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antunesPedro Antunes e Pedro Alves acabam de conquistar os títulos de 'Campeões 2020' da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA no Rally La Nucía-Mediterráneo 2, prova arduamente disputada ao segundo e que encerrou a Temporada 3 da copa ibérica de ralis, que este ano assistiu à estreia do novo Peugeot 208 Rally 4.

A dupla portuguesa foi 3ª classificada no final das 3 especiais (a 4ª e ultima foi neutralizada) de uma prova realizada entre o meio da tarde e o início desta noite, batendo na corrida aos títulos as formações compostas por Alejandro Cachón / Alejandro López, os vencedores deste rali, Álvaro Muñiz / Javier Martinez, os 2ºs classificados, e Sergí Francoli / María Salvo, com quem andaram em liça pelo último lugar do pódio e pelos títulos de 2020.

Contabilizando-se os 3 melhores resultados do ano, dos 4 ralis pontuáveis para a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA, a dupla lusa foi quem ficou com a melhor contagem final, somando 69,92 pontos válidos, batendo por 0,42 pontos os seus perseguidores mais diretos, Cachón / López, que se tiveram que contentar com a 'medalha de prata'. O 'bronze' ficou para Muñiz / Javier Martinez.

Terminou, assim, em modo "alta competição" esta Temporada 3, numa iniciativa coorganizada entre a Peugeot Portugal e Peugeot Espanha, com a logística da Sports & You no terreno.

Pedro Antunes e Pedro Alves são os 'Campeões' da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2020, numa decisão tirada a ferros e após um fecho de uma Temporada 3 que, por diferentes razões, assumiu uma estrutura e contornos no mínimo surpreendentes e inéditos, até na sua decisão final, encontrada no âmbito de um Rally La Nucía-Mediterráneo que, no seu todo, valeu duas pontuações distintas, um lote atribuído ao final da manhã e outro novo durante a tarde, numa espécie de 2 em 1.

Se no cômputo das 4 especiais da manhã de uma prova desenhada a norte de Benidorm, na região de Alicante, foram Pedro Antunes e Pedro Alves quem conquistou o ouro, agora na secção da tarde e início da noite coube a Alejandre Cachón / Alejandre López sublinharem as suas valências, impondo o seu 208 Rally 4 no final dos 3 tropos cronometrados efetivamente corridos, não contando com a neutralização do derradeiro troço, devido a um acidente com uma viatura de outra categoria. Só que isso não foi suficiente para que a dupla espanhola alcançasse os títulos...!

De facto, os 27,5 pontos alcançados (25 da vitória e 2,5 referentes a 2 melhores tempos em troços) foram superiores aos 17 pontos do 3º lugar da dupla portuguesa nesta prova, um total que, caso contassem todas as 4 pontuações de outros tantos ralis desta copa de 2020, garantiriam à equipa espanhola ambos os títulos de Pilotos e Navegadores. Só que o Regulamento Desportivo refere que apenas contam os 3 melhores resultados do ano, pelo que foram várias as equipas que tiveram de abrir mão de pontos somados em ralis anteriores.

Feitas as contas, para o palmarés da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA ficarão os nomes de Pedro Antunes / Pedro Alves, com conquista dos títulos de 'Campeões' de 2020, os primeiros para Portugal, depois de duas séries vencidas por representantes do outro lado da fronteira, Daniel Berdomás / David Rivero em 2019 e Roberto Blach / José Murado em 2018 (nota: no ano inicial da copa só se atribuiu o título de Pilotos).

"Estamos, eu e o Pedro Alves, naturalmente muito satisfeitos com os títulos que acabámos de garantir na copa 2020, alcançado com uma margem mínima e conseguido depois de uma temporada completamente atípica, decorrente da atual situação sanitária que vivemos", referiu no final da prova um visivelmente satisfeito Pedro Antunes, o novo 'Campeão' da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA. "É sempre bom obter bons resultados em ralis espanhóis, onde estamos, em parte, em desvantagem face aos nossos adversários locais, dado o seu maior conhecimento do terreno, mas provámos que também conseguimos vencer deste lado da fronteira, assegurando o 1º lugar no Rally La Nucía 1 desta manhã, em que somámos preciosos pontos. No La Nucía 2 desta tarde estávamos simultaneamente a atacar e, também, a controlar o ritmo dos nossos adversários, sabendo que poderíamos não ter de vencer para chegar aos títulos. E foi, de facto, assim que aconteceu, pois um 3º lugar bastou-nos para alcançar os nossos objetivos de 2020, num resultado de conjunto que dedicamos a todos os elementos da nossa equipa PT Racing, aos familiares e amigos que, muitas vezes à distância, nos apoiaram ao longo da época, e aos fãs que nos seguem nas redes sociais e nos incentivam nos troços, quando tal é possível", concluiu.

