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bairradalogo22A cerca de três semanas do início da prova do Clube Automóvel do Centro, em parceria com o Município de Vagos e promovida pela Promolafões, promete emoções e captar muito público para as bermas da estrada de asfalto do concelho vaguense, à semelhança do que sucedeu nas duas edições anteriores.

O Rali da Bairrada, prova inaugural do Campeonato Start Centro de Ralis, pontuável ainda para o Desafio Kumho Portugal Asfalto, Kia Picanto e Prova Extra, vai para a estrada nos dias 19 e 20 de Março e, como sempre, sob a organização do Clube Automóvel do Centro em parceria com a Câmara Municipal de Vagos.
Sob a promoção da Promolafões, a terceira edição da competição desenhada para o território de Vagos, procura acelerar para um fim-de-semana completamente diferente do habitual e bastante emotivo para aquele concelho do distrito de Aveiro, em que melhor que o encontro é o reencontro.
Como um lugar fantástico para a realização do Rali da Bairrada e que tem sido um sucesso nas duas primeiras edições, Vagos, em plena natureza, convida a uma visita ao seu território para os dias da competição, desvendando, ao mesmo tempo, os segredos da boa cozinha tradicional da região, num ambiente, alegre e descontraído.
O Rali da Bairrada está praticamente à porta e, com as mais recentes medidas sanitárias, a vila de Vagos tem em mãos uma legítima estratégia de retoma para a competição automóvel, não só por ser o palco da prova inaugural do Campeonato Start Centro de Ralis, pontuável ainda para o Desafio Kumho Portugal Asfalto, Kia Picanto e Prova Extra, como também disponibiliza a abertura da sua varanda com vista privilegiada para o Atlântico.
Como tem sido seu apanágio, o Município de Vagos preocupa-se com a redução da pegada ecológica que o Rali da Bairrada conduz para o meio ambiente, pelo que o projeto Race4Eco, ligado umbilicalmente ao evento, é um "veículo" de excelência no que nas boas práticas diz respeito e que incentivem a adoção de critérios ambientais.
Refira-se que o projeto Race4Eco, produzido pela Promolafões, em parceria com a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), pressagia a redução de impactos e promove o uso eficiente de recursos materiais e energéticos. Para os próximos dias 19 e 20 de Março todos os caminhos vão dar a Vagos para uma forte vaga de emoções, em que se espera, para as estradas de asfalto do concelho, uma agitação de adrenalina.

bairradalogo22Informações Rali da Bairrada 2022, primeira prova do Campeonato Star Centro que se disputa no dia 19 de março (19 e 20 de março realiza-se a prova extra).

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danielaAcompanhada por Soraia Silva, a piloto do Citroen Saxo assinou uma época em crescendo, coroada com o triunfo na Taça das Senhoras do 4º Desafio Kumho Portugal, sendo ainda quartas nos X1 e melhor equipa feminina do Campeonato Centro de Ralis.

Onde vão, não deixam ninguém indiferente. A forma focada com que encaram a sua presença nos ralis, transformou Daniela Lopes e Soraia Silva numa dupla que representa como poucas a crescente armada feminina nos ralis em particular e no desporto motorizado em geral.

Integrando o plantel da Teodósio Racing Academy, equipa apadrinhada pelo bicampeão nacional Ricardo Teodósio, a dupla apostou nas provas de asfalto que integraram o Campeonato Centro de Ralis 2021 e fizeram parte ainda a "armada" Kumho, no desafio reservado às equipas que utilizam os pneus coreanos.

O balanço, seguindo a piloto, é "positivo, mas acredito que ainda há um longo percurso a percorrer. Foi um ano de aprendizagem e de adaptação entre os 3 (piloto, navegadora e carro). Fui colocando objetivos prova a prova, tanto a nível de equipa como a nível pessoal e terminámos da forma que pretendia. Estou consciente do potencial que temos e que há muito a melhorar, mas passo a passo, e com os apoios necessários, acredito que consigamos", afirmando ainda que "2021 serviu para nos integrarmos, fazer a diferença, deixar os nossos nomes na história dos ralis e, sobretudo, dignificar o voto de confiança dos nossos patrocinadores".

