faceralis

 

usados

Nacional

calisto copyRALI DE CASTELO BRANCO

O PRIMEIRO APÓS....

Que disparate.... recomenda-se distanciamento social... confinamento.... afastamento---- morte lenta... etc e estes gajos a fazer ralis na Beira-Baixa....que afronta... IDIOTAS !!!!
Pois é foi o primeiro após a invasão do planeta terra
COVIDS invisíveis do planeta COVID vieram em Dia D "de invasão" e estropiaram, incapacitaram e, manietaram a mais avançada civilização, como se de uma construção na areia se tratasse destruída pelo aproximar da maré cheia
Feriram de morte física e psicologicamente a raça humana e feriram de morte as economias
Pararam o Mundo
E não é que já estávamos todos avisados...
Durante este terrível período de isolamento, até me deu para ligar a televisão, e deparei-me a ver um filme de seu nome "CONTÁGIO" realizado á mais ou menos dez anos e que conta toda a história como se fosse hoje... IMPRESSIONANTE !!!!
E não é que já estávamos avisados...
Mas nunca queremos acreditar que não é só aos outros que acontece, pois com a globalização o outro lado do mundo é já aqui ao lado...
Foram-se negócios, projetos, empregos, ideias e que rapidamente foram substituídos por medo, incerteza e solidão...
... E quando vai isto acabar...?
::: Como vai ser o futuro...?
Será que a vida em sociedade nunca mais vai voltar a ser o que era ?
E de repente tudo ruiu.... Nem trabalho....nem lazer...
E o nosso desporto do coração também foi atingido mortalmente....
Pararam todas as atividades a nível Mundial... Anuladas provas fundamentais como o nosso Rali de Portugal e os grandes Campeonatos Internacionais
E passados três meses.... A luz ao fundo do túnel
Alguma abertura, regras mais apertadas e vamos lá tentar fazer um baile de máscaras para ver como corre...
Renasceu a esperança, voltaram os sorrisos... ia haver o Rali de Castelo Branco
E a rapaziada da Escuderia, sem se poupar a esforços, quis montar um aprova acima de qualquer suspeita
Inscrições online
Verificações administrativas on line
Verificações técnicas com a presença apenas de um único elemento da equipa
Restrição de entrada a público e viaturas no Parque de Assistência
Eliminação do Shakedown, Qualyfing e da Superespecial
E de repente entre Campeonato de Portugal de Ralis, Clássicos e GT e ainda do Campeonato Regional a Escuderia de Castelo Branco teve quase 100 inscritos e foi obrigada a limitar as inscrições.
Tinha-se instalado a Fome de Ralis
E num traçado bonito, a que já nos habituou, foi desenhada esta prova, que chamou público e atenção mas resguardando sempre as indicação de segurança em termos de saúde, para que o renascer das cinzas não tivesse um fim anunciado
E num fim de semana de Calor Extremo a capital da Beira-Baixa foi invadida no Sábado e no Domingo (4 e 5 de Julho) por temperaturas máximas de 42º que tornaram tudo muito complicado para pilotos e máquinas
E eu, com 64 anos, a caminho rápido dos 65, idade que já me devia dotar de algum juízo, lá estava cantando e rindo, para, no meu caso participar na segunda prova do Campeonato de Portugal de Clássicos.
A primeira, o Rali da Bairrada, na região de vagos, anunciou a chegada dos invasores...
...esperemos que este tenha o condão de os mandar embora...!!!
E eu, gordo que nem um abade....agora com alguma desculpa para a inatividade dos últimos meses, estava pronto para envergar o meu instrumento de tortura