Naturalmente menos efusivo, apesar da vitória acabada de conquistar, estava Alejandro Cachón. "Chegamos a este Rali la Nucía-Mediterráneo com uma enorme vontade de assegurar a vitória na copa, nomeadamente no rali desta tarde, lutando até final pelos títulos. Tentámos assegurar isso no final mas também dependíamos das posições relativas dos nossos adversários, em especial do Pedro Antunes, e o facto do último troço ter sido neutralizado impediu-nos de conseguir melhor. De qualquer modo, estou muito orgulhoso da temporada que fizemos", referiu o vencedor desta última prova da época.

OS 4 ÚLTIMOS PALCOS DO ANO EM RESUMO

As hostilidades iniciaram-se nos 13,79 km da especial de Bolulla/ Coll de Rates, onde Sergi Francolí / María Salvo, primeiros na estrada, estabeleceram o tempo de referência, marca que seria, logo depois, batida por Alejandro Cachón / Alejandro López e também por Pedro Antunes / Pedro Alves, com uma vantagem de meio segundo para a dupla cujo piloto é oriundo das Astúrias.

Confirmava-se, assim, a renovação da acérrima luta entre as equipas que ocupavam, à altura, os lugares de topo das Tabelas de Pontuações da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2020, havendo depois que aguardar cerca de 2 horas para a retoma de uma prova de resultado final que se mostrava imprevisível, tal como era a indecisão sobre quem iria erguer os cetros de 'Campeões'.

A ansiedade estava, por isso, em crescendo entre os concorrentes que, no interior dos pequenos 208 Rally 4, tentavam manter a calma possível, ao mesmo tempo que aguardavam que nenhum percalço extra os afetasse. Quem seguia a prova de fora, vivia a conclusão desta época sem igual em modo distanciamento, fruto da invulgar realidade que todos estamos a viver, num terceiro ano desta copa coorganizada pelas representantes nacionais da Peugeot de Portugal e Espanha, com o apoio logístico no terreno dos profissionais da Sports & You.

Findo esse Reagrupamento e com a noite a chegar, os competitivos 208 Rally 4 saíam equipados com as rampas de faróis adicionais montadas nos seus capôs, aprestando-se a enfrentar os restantes 3 troços da tarde, a começar nos 18,67 km da especial de Pego / Petracos. Aqui destacou-se a excelente prestação de Álvaro Muñiz / Javier Martinez, com um tempo que os fez galgar duas posições até ao 2º lugar, ficando a uns meros 1,2 segundos da liderança. Esta mantinha-se na posse de Alejandro Cachón / Alejandro López, equipa que, por seu turno, deixou Sergi Francolí / María Salvo a 1,9 segundos e Pedro Antunes / Pedro Alves a 3,1 segundos, eles que caiam para um 3º lugar ex-aequo (com o mesmo tempo acumulado ao centésimo de segundo) que não lhes servia de todo em termos de contas para a copa.
Com uma marga margem de 3,3 segundos a separar o top-4 deste mini-rali La Nucía-Mediterráneo 2, uma prova quase do tipo sprint, seguiu-se o mais pequeno troço da prova, Tarbena / Coll de Rates (6,85 km), onde os mais rápidos foram... Cachón / López, suplantando Antunes / Alves por 3 décimos de segundo, Muñiz / Martinez por 9 décimos e Francolí / Salvo por 2,2 segundos.

Contava-se que a contenda terminasse com repetição do troço de Pego / Petracose, último palco da época, mantendo-se tudo indefinido em termos de lugares da frente. À partida para este troço, Alejandro Cachón / Alejandro López tinham uma vantagem de 2,1 segundos sobre Álvaro Muñiz / Javier Martinez e de 4,8 segundos sobre Pedro Antunes / Pedro Alves, dupla lusa que tinha, logo atrás de si, a apenas 1,9 segundos, Sergi Francolí / María Salvo.
Só que, também aqui se deu nova reviravolta nas expetativas, já que o troço se viu neutralizado antes da entrada em cena dos pilotos da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA, devido a um acidente com uma viatura de outra categoria. Assim, essas diferenças não sofriam quaisquer alterações e tornar-se-iam definitivas em termos de classificação final da copa e atribuição dos títulos.

