Armindo Araújo foi quem mais troços venceu à geral (3), foi também o primeiro líder e foi ainda quem mais tempo passou no segundo lugar a pressionar Teodósio.

Dando continuidade à sua evolução como piloto, Miguel Correia / António Costa, tal como os seus adversários ao volante de um Skoda Fabia Rally2, vez uma prova notável. Com o decorrer do rali foram ganhando confiança, venceram dois troços (os primeiros no CPR), e entraram para a derradeira especial a apenas 1,7s do primeiro lugar. No derradeiro troço foram rápidos na mesma, mas menos que os seus adversários, pelo que terminaram o rali no 3º lugar, o que não deixa de ser um exemplo resultado.

A dupla da Hyundai, Bruno Magalhães / Carlos Magalhães, estiveram na luta pelo pódio até dois troços do fim. Fizeram um rali muito mais competitivo do que tinham feito no final de 2020, mas não conseguiram acompanhar os três Skoda na fase final desta prova, acabando com um quarto lugar final que pode ser importante para a luta pelo campeonato.

Quem sabe não esquece e Bernardo Sousa demonstrou que é de facto um dos melhores pilotos portugueses. Este regresso competitivo ao ralis, com Vitor Calado ao seu lado, mostrou que o madeirense está em forma e nem o facto de ter um Skoda da anterior geração e ter pneus Kumho isso o impediu de uma muito boa exibição, para além do espetáculo que deu nos troços.

Prova algo cinzentas para José Pedro Fontes, que voltou a não se encontrar com o seu Citroen C3 Rally2, assim como de Pedro Meireles com o VW Polo R5. Qualquer dos pilotos tinha aspirações a andar nos lugares do pódio, mas isso esteve bem longe de acontecer.

Nas duas rodas motrizes do CPR, vitória para Pedro de Almeida, no Peugeot 208 Rally4, seguido de Ricardo Sousa e Carlos Fernandes, também eles em carro idêntico.

Na Peugeot Rally Cup Ibérica, Óscar Palomo foi o vencedor, com Miguel Campos em segundo e Alberto Monarri em completar o pódio.

COMANDANTES SUCESSIVOS
Armindo Araújo (Pec 1); Ricardo Teodósio (Pec 2 a 7)

VENCEDORES DE TROÇOS
Armindo Araújo (3); Ricardo Teodósio (2); Miguel Correia (2)

CLASSIFICAÇÃO FINAL
terras2021cla

terrasplacaVai começar mais uma edição do Campeonato de Portugal de Ralis sob o auspicio de uma grande lista de inscritos na prova de abertura, o Rali Terras D´Aboboreira.

Foi curiosamente a prova de encerramento em 2020, tendo agora as honras de abertura, com um cartaz de qualidade onde pontificam todos os que o ano passado discutiram o título e os primeiros lugares, aos quais se juntaram reforços pontuais de peso e de qualidade, que permitem aumentar a expetativa (desportivamente falando) sobre esta prova.

Começando por estes, saúda-se o regresso de Bernardo Sousa, que estará ao volante de um Skoda menos evoluído e com pneus Kumho (que segundo o piloto poderão nem ser uma desvantagem). Talvez o problema maior nos primeiros troços seja a falta de ritmo competitivo, mas o espetáculo está garantido, como aliás mostrou nos testes de preparação.

O segundo piloto a merecer destaque é Pedro Antunes. Estreia-se com um Citroen C3 Rally2 e pelo que andou com um duas rodas motrizes em 2020, espera-se desde logo um desempenho acima da média e de acordo com o valor demonstrado. Normalmente Antunes não precisa de muitos quilómetros para se aperfeiçoar ao carro, contudo agora o nível é outro.

No lote dos repetentes, o grande favorito à vitória (falando das contas do CPR) nesta prova é Armindo Araújo. O domínio evidenciado na terra em 2020 e já este ano em Vieira do Minho, para além de uma meticulosa preparação da temporada, deixam antever que a concorrência vai ter vida difícil neste arranque de temporada.

Bruno Magalhães ainda não pode contar com a sua nova montada, pelo que o Hyundai i20 R5 atual pode não ser a arma de que precisa para se impor à geral. Contudo, espera-se que a prestação nesta prova seja bem melhor do que a teve em 2020.

Depois de um 2020 em que não viu o lugar mais alto do pódio, Ricardo Teodósio vai querer mostrar que isso foi um percalço. Ganhar era de fato um excelente tónico para a época do algarvio, restando saber se poderá acompanhar Armindo Araújo.

Quanto a José Pedro Fontes vai começar uma época difícil. Começar na terra não é o melhor dos cenários para ele, mas com as evoluções do seu C3 poderá apagar neste rali a má prestação de 2020. Um pódio pode ser um bom resultado a pensar nas contas do campeonato.

Quanto a Miguel Correia regressa aquela que foi a sua melhor prova de 2020. Tendo um carro melhor este ano, espera-se que o mais jovem dos pilotos da frente possa fazer uma grande prova no meio de tão feroz concorrência. Um pódio é sempre um excelente resultado para Correia nesta prova.

Não será fácil encontrar muitos mais pilotos que possam andar perto dos lugares do pódio. Espera-se, contudo, que Pedro Meireles continue a sua boa progressão ao longo de 2020 e registe já nesta prova de entrada uma prestação que lhe permita obter um grande resultado.

A verdade é que só existem 3 lugares no pódio e apenas um para a posição mais alta, com os olhos a recair na prestação de Armindo Araújo, mas se não for ele a vencer, candidatos não faltarão... mas o prognóstico fica mais difícil.