Como tal e levando em linha de conta que, ao fazerem somente as provas de asfalto, estiverem presentes em apenas 5 das 7 provas do CCR, Daniela Lopes considera que "Num ano tão atípico, alcançar o 4º lugar do grupo X1 e termos sido a melhor Equipa Feminina, foi francamente positivo", juntando ainda a taça referente a esse mesmo feito, mas nas contas do 4º Desafio Kumho Portugal.

O triunfo na competição organizada pela ASR Tyres tem "como qualquer vitória, tem um significado positivo! Sempre que nos confrontámos com outras equipas femininas, conseguimos melhores registos e isso motivou-nos. É bastante importante a presença de mais mulheres neste desporto, não só pela essência como também pela competitividade. Relativamente ao Desafio Kumho foi certamente o melhor da época. Uma equipa que se preza pela divulgação, pelo acompanhamento e apoio às equipas, no fundo pelo bom desporto. Um agradecimento especial a todos pela magnífica dedicação, e que sirvam de exemplo para outros promotores do desporto motorizado!".

Quantos aos momentos mais vincados de 2021, Daniela Lopes destaca pela positiva, "termos apostado numa causa nobre e associámo-nos à Liga Portuguesa Contra o Cancro, o que para nós, por motivos pessoais, foi uma força gigante e que muito engradeceu a nossa época. No campo desportivo, destaco os ralis de Mesão Frio e de Resende. Deixaram uma marca especial pelo sucesso da nossa prestação. Já o Rali do Vidreiro foi uma prova que acabou por nos ficar na memória pelas dificuldades que vivemos no primeiro dia e pela entreajuda e convívio que se manteve à posterior. No Rali de Castelo Branco evivemos um episódio caricato, saída de estrada entenda-se, mas que resultou no sucesso da divulgação dos nossos patrocinadores!".

Mas como começou a carreira de Daniela Lopes?

Já lá vai uma década e foi em paragens bem diferentes dos ralis pois arrancou "nas provas de perícia. Depois, em 2013 decidi alugar um Citroen Saxo para fazer o Rali de Castelo Branco, com um único princípio: constituir uma equipa feminina. O rali superou as expectativas, visto que era uma estreia para piloto e navegadora, e eu nunca tinha tido qualquer contacto com um carro de competição. Apesar de algumas adversidades, foi uma prova muito positiva pois acabámos bem classificadas e marcou a minha estreia neste desporto de eleição que acompanho desde criança. Na altura tínhamos um carro semelhante ao que alugámos e aproveitámos para o transformar para provas futuras. É o carro que mantemos ainda hoje".

O ano seguinte marcou nova estreia. Desta feita na baquet do lado direito. Mas a paixão estava mesmo no lugar atrás do volante e, como tal, Daniela Lopes foi fazendo "algumas provas em várias vertentes e em 2019, venci um troféu realizado na Beira Baixa, na vertente de Regularidade Histórica".

No arranque da década que agora vivemos, a piloto considerou que tinha chegado a hora de "apostar num projeto com fundamento e objetivos bem definidos. Já tinha acompanhado o Campeonato Regional nesse mesmo ano de 2020 e foi mais fácil planear a estratégia a aplicar. Não gosto de ideias preconcebidas, por isso mantive o princípio da estreia, apostando em integrar uma equipa totalmente feminina e, como tal, procurei a pessoa que considerei com o perfil indicado para me acompanhar, tendo encontrado a Soraia Silva e estamos cada vez mais entrosadas. Aposta mais do que ganha!".

Daniela e Soraia são dois bons exemplos da cada vez maior presença das mulheres no desporto automóvel nacional e a piloto sente "muito orgulho e enorme satisfação por causa desta mudança de panorama. Para além de ter orgulho em ser mulher, tenho orgulho em fazer parte desta mudança. Acredito que aos poucos conseguimos integrar-nos e mudar mentalidades. Para além de mulheres, esposas, donas de casa e trabalhadoras, muitas de nós ainda são mães! Este conjunto tem tanto de bom como de exigente. E conciliar todas estas profissões com esta carreira amadora desportiva é exageradamente desafiante!".

