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gilFoi diante de dezenas de pessoas que os campeões Gil Antunes e Diogo Correia deram por terminada a temporada do Campeonato de Portugal de Ralis Duas Rodas Motrizes.

Rodeados de amigos, patrocinadores e apoiantes, celebraram a conquista do título e o ano de parceria com a Casa do Gil. Mas as novidades estavam guardadas para o final: a dupla está a trabalhar arduamente para montar um projeto com uma viatura de categoria R4.

"Sentimos que este é o passo a seguir depois de vários anos a correr com o Renault Clio R3T. Permite-nos apresentar um projeto inovador e consideramos que é uma evolução natural", afirmou o piloto. Os detalhes ainda estão por definir. Este ano, já fora do campeonato, a equipa vai estar presente no Rallye das Camélias. "Estamos ansiosos por montar este projeto e todos os dias estamos focados nisso. Quem sabe não teremos novidades para apresentar já no Rallye das Camélias. Queremos levar tudo com calma mas é uma possibilidade", acrescentou o navegador. Na Casa do Gil foi ainda tempo de fazer um balanço da ação social levada a cabo durante esta época. Por cada quilómetro cronometrado foram doados legumes e fruta às crianças e jovens da instituição. No total foram angariados cerca de 3 mil euros.

"Esta foi uma parceria de sucesso. A equipa superou as expetativas e só lhes podemos agradecer por tudo o que fizeram e queremos que saibam que podem continuar a contar conosco para o futuro", disse a Presidente da Fundação do Gil, Patrícia Boura. A festa de encerramento da temporada foi um momento de emoções fortes por tudo o que se venceu este ano, a nível desportivo mas também a nível social com a Casa do Gil. Gil Antunes e Diogo Correia prometem voltar ainda mais fortes para o próximo ano e convidam os adeptos a estarem presentes no Rallye das Camélias, em que a dupla joga em casa, já no final de novembro.

teocampQualquer que seja a perspetiva em que se analise o Campeonato de Portugal de Ralis de 2019, por certo que encontramos sempre uma razão para que nos leva a afirmar que os campeões de 2019, Ricardo Teodósio / José Teixeira, foram uns justíssimos vencedores.

Sendo um projeto privado, embora assente numa equipa altamente profissional, como é a ARC Sport, à qual também muito se devem os méritos deste título (já que conseguiu "disciplinar" um piloto espetacular num piloto simultaneamente espetacular e vencedor), a verdade é que Ricardo Teodósio teve todo o mérito na conquista deste título.

Primeiro porque comandou todo o CPR em 2019, segundo porque soube gerir da melhorar forma todos os momentos da época, como bem se viu neste Rali Casinos do Algarve mas também porque entendeu que nem sempre se pode ganhar, terceiro porque se superou a si mesmo, depois de um terrível acidente poucos dias antes do Rali Vidreiro, em quarto porque conseguiu reunir um generalizado consenso dos adeptos de ralis provando que se pode dar espetáculo e ser rápido e, por último, porque é de facto uma pessoa genuína... e é algarvio, tendo conquistado o título com os seus adeptos.

Neste Rali Casinos do Algarve houve alguma tensão desportiva, mas a prova esteve sempre controlada por Ricardo Teodósio, onde apenas um pião na super-especial de Lagos o fez perder um lugar mas sem nunca perigar a sua posição face ao título.

Em alta terminou Bruno Magalhães, pois não só venceu a prova como foi o piloto que mais pressão foi colocando no seu adversário. Fez tudo o que lhe competia neste final de temporada, apenas tendo-se que lamentar um início de época onde foi difícil entender o seu Hyundai nos pisos de terra. Mesmo assim o piloto da Hyundai mostrou-se em bom nível aproveitando muito da sua experiência internacional.

José Pedro Fontes começou bem, mas nada tinha a perder. Arriscou, passou pela liderança, mas um problema elétrico no Citroen, fez o piloto perder tempo ainda no primeiro dia. Já no segundo dia, uma saída de estrada, fez Fontes perder uma quase certo terceiro lugar no CPR, não conseguindo encerrar a temporada como pretendia.

Armindo Araújo teve um final de temporada em queda. O ex-campeão nacional, desde o Vinho Madeira que não se vem entendendo com o equilíbrio do seu Hyundai e este Rali Casinos do Algarve foi o espelho disso mesmo. Mesmo assim, termina no pódio do CPR em 2019, embora superado pelo seu companheiro de equipa, tendo também sido superado neste rali pelo madeirense Alexandre Camacho, em termos de classificação final.