Meias, collants, t-shirt de material ignífugo
Fato de competição de três camadas (que ainda não pesei por respeito a mim próprio)
Sistema Hans, Balaclava, Capacete e Luvas tudo bem apertado com cintos de segurança de 6 apoios, e aí estávamos prontos a embarcar na "viagem ao centro da terra"... (só pela indumentária e pelo calor)
O suor a escorrer em bica, fazendo arder os olhos e a embaciar os óculos, o ar irrespirável dentro de uma viatura com dois retângulos a servir de janela e a quem roubaram o ar condicionado, era no mínimo uma cena digna de qualquer parágrafo de Dante
Mas o nosso corpo, e isto é bem verdade, tem um poder de adaptação e de resiliência extraordinário, e lá fomos especial atrás de especial cumprindo cada um das sete que compunham o Rali
E parece-me que sempre valeu a pena ter reclamado intensamente o ano passado por o Campeonato de Portugal de Clássicos Ralis não ter um percurso igual ao do Campeonato de Portugal de Ralis... é que este ano - finalmente - o percurso é o mesmo - aliás como se impunha e era justo.
Mas, "no melhor pano cai a noda" e desde que fizemos o reconhecimento do percurso, há 8 dias, que nos apercebemos que se a organização nada fizesse para proteger as bermas das especiais, e com a continuação dos treinos e do rally , este rapidamente se iria tornar num, belo rally de terra, para o qual toda a gente apetrechou os seus carros com pneus de asfalto.
Se outra solução não houvera, estamos convencidos que com alguma paciência, tempo e vontade, teria sido possível, com baixo custo, delimitar as bermas mais importantes e que antecipadamente já sabíamos que iriam invadir o asfalto da especial, com umas varas de aço (iguais às usadas na cofragem da construção civil) e que funcionariam como elemento dissuasor, permitindo, no entanto que o Rali fosse de asfalto e não este misto de qualquer coisa, que o tornou muito mais perigoso.
E depois no final, a entrega de prémios foi abolida, e muito bem, tendo a organização entregue troféus iguais a todas as equipas, e que só com a legenda com a classificação que será enviada pelo correio para cada piloto, se tornarão efetivamente os troféus que cada um conquistou.
Mas se a entrega de prémios e o pódio final foi abolido, porque é que todos os carros tiveram de passar no pódio, com o piloto e o navegador a saírem da viatura e a serem entrevistados?
Faria diferença nessa altura entregar os troféus personalizados a cada um ?
Há ideias que por serem tão boas e tão inovadoras, não passam disso mesmo, sendo apenas realidade virtual.... Valeu a pena pela intenção !!!
E posto isto, apenas nos resta dizer que lá fomos arrastando o nosso esqueleto bem quentinho, pelas especiais, tendo como prémio uma vitória no Grupo 2-H75 e o quarto lugar da geral, que se tornou em segundo, pois um dos concorrentes que ficaram á nossa frente estava em Rali 2 e o outro não estava sequer inscrito no Campeonato, e por esse motivo não pontuaram.
Assim ao fim de duas provas, lideramos a competição à Geral e o Grupo 2-H75....
.... e candeia que vai à frente...
Uma palavra final para o muito público que compareceu à chamada, mas sempre com distâncias sociais asseguradas para que não se possa dizer...
Ralis... Que Disparate...Parem lá com isso !!!
Victor Calisto

