Share
soltasmorta11O primeiro dia do Rali de Mortágua foi madrasto para alguns pilotos que terminaram a prova bem mais cedo do que o esperado e de forma também totalmente inesperada.

Pedro Matias não chegou ao final do primeiro troço, despistando para uma ravina numa esquerda longa em que a estrada ficou... curta. "Era uma esquerda menos, mas tínhamos as notas mal e fizemos a fundo", contava o piloto do pequeno 500 Abarth, carro que ficou de pernas para o ar 20 metros abaixo do troço.

Armando Oliveira também deixou o Citroen C2 muito mal tratado assim como um poste. Felizmente para o piloto e navegador que tudo não passou de um susto.

Mais feliz estava Marco Macedo, que nesta prova é o navegador de João Fernando Ramos. O simpático co-piloto fez nesta prova a sua 100ª prova, 99 das quais como navegador. Em 2010 estreou-se como piloto, precisamente em Mortágua. Até hoje já navegou 10 pilotos.

Os tempos da Taça de Portugal geraram muita confusão. Ao apanhar num troço o Lancer de Hugo Lopes com um principio de incêndio, Renato Pita parou para ceder o extintor perdendo muito tempo. Demorou a saber-se qual o registo que atribuíram ao piloto nesse troço, mas a espera compensou, já que Renato Pita comanda nesta cmpetição.

Joaquim Gaspar em Mitsubishi Lancer Evo IV venceu o Rali de Mortágua no que ao Regional Centro diz respeito. Roberto Canha em Citroen Saxo foi o segundo classificado, enquanto o Campeão de 2011 ficou em terceiro, depois de perder muito tempo devido a um precalço.

Apesar de tudo, e como manda a tradição, o Rali de Mortágua coloca sempre muito público na estrada a acompanhar o rali, numa prova clara de que a modalidade ainda tem muito adeptos.