PONTUAÇÕES: QUEM DE 4 TIRA 1...

Feitas as contas ao máximo de 3 resultados possíveis de contabilizar, do total de 4 provas da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2020 – #1 Alto Tâmega, #2 Princesa de Asturias, #3 La Núcia-Mediterráneo 1 e #4 La Núcia-Mediterráneo 2 – as Tabelas de Pontuações ficaram com a seguinte estrutura:
- No grupo dos Pilotos, Pedro Antunes totaliza 69,92 pontos válidos e sagra-se 'Campeão', deixando atrás de si Alejandro Cachón (69,5 pontos), com Álvaro Muniz (55,25 pontos) a garantir o 'bronze'. Sergi Francolí assegurou o 4º lugar, à frente de Óscar Palomo, Daniel Berdomás e Pedro Antunes. O top-10 da copa completou-se com Alejandro Martin, Roberto Black e Josep Bassas, tendo ficado classificados 20 pilotos;
- Nos Navegadores os festejos foram de Pedro Alves, batendo na corrida ao galardão os espanhóis Alejandro López (69,5 pontos) e Javier Martinez (55,25 pontos), todos com os mesmos pontos dos pilotos a quem cantaram notas ao longo da presente época Classificaram-se 22 co-pilotos;
- Nas Equipas, a GC Motorsport – a única formação que formalizou a inscrição na copa no início do ano, condição obrigatória para somar pontos – garantiu o respetivo troféu;
- O melhor piloto Junior (nascido após 1 de Janeiro de 1994) foi Alejandro Cacón, ele que alcançou o 2º lugar absoluto entre os Pilotos no cômputo da copa;
- Já o troféu da Ladies Cup ficou por atribuir, já que em 2020 não houve qualquer inscrição de uma Piloto feminina. É de salientar a participação de nada menos do que 5 Navegadoras na copa, destacando-se María Salvo como a melhor representante feminina, alcançando o 4º lugar final entre os seus pares no cômputo da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2020.
Nota: Informações adicionais no Quadro de Pontuações anexo a este Comunicado de Imprensa;

Classificação Geral (provisória) do Rali La Nucía-Mediterráneo 2
4º prova da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2020
1º Alejandro Cachón (1º Junior) / Alejandro López, 25m 09,5s (Alvemaco Sport)
2º Álvaro Muñiz / Javier Martinez, a 2,1s (Race Seven)
3º Pedro Antunes / Pedro Alves, a 4,8s (PT Racing) – 'CAMPEÃO 2020'
4º Sergí Francoli (2º Junior) / Maria Salvo, a 6,7s (Mavisa Sport)
5º Daniel Berdomás / Brais Mirón, a 30,2s (GC Motorsport)
6º José María Reyes / Diego SanJuan, a 47,6s (-)
7º Alejandro Martin (3º Junior) / Pedro Dominguez, a 49,5s (TRS)
8º Pedro Almeida / Hugo Magalhães (4º Junior), a 1m 03,9s (The Racing Factory)
9º Óscar Palomo (5º Junior) / José Pintor, a 1m 17,4s (Mavisa Sport)
10º Roberto Blach (6º Junior) / Alain Peña, a 1m 18,9s (TRS)

Nota 1: Todos em Peugeot 208 Rally 4
Nota: As classificações dos dois ralis corridos hoje (La Nucía-Mediterráneo 1 e 2) e as inerentes pontuações são provisórias até à publicação oficial dos resultados definitivos por parte da organização da prova (Club Automóvil AIA), e das respetivas federações (FPAK e RFEdA).

croniRALI FAFE MONTELONGO

ATÉ QUE ENFIM...

E de repente, vindo do nada, o DEMOPORTO organiza e põe na estrada uma prova de asfalto do Campeonato da Europa de Ralis bem no meio da "ansiedade pandémica"

Muito ainda se vai culpar o COVID 19 pela inoperância e paralisia das instituições e pessoas

Máscaras para um lado, álcool gel (ou parecido) para outro....

Não andes, não fales, não te sentes sem se limpar e vai daí dá cá uma cotovelada...

Tá tudo bem... Fixe e a família? .... ou seja .... Não tens COVID pois não? e lá por casa ?