cbdinis20RALI CASTELO BRANCO

JULHO 2020

FOTOS NUNO DINIS

leone copyO Rali de Castelo Branco marcou o regresso de Pedro Leone e Bruno Ramos à estrada, numa prova que se revelou dificil para a dulpa da Leone Racing Team, mas a muita resistência demonstrada e a vontade de chegar ao final, acabou por permitir alcançar o segundo lugar na prova e a conquista de 25 pontos no campeonato. " Foi uma prova difícil, o calor que se fazia sentir dentro do carro era insuportável e a somar a tudo isto tivemos três furos, partimos a barra estabilizadora dianteira e nos últimos 5 kms ficámos sem embraiagem....não me lembro de tantos incidêntes numa só prova a que fomos resistindo e resolvendo, mas a verdade é que não conseguimos fazer uma única etapa sem sofrer um precalço", comenta o piloto Pedro Leone.

Mesmo com todos estes incidêntes que impediram a realização de uma melhor prova e com uma melhor prestação, Pedro Leone consegue chegar ao final da prova conquistando o segundo lugar e somar a pontuação máxima para o campeonato nesta prova. Pedro Leone acrescenta: " No final o balanço é positivo em termos de resultado e pelo facto de termos conseguido resolver o que foi surgindo evitando assim que desistissemos....foi uma prova de verdadeira resistência. "

A próxima prova realiza-se em Chaves no final de agosto.

gilcbA dupla aruilense Gil Antunes e Diogo Correia estrearam o novo e exclusivo projeto Dacia Sandero R4 no Rali de Castelo Branco, um Rali que não deu tréguas.

A juventude do Dacia Sandero R4 não colaborou, mas não foi suficiente para a desistência desta dupla, uma vez que ao longo do fim-de-semana não faltou a luta pela melhoria.

O Dacia Sandero R4 é uma novidade não só no Campeonato Português de Ralis, como também é uma novidade na Europa e foi essa juventude que dificultou a vida a Gil Antunes e Diogo Correia, que se depararam com problemas de aquecimento ao longo de todo o Rali de Castelo Branco.

No sábado, Gil Antunes e Diogo Correia souberam que não iam ter a tarefa facilitada, não só por estarem pela primeira vez no CPR com um automóvel de tração integral, mas também porque se avistava um dia de temperaturas elevadíssimas, que iria colocar à prova a mecânica do Dacia Sandero R4.

Os problemas não tardaram, uma vez que o sobreaquecimento do intercooler e radiador obrigava à desativação do "ALS – Anti Lag System", provocando enormes perdas de potência. A questão não está a ser simples de resolver, uma vez que a canalização do ar para o radiador não basta para solucionar a mesma.

Em todos os parques de assistência, a Domingos Sport Competição trabalhou arduamente na abertura da grelha dianteira, com o objetivo de melhorar o fluxo de ar para o radiador, o que melhorou substancialmente a refrigeração do motor. Apesar dos esforços, a história voltou a repetir-se no Domingo com perdas de potência, entradas em modo de segurança e desativações sucessivas do "ALS", devido ao sobreaquecimento do intercooler.

Com todos os contratempos, Gil Antunes e Diogo Correia conquistaram o 1º lugar na categoria R4 e 13º lugar à geral.

Nos meses que se seguem, Gil Antunes e Diogo Correia vão continuar a trabalhar na resolução das questões técnicas do Dacia Sandero R4, em conjunto com a Domingos Sport Competição, esperam uma melhoria significativa já para o Rali da Madeira.

pascoalcbO bicampeão nacional de Ralis GT abriu a sua época nos ralis com um triunfo em Castelo Branco, resultado que Vítor Pascoal dedicou à memória de Domingos Mota. Piloto do Porsche 991 GT3 Cup, navegado por Ricardo Faria, superou condições difíceis no asfalto da Beira Baixa.

Foi um fim de semana particularmente exigente para Vítor Pascoal, sobretudo em termos psicológicos, devido ao recente falecimento de Domingos Mota, até então responsável técnico da equipa e um amigo próximo do piloto do Baião Rally Team. Concentrando-se sobretudo em chegar ao final da prova, Vítor Pascoal acabou por vencer todas as classificativas entre os GT, começando o ano com a pontuação máxima.

"Esta vitória é para o Domingos", dedicou Vítor Pascoal. "Lembrei-me dele em vários momentos durante o rali, até na altura das verificações, porque era ele que costumava levar o carro para ser verificado. Emocionalmente não foi fácil disputar esta prova, mas o facto de o asfalto estar muito sujo tornou tudo ainda mais difícil. Não são condições indicadas para os GT, por isso só o facto de termos chegado ao final já é positivo. Este resultado só foi possível com a ajuda de um grupo de amigos, que foram fundamentais para estarmos no rali e a quem tenho de agradecer por todo o apoio nesta fase", afirmou o piloto do Baião Rally Team, que vai agora preparar o Rali Vila Medieval de Ourém, agendado para 22 e 23 de agosto.