Aliás, o piloto madeirense teve uma excelente prestação neste rali, obtendo um bom 3º lugar final, tendo ainda somado uma vitória numa especial, feito que o outro madeirense Pedro Paixão também conseguiu, embora um furo na fase inicial do rali tenha tirado brilho à sua prestação.

João Pedro Marcelino venceu nas duas rodas motrizes, numa competição que teve pouca história.

Quanto ao rali em si, pareceu-nos um percurso desajustado face à realidade do CPR, com demasiadas pausas e muito pouco interessante de acompanhar na estrada. Poucos inscritos no CPR e pouco concorrentes a terminar, apenas 16, tiraram também brilho a este encerramento do CPR.

CLASSIFICAÇÃO FINAL
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armindoO Rali Casinos do Algarve marcará, no próximo fim-de-semana, o fecho da temporada 2019 do Campeonato de Portugal de Ralis. Na derradeira prova do calendário, Armindo Araújo, navegado por Luís Ramalho, é um dos quatro pilotos com possibilidades de discutir o título, num rali que se espera verdadeiramente emotivo.

Com dez especiais de classificação para disputar, entre sexta-feira e sábado, o piloto do Hyundai i20 R5 sabe que a única possibilidade de poder lutar pela conquista do campeonato é vencer a prova algarvia e ficar de olhos postos na prestação dos seus adversários. "A tarefa que nos espera neste rali não é a mais favorável nem a que esperávamos. Contudo, não deitamos a toalha ao chão e vamos tudo fazer para conseguir vencer, acreditando que no final a matemática nos dê o resultado que permita revalidar o título. Esse é sem dúvida o objectivo que nos propusemos e para isso que vamos lutar desde o início da prova.", afima dizer Armindo Araújo.

 

algarvepalca19A derradeira prova do Campeonato de Portugal de Ralis vai coroar a nova dupla Campeã Nacional de Ralis, tendo como protagonistas principais Ricardo Teodósio / José Teixeira, Bruno Magalhães / Hugo Magalhães, Armindo Araújo / Luís Ramalho e José P . Fontes / Inês Ponte (que não será seguramente coroada campeã, pela ausência que teve no Rali de Portugal).

Objetivamente o piloto melhor colocado é Ricardo Teodósio. Disputa o "seu" rali, vai conduzir a versão Evo II do Skoda, comanda o campeonato desde o seu início e lidera com alguma vantagem o CPR e se terminar em primeiro ou segundo lugar o Rali Casinos do Algarve, nem precisa de pegar na calculadora, pois é automaticamente campeão, não precisando sequer ganhar uma única especial de classificação.

Se Teodósio ficar no 3º lugar no Rali Casinos do Algarve e vencer seis especiais de classificação, também será campeão independentemente do resultado dos seus adversários, o mesmo sucedendo se terminar no 4º lugar, sendo que para tal terá que vencer pelo menos mais dois troços do que Bruno Magalhães.

Quanto a Bruno Magalhães, será campeão (na melhor das hipóteses) se vencer e se ganhar todos os troços, mas terá ainda que esperar que Ricardo Teodósio não fique nos dois primeiros lugares do pódio. Não ganhando o rali mas ficando em segundo lugar no rali, Bruno Magalhães terá que espera Teodósio fique fora do pódio e vencer 9 troço (o troço restante não poderia ser ganho por Teodósio).

Quanto a Armindo Araújo, as contas são ainda mais difíceis de fazer na luta pelo título, pois terá que vencer quase obrigatoriamente o rali e ganhar todos os troços, e esperar que Teodósio fique fora do pódio. Se Teodósio ficar no 5º lugar e Armindo Araújo não vencer, então o piloto da Hyundai não renovará certamente o título.

Quanto a José P. Fontes está também quase obrigado a ganhar e a vencer todos os troços, para depois em função dos "azares" dos seus adversários poder ainda chegar ao título. Certamente que um terceiro lugar no Casinos do Algarve (com apenas duas vitórias em troços, qualquer que seja o resultado dos seus adversários, deixará fontes sem hipóteses de conquistar o título.

Em função dos resultados, a verdade é que existe um cenário em que o campão poderá ganhar o título por 0,1 pontos!!! Como tal, promete este final de campeonato.

