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ANUARIO123

CPR

soltasmor212O Clube Automóvel do Centro por certo que deu o seu melhor para levar por diante este Rali de Mortágua. Apesar dos serviços mínimos, que permitiram que a prova até decorresse bem, mesmo tendo em conta os dois enormes atrasos provocados pelo despiste de Armindo Araújo e do carro 0 (Alfredo Barros), a verdade é que correram insistentes rumores de que esta prova estará fora do Campeonato de Portugal de Ralis. Será pela vontade dos pilotos? Será por questões políticas? Não se percebem bem tais rumores quando ainda nem o relatório final é conhecido!!!

Miguel Correia foi um dos bons protagonistas desta prova pela sua boa prestação e chegou mesmo a afirmar que não irá ceder de bom grado o segundo lugar a ninguém. Contudo, a meio da segunda secção o piloto chegou a assustar-se, quando apareceu um aviso vermelho no painel digital a dizer que havia problemas com a válvula wastegate. No final do rali o piloto suspirou de alívio e ficou mesmo contente por ter obtido um pódio nesta prova.

O título das duas rodas motrizes tem sido um feudo dos pilotos sintrenses. Depois de Gil Antunes e Daniel Antunes se terem sagrado campões do CPR2, este ano foi de novo um piloto da região de Sintra a terminar no lugar mais alto do pódio. Na primeira vez que disputou o CPR2, Carlos Fernandes juntou assim mais um título à sua carreira, desta vez já de âmbito nacional.

Paulo Neto não conseguiu cumprir o seu objetivo de terminar as 8 provas do CPR. Em Mortágua a prestação até nem estava a ser má, mas na segunda seção uma saída de estrada acabou por ter consequências no carro e por não ter chegado ao seu objetivo.

É complemente absurdo que ao mesmo tempo que estava a decorrer o Rali de Mortágua, 10 quilómetros ao lado estava na estrada o Ral Legends Luso Bussaco. Ninguém ganhou com esta divisão, mas também ninguém (a nível diretivo) estava muito preocupado com tal coincidência. Mais um mau exemplo do que se passa nos ralis em Portugal.

Apenas três pilotos, dos sete que partiram para a prova, terminaram o Rali de Mortágua entre os concorrentes do Campeonato Centro de Ralis. Mais um imenso absurdo federativo que desta forma quase aniquilou quase por completo o regional. Mesmo assim Paulo Correia venceu com o seu Renault Twingo R2, enquanto Rui Mendes e Isaac Portela terminou nas posições seguintes.

Este rali ainda fez mais um vencedor. Fernando Teotónio ganhou nos RC2N, conquistando dessa forma o troféu que estava a em disputa nestas competição.

teo copyJá não bastava termos que esperar pelo derradeiro rali para se definir os campeões de 2021 do Campeonato de Portugal Ralis, foi preciso mesmo esperar pelo derradeiro troço, para Ricardo Teodósio / José Teixeira arrancarem a ferros o título a seu favor.

Drama e emoção não faltaram neste enredo que foi o Rali de Mortágua. Nenhum dos cenários tão veiculados nos últimos tempos se concretizou na realidade, pois ninguém tinha vaticinava que Armindo Araújo / Luís Ramalho tivessem uma saída de estrada (bateram numa árvore após um furo) logo nos primeiros metros do troço inaugural do rali... mas foi isso mesmo que aconteceu.

Com este cenário parecia simples a Ricardo Teodósio gerir o rali, tanto mais que o líder inicial da prova, José Pedro Fontes ficou logo antes do terceiro troço, com problemas de alternador no Citroen C3 R5. Contudo, Teodósio teve mesmo que sofrer, pois um problema com o comando da caixa fez com que o piloto se atrasasse na fase inicial do rali rodando nessa fase pelo 4º lugar (penalizando ainda 10s por ter chegado atrasado a um troço), o que dava o título ao seu adversário que já estava fora de prova.

Porém, resolvido esses problemas, restava a Teodósio atacar tudo por tudo nas 4 especiais da segunda fase do rali, pois era necessário chegar a segundo da geral e na derradeira especial ficar nos dois primeiros lugares da Power Stage. E se o pensou melhor o executou, já que o piloto foi recuperando tempo troço a troço, o que lhe permitiu superar Pedro Meireles no terceiro lugar e no derradeiro troço subir ao tão almejado segundo lugar (passando Miguel Correia)... vencendo ainda a Power Stage.