E depois de meses e meses de disparates em cima de disparates, graves decisões que feriram de morte empresas e empresários, projetos e investimentos, e conseguiram pôr a economia em estado de coma...

E para que serviram confinamentos, sacrifícios de quarentenas absurdas, comércio e serviços encerrados ou a fechar às 20 horas como se o papão COVID atacasse a partir dessa hora.

E o "pico" foi aplanando, e o Serviço Nacional de Saúde não foi estrangulado, porque rapidamente os números começaram a melhorar enchendo de orgulho as cabecinhas pensadoras..

Então e agora que os números estão assustadoramente mais elevados...mais que nunca... É impensável parar o país porque a economia não resistiria !!!

Tudo isto faz-me recuar tão simplesmente à Primavera de 2019, que sem COVID, sem máscaras, sem alcool gel mas com gripe sazonal, aquela que aparece todos os anos e que também é altamente contagiosa, morreram em Portugal entre Março e Junho 3800 pessoas dos efeitos secundários de GRIPE - Virus SARS do grupo do COVID 19
E que é das máscaras, do distanciamento social do alcool gel e etc e tal

Está aqui uma história muito mal contada...

Mas voltando ao Rali Fafe Montelongo... ATÉ QUE ENFIM !!!

Apesar de todas as dificuldades que esta organização deveria ter tido para organizar e executar um Rali do Campeonato Europeu em tempo record, com a imposição das regras e restrições associadas aos eventos desportivos que são do conhecimento geral, O Rali Fafe Montelongo 2020 obteve, na nossa opinião, nota muito elevada

A preocupação com o distanciamento social imposto, a separação dos parques de assistência para os rapazes do Europeu e a rapaziada cá do cantinho, a montagem de toda uma estrutura na estrada que permitisse que a provas se disputassem com a maior segurança e competitividade.

As especiais que fizemos no dia de Sábado, além de estarem bem desenhadas encerravam um misto de rapidez e condução, com "muita mão de obra" que fizeram a nossa delícia...Há muito tempo que não tinha tanto "gozo" a disputar umas especiais de classificação..

Depois, e para que a exemplo dos ralis anteriores, este Rali de Asfalto não se transformasse num Rali de Terra, a organização cuidou de colocar varas de aço rodeadas de pneus nas bermas, para que ao reconhecer e mesmo no rali essas curvas não se pudessem transformar num mar de terra batida.

Todas as especiais estavam sinalizadas, desde o CHC ao CHP e ao STOP com pequenas placas identificativas para que não houvesse dúvidas de onde até onde se estendia a classificativa...

E mais, todos os cruzamentos sinalizados no Road Book, estavam sinalizados na estrada com o respetivo número da figura do Road Book e com um seta indicativa de direção... que maravilha !!!

Tão fácil tornar um Rali agradável e competitivo, tornando tudo mais agradável para os verdadeiros interpretes desta festa ... os pilotos!!!

Quanto à nossa prova, tudo se conjugou para que não houvesse qualquer problema com o nosso carro e com a equipa, decorrendo tudo dentro das espectativas, e realizando uma performance ao nosso melhor nível, dentro do que podemos e sabemos!!!

Levando em conta também que os 120 CV do nosso motor Pinto não podem ombrear com a grande maioria dos nossos concorrentes... até mesmo os da classe H75.... Que diferença !!!

Mas é o que temos e a mais não somos obrigados !!!

E o Campeonato de Portugal de Ralis Clássicos com mais de uma dúzia de concorrentes... Até parecia a sério !!!
Tão a sério, que até o S. Pedro se emocionou e deixou que o Sol brilhasse e transformasse o Rali , com previsões de muita chuva, num rali parcialmente seco, bem mais do agrado de pilotos e das "gentes" que apesar dos avisos não deixou os seus créditos por mãos alheias e povoou as bermas.

Se houve distância social... Não reparei... e se querem saber... Também não liguei...

....Estava a divertir-me...

Victor Calisto

calistfaffi20O Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis teve no Rali Fafe Montelongo, a sua quarta prova da temporada, na qual Vitor Calisto / António Cirne a bordo da Ford Escort RS 2000 MK1, obtiveram um pódio entre os Históricos 75.