Mas, não deixa de também realçar que "depois do capacete colocado não há género. Estou consciente que apesar de querermos ser iguais, há muitas diferenças, mas tudo depende tudo da nossa mentalidade e força de vontade. Espero que 2022 seja o ponto de partida ou de regresso para mais mulheres que queiram sair da sua zona de conforto, fazer o que gostam e sobretudo, viver!".

E nesta época que agora dá os seus primeiros passos, a saga de Daniela Lopes, Soraia Silva e do Citroen Saxo continuará com ambição: "vamos apostar no Campeonato Start Centro de Ralis e no 5º Desafio Kumho Portugal. Obviamente que o principal objetivo é continuar esta aprendizagem e alcançar, no mínimo, os mesmos patamares que conseguimos em 2021. Estamos ainda a definir estratégias e a reunir apoios. Procuramos marcas portuguesas que tal como nós, queiram primar pela diferença, apostando de forma dinâmica nas mulheres integradas num desporto que é maioritariamente dos homens".

Uma coisa é certa. Pela seriedade, empenho e talento que Daniela Lopes e a sua navegadora Soraia Silva colocam na carreira, bem merecem uma aposta. Patrocinadores atentos precisam-se!

silvaO jovem talento de Vila Velha de Rodão protagonizou uma época a roçar a perfeição, coroada com o título de Duas Rodas Motrizes no Campeonato Centro de Ralis e as vitórias na Divisão 1 dos Desafios Kumho Asfalto e Centro.

Os sinais vinham já de trás. Rapidamente se percebeu que na zona raiana da Beira Baixa estava a nascer um talento que, caso venha a ser condições, poderá se tornar num caso sério no panorama dos ralis nacionais.

Falámos de Pedro Silva, nado e criado em Vila Velha de Rodão e que, acompanhado pelo consagrado navegador Nuno Rodrigues da Silva em praticamente todas as provas da temporada, levou o seu Peugeot 208 VTI a um ano que consagrou a sua rapidez com a conquista de títulos e da primeira vitória absoluta da sua ainda curta carreira.

E como tudo começou para Pedro Silva?
O também “soldado da paz” conta que se iniciou “no desporto motorizado em 2015 com um Starlet 1.3 S. Comprei este carro propositadamente para fazer uma prova de Regularidade Sport que iria realizar-se em Vila Velha de Ródão. Na altura custou me 400€ e não estava nas melhores condições, tinha inclusivamente o diferencial soldado. A prova foi um sucesso e senti que era mesmo aquilo que queria fazer e que deveria apostar em mim. Fui participando em provas semelhantes e os resultados foram aparecendo com vitórias na classe. Mais tarde e mantendo a tração traseira, adquiri um carro igual para preparar e apostar nos ralis, no futuro”.

Com um sorriso nos lábios, o jovem craque conta que “ainda hoje mantenho este Toyota Starlet 1.3 S pois é um carro especial, preparado com muito cuidado e que me dá um gozo enorme guiar”.

Após 3 anos na Regularidade Sport, Pedro Silva decidiu “passar efetivamente aos ralis. Fiz 2 provas de Toyota e felizmente, consegui obter um Peugeot 206 Troféu. Com este carro, venci o grupo X1 em 2019 no CCR e também a Divisão 2 do Desafio Kumho Asfalto”, conquistando assim na competição organizada pela ASR Tyres o seu primeiro título.

Essa primeira época foi assim concluída com êxito e levou o piloto a voltar a apostar no carro francês para 2020. Num ano atípico, devido à pandemia, nem por isso Pedro Silva deixou de voltar a mostrar as suas “garras”, concluindo o CCR na 2ª posição do Campeonato de 2RM, considerando que “esta solidez de resultados permitiu que garantisse a confiança dos meus sponsors atuais. E Foi este apoio e confiança que me permitiu dar o salto para, em 2021, utilizar um 208 R2, passo que sabia ser ousado, mas que também considerava necessário”.

E 2021 transformar-se-ia numa época de consagração de Pedro Silva. De início a fim, foi sempre um dos mais fortes entre os que almejavam lutar pelos lugares cimeiros da geral e, principalmente pelo domínio nas duas rodas motrizes.

