faceralis

 

ANUARIO123

armindovecb(POR PAULO HOMEM)

Numa prova muito difícil para a Escuderia de Castelo Branco, fruto de alguns acidentes e de algumas decisões organizativas, pelo menos, polémicas e discutíveis, a verdade é que desportivamente assistiu-se a uma tremenda luta pela vitória, com o "experiente" Armindo Araújo a vencer novamente.

Sem dúvida que o momento marcante do rali foi o pião de José Pedro Fontes na 6ª especial de classificação, quando estava na liderança do rali (por escassos 1,3s), depois de já ter terminado o primeiro dia também na liderança. Porém, os 19s perdidos, com esse "erro", ditaram que a partir desse momento Armindo Araújo ficasse na liderança por 12,1s, mas neste caso sobre Ricardo Teodósio, que estava perto o suficiente dos primeiros lugares para aproveitar este brinde do piloto do Citroen.

A partir desse momento, Armindo Araújo mudou a estratégia de corrida, passando a gerir os acontecimentos, embora taticamente não tenho baixado muito o ritmo de prova que trazia desde o primeiro dia. Não se sabe se Armindo Araújo venceria ou não caso Fontes não tivesse tido esse erro, mas a verdade é que o Campeão de Portugal de Ralis, esteve sempre muito próximo da liderança e tinha todas as condições para o vencer... como veio a acontecer, precisando apenas de vencer um troço!!!
"Entramos muito fortes e o José Pedro Fontes também, e ele acabou por cometer um erro numa zona onde também nós tivemos algumas dificuldades, mas conseguimos nessa especial ficar com uma vantagem que consideramos segura para defendermos a primeira posição. Atacamos quando precisamos e gerimos muito bem o nosso ritmo. Durante todo o rali estivemos na luta pela primeira posição, a margem mais distante para a liderança foi de 1.4s e por isso estivemos sempre confiantes que podíamos vencer. Foi isso mesmo que aconteceu e estamos muito satisfeitos com a segunda vitória consecutiva esta temporada e com a consolidação da liderança no CPR", disse no final Armindo Araújo, que dedicou esta vitória à sua falecida avó:"Não foram dias fáceis para mim, pois antes do rali iniciar recebi a triste noticia do falecimento da minha avó. Não me pude despedir dela e esta vitória é totalmente dedicada a ela".

Para Ricardo Teodósio o resultado final não deixa de ser um bom resultado e a exibição até foi boa, mas o algarvio teve dificuldades para acompanhar Armindo e Fontes durante uma boa parte da prova, só reagindo forte nos derradeiros três troços que venceu, incluindo a Power Stage. A verdade é que este segundo lugar mantém Teodósio na rota do título, mas a agressividade (no bom sentido) demonstrada no Terras d´Aboreira desta vez não esteve presente.

O terceiro lugar sabe a pouco a José Pedro Fontes e que lhe teria assentado esta vitória pela forma como foi competitivo, depois das exibições desastrosas no início da temporada. Certo é que o piloto da Citroen está renascido e com outra confiança, pelo que se terá de contar com ele nas próximas provas... pelo menos de asfalto.

José Pedro Fontes esclareceu no final que "o Citroën C3 Rally2 esteve perfeito e a equipa fez um excelente trabalho. Tivemos sempre ritmo para ganhar o rali, mas um pião fez-nos perder essa hipótese, que se apresentava perfeitamente ao nosso alcance. Resta-nos felicitar o Armindo Araújo e o Luís Ramalho que fizeram um excelente rali e não cometeram erros, sendo por isso os justos vencedores. Vamos agora trabalhar para nos apresentarmos ainda mais fortes no Rali Vinho Madeira."

Sem motor para compensar a diferença que existe para os seus adversários, Bruno Magalhães não tinha neste rali (muito rápido e a exigir muito motor) aquilo que precisava para lutar pelo pódio. A época já vai na terceira prova e apesar da eficácia de Magalhães os resultados continuam um pouco abaixo do esperado.

Miguel Correia não se pode dizer que tenha sido a desilusão do rali, mas esperava-se um pouco mais do piloto do Skoda neste rali, que realmente não está no mesmo patamar de competitividade no asfalto que já atingiu na terra. Porém, a evolução continua!!!

Na 6ª posição ficou Pedro Meireles, que se sabe que no asfalto está sempre mais próximo dos pilotos. Não se pode dizer que tenha andada mal, mas 1m17s de diferença para o vencedor dão claramente a entender que existe margem para mais e melhor.

Paulo Neto terminou na posição seguinte, num rali em que esteve longe de todos os seus adversários, não tendo sido surpreendido por muito pouco por Carlos Fernandes, que foi mesmo o melhor dos pilotos das duas rodas motrizes, ao volante do Peugeot 208 Rally4.

Bernando Sousa no derradeiro troço perdeu mais de 5 minutos, descendo muitas posições, quando era 7º classificado da geral, fazendo o rali possível, já que as borrachas da Kumho não ajudaram muito neste regresso ao asfalto.

COMANDANTES SUCESSIVOS
José Pedro Fontes (Pec 1); Armindo Araújo (Pec 2), José Pedro Fontes (Pec 3 – 5); Armindo Araújo (Pec 6 -8)

VENCEDORES DE TROÇOS
José Pedro Fontes (3); Armindo Araujo (1); Ricardo Teodósio (3)

CLASSIFICAÇÃO FINAL
cbfinal21

 

Não lhe é permitido comentar.