"O Rali Fafe Montelongo foi para nós um dos melhores ralis que disputei nos clássicos. Em primeiro lugar porque teve a maior lista de inscritos do ano, demonstrando que os clássicos estão a ganhar cada vez mais adeptos. Em segundo lugar, porque consegui realizar esta prova sem que o Ford Escort tenha dado algum problema, o que revela o excelente trabalho que a Inside Motor tem vindo a fazer no carro. Depois porque foi um rali onde tive um bom ritmo de prova, não cometi erros, o que nos permitiu voltar a terminar mais uma prova desta competição. Por último, destaco ainda, a utilização dos novos pneus Pirelli de asfalto que usamos no carro. É certo que as condições atmosféricas estiveram muito instáveis, com o piso de asfalto a estar sempre muito escorregadio, mas mesmo assim deu para perceber que estes Pirelli permitem-nos ser mais competitivos", afirma Vitor Calisto.

Desportivamente o Rali Fafe Montelongo, segundo Vitor Calisto, "decorreu dentro daquilo que esperávamos. Andámos ao ritmo que nos é possível andar e tendo um dos carros menos competitivos do plantel também não podemos aspirar a fazer muito melhor daquilo que temos feito em todas as provas. A somar ao 11º lugar da geral, entre os 16 concorrentes que partiram para esta prova, conseguimos mesmo assim obter um pódio entre os Histórico 75 o que nos permite manter a liderança nesta classe e, também, manter-nos entre os primeiros da classificação geral do Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis".

RUIDepois de ver o ambicioso calendário internacional que tinha preparado para 2020, ficar fora de hipótese, devido ao surto pandémico, Rui Madeira vai finalmente "a jogo", no ano em que comemora 30 anos de carreira. Serão 4 os ralis que contarão com a presença do consagrado piloto arquiteto e todos em território nacional.

São três décadas de carreira para o arquiteto de Almada que, em Depois de uma longa espera, chegou a hora de ouvir rugir o motor do Mitsubishi Lancer, saído então das oficinas da Ralliart, com que Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva vão novamente competir, comemorando os 30 anos de carreira do piloto que 1995, deu a Portugal o título da Taça FIA de Grupo N, dando então a Portugal o primeiro grande triunfo no Mundial de Ralis.
De fora ficam as provas inicialmente previstas, com a exceção do Spirit, pois, como lamenta Rui Madeira, foram "todas anuladas devido ao COVID-19, gorando assim os nossos planos internacionais. É uma situação totalmente compreensível, devido a este momento grave e único que atravessamos e devemos é realçar a coragem dos organizadores, principalmente os nacionais, que estão a conseguir montar provas e, pelo que vem sucedendo, com todas as garantias de segurança e com sucesso competitivo. Estão de parabéns".
E será em terras beirãs que a dupla "mundialista" voltará a estar no habitáculo do seu Lancer. O Constálica Rali de Vouzela terá honras de abertura das "hostilidades" por parte da dupla. A prova organizada pelo GAS e que vai para a estrada nos dias 26 e 27 de setembro, será em asfalto e, em jeito de antecipação, Rui Madeira garante que "estaremos lá para não só andar rápido, mas para dar espetáculo e assim honrar os pergaminhos dos nossos patrocinadores e da nossa carreira. Estamos muito contentes por finalmente poder competir e Vouzela tem tudo para nos agradar, pois, pelo que sabemos, tens excelentes especiais e é um rali que, ano após ano, tem vindo a ganhar prestígio".
Seguir-se-ão os ralis Spirit, Luso e Camélias, num calendário que "dentro dos condicionalismos, se revela bem aliciante para nós e para quem nos apoia".

Época internacional poderá acontecer em 2021

Frustrados os planos iniciais para o ano corrente, Rui Madeira não esconde que "gostaria de fazer transitar para 2021, o ambicioso projeto que tínhamos garantido para este ano. Vamos falar com os nossos patrocinadores e logo veremos se receberemos luz verde para concretizar as presenças em ralis internacionais de grande prestígio, dentro dos que se inserem no espírito Legends", não rejeitando a hipótese de alinhar "no Rali Fafe Montelongo, se este conseguir entrar, no próximo ano, para o Europeu de Históricos. Gostaríamos muito de lá ir competir com o Lancer, medindo, uma vez mais, forças com os melhores da Europa".

PROGRAMA 2020
Rali de Vouzela, 26 e 27 de setembro
Rali Spirit (Porto, Portugal), 22 a 24 de outubro
Rally do Luso, 7 e 8 de novembro
Rali das Camélias, 1 de dezembro

spirit copy"Tempos excecionais exigem ralis de exceção" – é sob este lema que terá lugar, entre 22 e 24 de outubro, a sexta edição do RallySpirit!