 

TABELA DE PONTUAÇÕES PROVÁVEIS

    A B C
Ricardo Teodósio 140,44 10 130,44 130,44 130,44 130,44 130,44 130,44 130,44    
Bruno Magalhães 132,38 12 120,38 120,38 120,38 120,38 120,38        
Armindo Araújo 116,94 0,5 116,44 116,44 116,44 116,44 116,44 116,44 126,44 124,44 122,44
Jose P. Fontes 114,13 1,68 112,45 112,45 112,45 112,45 112,45 112,45 122,45 120,45 118,45

 

A Pontuação atual
B Pior resultado a deitar fora
C Pontuação atual sem o pior resultado

 

 

 

citroenEncontrando-se num enorme pico de confiança, alicerçado nos mais recentes resultados obtidos no Campeonato de Portugal de Ralis 2019, designadamente pelas vitórias absolutas no Rali Terras d'Aboboreira, em setembro último, e depois no Rali Vidreiro, no início de outubro, José Pedro Fontes e Inês Ponte estão ansiosos pelo início da próxima prova, o Rallye Casinos do Algarve para voltarem a demonstrar as suas valências, com dois objetivos distintos, mas complementares.

Apresentando-se aos comandos do Citroën C3 R5 do Citroën Vodafone Team, o primeiro objetivo passa por alcançar uma "tripla", ou seja, a terceira vitória consecutiva numa prova do CPR 2019 e, consequentemente, acumular o máximo número de pontos – incluindo os que são atribuídos pelas vitórias em troços – que permita ao piloto do Porto, no final do rali algarvio, festejar a conquista do título de Campeão Nacional de Ralis 2019.

"Temos perfeita noção das nossas capacidades e do estágio de desenvolvimento do C3 R5 do Citroën Vodafone Team, pelo que vamos para o Rallye Casinos do Algarve a pensar nesses mesmos objetivos: ser os mais rápidos no maior número de troços – se possível nos 10 – e, com isso, alcançar a vitória final, o que a acontecer será a nossa terceira consecutiva no presente CPR", começou por referir José Pedro Fontes. "Com isso somaremos o máximo de pontos, situação que, a conjugar-se com alguns fatores que não controlamos, designadamente as posições relativas dos nossos adversários ao título, poderá elevar-me ao topo do ranking de Pilotos, sagrando-me Campeão Nacional de Ralis 2019."

"Estou ciente das dificuldades, quer pela batalha que se antevê pelo 1º lugar na prova algarvia, quer pelo facto do atual líder do campeonato ter uma vantagem pontual considerável e lá terá a sua estratégia definida, mas as contas dos pontos apenas se farão quando o rali acabar. Mas uma coisa é certa: todos na equipa vão fazer tudo o que está ao nosso alcance para, em conjunto, podermos dar mais essa enorme alegria a todos os elementos da nossa estrutura, aos nossos patrocinadores, nomeadamente a Citroën e a Vodafone, demais apoiantes e, também aos muitos e fiéis fãs que nos acompanham ao longo do ano nas provas do CPR", acrescentou Fontes.

A título de informação adicional, José Pedro Fontes é o atual 4º classificado do ranking de Pilotos CPR 2019. Somando 114,13 pontos e com um máximo de 30 pontos em jogo – os 25 pontos atribuídos ao vencedor e os 5 pontos a distribuir proporcionalmente por quem registar os melhores tempos nos 10 troços da prova (0,5 pontos por Especial) – José Pedro Fontes está a 26,31 pontos do atual líder do campeonato, a 18,25 pontos do 2º colocado e a a 2,81 pontos do 3º. Por seu turno, Inês Ponte é, igualmente, 4ª classificada entre os Navegadores, mas tendo falhado a presença no Vodafone Rali de Portugal já não tem hipóteses matemáticas de chegar ao título absoluto. Ainda assim, pode lutar pelo título de Vice-Campeã, estando, nesta altura, a 26,25 pontos do 2º classificado e a 10,81 pontos do lugar mais baixo do pódio. Note-se que todos os Pilotos e Navegadores candidatos aos títulos terão, aqui, de descontar o seu pior resultado do ano, que no caso de José Pedro Fontes são apenas 1,68 pontos e no caso de Inês Ponte é uma pontuação nula, quando alguns dos seus adversários têm mais pontos a descartar.

Reforce-se que o C3 R5 do Citroën Vodafone Team conta com as mais recentes soluções disponibilizadas pela Citroën Racing, decorrentes de um longo e contínuo processo de desenvolvimento.

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