Rápido e consistente, tornou-se dominador nas três frentes onde “combatia”. Pedro Silva lembra que “no início de época assumimos que queríamos lutar pelo título a Centro das 2RM e também pela vitória nos Desafios Kumho Asfalto e Centro. Ao longo do ano, fomos sempre muito fortes e os resultados são prova disso. O balanço é extremamente positivo. Alcancei todos os objetivos a que me propus no início da época, tirei o melhor partido de um carro bastante fiável, senti que evolui e transmiti isso mesmo para quem me foi acompanhando. A época de 2021 foi memorável!”.

Como “cereja no topo”, almejou ainda chegar à primeira vitória absoluta da sua carreira, triunfando na edição inaugural do Rallye de Resende, organizado pelo Targa Clube, feito que “jamais esquecerei. Foi incrível e saí de Resende com o título e uma vitória que marca a minha carreira!”. Aliás, considera que “a vitória à geral no Rali de Resende, permitiu-me fechar a época em pleno e sentir que estou cada vez mais rápido e competitivo. Foi um dos momentos mais altos do ano. Outro momento perfeito está diretamente relacionado com a minha vida pessoal, mas que influenciou em muito o meu estado de espírito, a minha concentração e a minha própria confiança para cada prova, pois tratava-se do estado de saúde da minha mãe. A pessoa que me apoiou sempre, que tudo fez para que nada me faltasse e que me transmitiu valores que fui aplicando nestes últimos meses. Todas as minhas conquistas são dedicadas à mulher guerreira que enfrentou todas as batalhas com um sorriso e força!”.

Quanto ao ponto menos feliz de 2021, não tem dúvidas: “foi precisamente a minha estreia em terra, onde tive um acidente a 1 troço do fim do rali. Considero o momento menos feliz pois fez-me perder a posição no campeonato e consequentemente, impor mais ritmo nas provas seguintes para colmatar esta falha de pontos. Encarei esta saída de estrada como uma aprendizagem. São situações que acontecem e que nos fazem crescer”.

E o que representa para este “jovem lobo” ser campeão?
 “É algo difícil de descrever. Desde pequeno que acompanho e vibro muito com esta modalidade. Portanto, conseguir os apoios necessários para adquirir um carro, fazer um campeonato, lutar ao segundo com grandes pilotos que me lembro de infância e alcançar um título, é sem dúvida alguma, cumprir um sonho. Uma conquista que ficará marcada para a minha vida. Obviamente que não foi um feito só meu, foi uma vitória conjunta pois tive um apoio notório dos meus patrocinadores, equipa e família. Nunca pensei que estivesse ao meu alcance, mas também nunca desisti daquilo em que acredito. Foram 5 anos de evolução pura, de empenho e de muita adrenalina. 5 anos que passaram a alta velocidade e que demonstraram que tudo é possível, basta acreditar!”.

Ao cetro agora seu, Pedro Silva juntou mais dois troféus Kumho para a sua coleção e conquistas no Desafio reservado aos pneus coreanos que o piloto considera terem sido “foram ótimos aliados, pela sua robustez e perfomance. Destaco ainda todo o empenho dos seus promotores que nos permite ter um impacto brutal a nível de comunicação social”. Como tal, considera que “o Desafio Kumho foi das melhores iniciativas dos últimos tempos. Tornou os campeonatos mais competitivos, o facto de ter prémios monetários e/ou pneus é uma motivação extra, e ainda promove e divulga a modalidade, pilotos e carros de uma forma exemplar. Acredito que o sucesso só tenha sido possível por ter as pessoas certas no seu comando”.

Festa feita, agora é tempo de olhar em frente. Pedro Silva revela que “vamos ter um ano novamente desafiante e ambicioso. Os objetivos mantêm-se com as mesmas bases que os anteriores: garantir a evolução, obter títulos, dignificar os meus sponsors e dar-lhes a merecida visibilidade. Estamos a fazer os possíveis para evoluir de campeonato e atingir outros patamares. Esperamos conseguir dar novidades brevemente”.

 

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