Com muito esforço e dedicação, Teodósio consegue mesmo ser segunda vez campeão depois de uma grande prova, carregada de emoção e sobressaltos.

A vitória neste rali foi pra Bruno Magalhães que até nem teve que se esforçar muito, apesar de ter tido um ritmo muito forte na fase inicial do rali. O piloto do Hyundai deu a primeira vitória ao novo i20 de uma forma categórica e merecida, revalendo um maior entrosamento com o carro.

Miguel Correia teve uma fase inicial do rali muito boa, e foi segundo classificado durante grande parte da prova. Porém, a segunda secção foi menos positiva (devido a um problema com a válvula wastegate) e viu-se superado por Ricardo Teodósio, sem que tivesse havido qualquer tipo de jogo de equipa.

Pedro Meireles teve finalmente o "sorte" de terminar um rali, depois de tanto azar. Alguma falta de ritmo não lhe permite ser mais rápido e mais consistente, mas terminar já foi uma excelente vitória e logo com um bom 4º lugar.

Destaque ainda para o sétimo lugar de Carlos Fernandes / Valter Cardoso, que obtiveram assim o título de campeões das duas rodas motrizes.

VENCEDORES DE TROÇOS
Ricardo Teodósio (3), Bruno Magalhães (3); José Pedro Fontes (1)

COMANDANTES SUCESSIVOS
Pec 1 cancelada; José Pedro Fontes (Pec 2); Bruno Magalhães (Pec 3 a 8)

CLASSIFICAÇÃO FINAL
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soltasmor121Está quase na estrada o rali de todas as decisões no Campeonato de Portugal de Ralis. No Qualifying Ricardo Teodósio mostrou ao que veio, fazendo o melhor tempo, o que lhe permitiu escolher a posição de partida para a prova (será nono a arrancar).

Menos bem esteve o seu adversário. Armindo Araújo acabou por fazer no Qualifying um pião monumental o que lhe custou a ser o último a escolher a ordem de partida, ou melhor, escolher a posição que restava que era ser o primeiro na estrada.

Porém, a escolha das posições de partida não foi muito pacifica. Pedro Meireles na sua vez escolheu o 10º lugar de partida, mas de pronto um outro piloto alertou que tal não era possível!!! O facto de Gil Antunes não ter feito o Qualifying, competia ao Diretor de Prova atribuir regulamentarmente a posição de partida ao piloto de Sintra, tendo sido dada a 10ª posição. Depois de algum burburinho e confusão no entendimento das regras, explicadas por Paulo Magalhães da FPAK na mesma ocaisão, Pedro Meireles teve que mudar de escolha partindo na 6ª posição.

Toda esta situação despertou que, de forma involuntária, Gil Antunes tenha acabado por ser beneficiado por não ter feito o Qualifying, pois ao ser-lhe atribuída a 10ª posição na estrada, acaba por ter uma excelente posição de partida. De pronto alguns pilotos manifestaram-se que para a próxima prova de terra também não irão fazer o Qualifying, pois tal situação pode ser benéfica na escolha da posição de partida. Este episódio demonstra claramente que as coisas não estão bem no CPR!!!

Um tema muito falado e Mortágua foi a recente reunião entre os prinicpais pilotos do CPR. Pouco ou nada transpirou sobre essa reunião, mas tudo indica que os pilotos votaram, entre si, sobre as provas a manter no CPR de 2021.

Outro tema quente foi o dos inscritos nesta prova. 21 concorrentes vão estar à partida o que na realiade não é um número nada mau para as contas do CPR em 2021. Provas como Serras de Fafe, Rali de Portugal e Rali da Água, tiveram menos inscritos no CPR e ninguém se preocupou, embora essas (e outras) tenham sido provas onde os troféus, os estrangeiros, os clássicos e os GT´s (por exemplo) tenham ajuda a compor a listas de participantes.

mortaguaplaca21Troços e horários Rali de Mortágua, derradeira prova do Campeonato de Portugal de Ralis, que se realiza dia 6 de novembro.

 

 

 

 

 

 

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