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terras copyA ritmo acelerado, lá vamos nós para a terceira prova do Campeonato de Portugal de Ralis, o Rali Terras d´Aboboreira. Para além de uma excecional lista de inscritos, que até considero demasiado grande para uma prova com apenas sete especiais de classificação, os concorrentes do CPR, acrescidos de uma notável lista de nomes de plano mundial, em que estão presentes pilotos de relevo que disputam o WRC2, por certo que (na sua maioria) não irão ser os principais protagonistas desta prova.

Sendo certo que Kris Meeke já provou que está num patamar à parte e que neste rali poderá perfeitamente rivalizar com os jovens e menos jovens lobos do WRC2 (Yohan Rossel, Nikolay Gryazin, Pierre-Louis Loubet, Marco Bulacia, Jan Solans, etc), provando a sua rapidez, também é certo que nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis terá “apenas” que se preocupar com Armindo Araújo (que tem estado sempre nos calcanhares do britânico e que assumidamente quererá bater no terreno) e com Ricardo Teodósio, que nesta prova pretenderá retomar a inspiração que a Família 24 lhe dá em certos momentos, retirando da cartola uma exibição... à Teodósio. É isso que todos esperamos!!!

Nesta fase prematura do CPR, para Armindo Araújo ou Ricardo Teodósio, tudo o que não seja um lugar no pódio do CPR, será certamente um mau resultado, até porque este ano Miguel Correia não está presente, nesta que foi a única prova que venceu no nacional.

Como em todos os ralis, será mais uma vez decisiva a escolha de pneus (já é um chavão), como será muito importante as condições atmosféricas, que infelizmente não nos dão as melhor das previsões para este rali, com alguma chuva quer na sexta feira, quer no sábado.

De quem se espera muito, depois da excelente exibição no Rali Serras de Fafe é de Rúben Rodrigues (que venceu também a primeira prova do Campeonatos dos Açores), até porque correr com troços molhados em terra é habitual para ele. O seu conhecimento dos troços do Terras d´Aboboreira não é tão grande, mas leva a seu lado António Costa, um verdadeiro “primeiro ministro” no que diz respeito ao conhecimento do terreno. Motivação não falta a esta dupla.

Quanto a José Pedro Fontes terá que apelar a toda a sua experiência e conhecimento do rali e da zona onde este rali se disputa. Acreditamos que poderá ser competitivo nesta prova e aspirar a pelo menos um quarto lugar nas contas do CPR, mas terá mesmo que vir inspirado para esta prova, até porque poderá ter a oposição de Ernesto Cunha que já mostrou que está em ascensão ao volante do seu Skoda.

Numa prova em que teremos Lucas Simões, que a espaços já demonstrou rapidez, Paulo Neto, que está muito consistente, Pedro Almeida, que quer acabar com os azares deste início de época, Rui Madeira, que faz a segunda prova consecutiva ao volante do Fiesta, e Pedro Meireles, que já mostrou que pode andar no Top5, certamente que teremos uma grande ralis, que poderá ser de tempo molhado e troços enlameados, o que vem baralhar ainda mais as coisas e dar mais trunfos a quem arriscar mais.

Na extensa lista de inscritos não faltarão muitos outros motivos de interessante, até porque pelo meio teremos a aguerrida luta pela duas rodas motrizes, a não menos interessante luta pelos dois troféus Peugeot (que se misturam em parte com o CPR 2RM) e ainda o Troféu Toyota, com o pequeno Yaris a surpreender no seu desempenho em terra.

Existem ainda os campeonatos de suporte, Clássicos e Promo, que fazem com que seja uma lista de inscritos recheada de carros.

Numa organização cada vez mais profissional e mais atenta aos detalhes e à atualidade das recomendações FIA, certamente que não é por falta de empenho que irá falhar o que quer que seja, mas se chover é preciso ter redobrados cuidados, num rali tão curto de apenas seis especiais de classificação e uma super-especial e com uma extensa e boa lista de inscritos.