Fruto das inusitadas circunstâncias que o mundo atravessa, o evento dará prioridade à saúde pública. A prova disputar-se-á, assim, em 2020, sob a égide das indispensáveis medidas protocolares de segurança sanitária e ao abrigo do plano de contingência traçado pela FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting), sob as orientações da DGS (Direção-Geral de Saúde), para a máxima proteção de todos os agentes envolvidos.

Face à atual situação, a decisão de realizar o evento não se afigurou fácil, mesmo se o caminho mais simples seria o da anulação. Todavia, após elevada ponderação, entendem os responsáveis da X Racing (entidade promotora) que os adeptos do RallySpirit e a economia local merecem todo o empenho para ajudar a "virar a página" de um momento tão difícil como o que estamos a viver. É assim, neste contexto, que a organização e as Câmaras Municipais envolvidas deram "luz verde" à viabilização do RallySpirit 2020, ainda que plenamente conscientes que, uma evolução negativa ou agravamento da situação da saúde pública, durante os mais de três meses que faltam para a prova se disputar, poderá condicionar, em definitivo, a sua realização em 2020.

Vivenciando uma experiência a todos os títulos diferente, o RallySpirit 2020 não deixará, contudo, de respeitar a sua génese, proporcionando momentos únicos a equipas, pilotos e espectadores, que voltarão a desfrutar dos mais míticos carros de ralis de todos os tempos.

Aliás, o facto de pela primeira vez integrar o calendário do "Slowly Sideways Europe" – a par de algumas das melhores provas de "Rally-Legends" mundiais, como é o caso do "Eifel Rallye Festival", do "Alsaces Rallye Festival" e do "Rallye Festival Valles Pasiegos" – confirma a meritória evolução, ano após ano, do RallySpirit e do seu cada vez maior reconhecimento internacional.

"Grupo B" estão garantidos!
Num ano de especial contenção e prudência, não está prevista a presença de um Top Driver internacional (a exemplo do que aconteceu com Miki Biasion em 2016, Ari Vatanen em 2017, François Delecour em 2018 e Stig Blomqvist em 2019). Mas isso não significará menos emoções na estrada, uma vez que a organização da X Racing volta a prometer um parque automóvel muito exclusivo, com um bom número de "Grupo B", que tornará o RallySpirit 2020 numa edição tão especial quanto as anteriores.

Quanto ao esquema competitivo idealizado pela X Racing e CAST (Clube Automóvel de Santo Tirso), a prova de 2020 tem como principal alteração a mudança do seu centro nevrálgico, que passa agora a estar localizado em Barcelos, cidade responsável por acolher o arranque e o final da prova. Contudo, Vila Nova de Gaia e o Porto, continuam a contribuir para o carácter singular e mítico da prova, com passagens garantidas pela emblemática Marginal de Gaia e Avenida dos Aliados (Porto), frente à Câmara Municipal do Porto.

Para Pedro Ortigão, um dos responsáveis da X Racing, "a viabilização do RallySpirit 2020 representa um grande esforço da nossa parte e foi devidamente ponderada por todos, com a consciência de que, a três meses da prova, ou avançávamos agora ou teríamos de adiar o evento para 2021. Assumindo o risco, já começamos a trabalhar nesta sexta edição, onde será muito importante cumprir e fazer cumprir as medidas excecionais de saúde pública que estiverem em vigor, de forma a garantir a segurança de todos. Em todo o caso, estaremos naturalmente atentos ao evoluir da situação e, em caso de força maior, também estamos preparados para voltar com a decisão atrás e inviabilizar o evento este ano".

Nestas circunstâncias, Pedro Ortigão refere também ser essencial "contar com a colaboração de todos, para que esta festa do automobilismo nacional volte a marcar encontro com o sucesso, até porque, desportivamente, estamos em crer não faltarão argumentos para colocar na estrada mais uma prova memorável."

Uma palavra merece ainda o final da bem-sucedida parceria do RallySpirit com a empresa Altronix, o principal patrocinador desde a primeira edição e que muito ajudou a torná-lo num marco incontornável no panorama dos ralis nacionais e agora também internacionais. A Altronix deixa, portanto, de dar o nome ao RallySpirit, mas nunca deixará de estar ligada à sua história.