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Editorial

IMG 2944Já decorreu meio ano sobre a temporada desportiva nacional, altura para fazer um pequeno balanço ao que tem sido os ralis nesta primeira fase do ano.

Se desportivamente até tido sido interessante, é do ponto de vista estrutural e regulamentar que nem tudo tem corrido pelo melhor.

A maioria dos pilotos continuam a reclamar os custos de inscrições mas, no momento da verdade, cada um olha para os seus interesses e não para os interesses comuns.

Continuam a ser eles a pagar grande parte do espetáculo que são os ralis, mas também são eles os que estão sujeitos às regras mais absurdas e a regulamentos que em muitos casos têm dois pesos e duas medidas.

O excesso de ralis também marcou esta fase da temporada. Ainda no passado fim-de-semana houve ralis um pouco por todo o lado. A FPAK que não deixou que se realizasse um troféu de velocidade e de ralis por causa da concorrência dividir o número de inscritos por competição, abre a mão e deixa que existam inúmeros ralis concorrentes entre si que também dividem os inscritos.

Atropelos aos regulamentos continuam a ser constantes. Ausência de marcação de pneus, alterações com os campeonatos a decorrer, reconhecimentos, aprovações tardias das provas, critérios nos inscritos, ordens de partida para as provas, entre outros, são alguns dos problemas que temos vindo a conviver e que têm, de alguma forma, subvertido um pouco a verdade desportiva e competitiva.

Verdade seja dita que nunca vi tantos elementos da direção federativa nas provas como tenho visto este ano. Pode ser um sinal de que a direção está a tomar o pulso no terreno a esta modalidade e que poderá reorganizar melhor as competições de estrada em 2015 fruto de uma melhor conhecimento do que se vai passando nos ralis.

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

editoal22614Os organizadores do Campeonato da Europa de Ralis divulgaram recentemente diversas medidas para a temporada de 2015.

Destaca-se desde logo a inteligência e a oportunidade das medidas preconizadas pelos organizadores, dando claramente a entender que estão bem dentro das necessidades desta competição, tendo em conta as cada vez maiores dificuldades das equipas privadas e semi-privadas.

Estamos a meio de 2014 e já se conhecem as principais regras regulamentares para 2015, o que permite que pilotos e equipas comecem a preparar atempadamente a próxima temporada.

O que se pode tirar destas medidas dos organizadores do Europeu deve servir também como exemplo para a FPAK. A sugestão é precisamente que a FPAK promova o mais rapidamente possível as linhas mestras dos campeonatos de 2015, de modo a que pilotos e equipas possam também preparar a próxima temporada.

Mesmo tendo revelado que os regulamentos, que foram tardiamente conhecidos para 2014, eram para três anos, parece claro que corre-se um enorme risco mantendo o Nacional de Ralis tão dispendioso, três Open muitos caros que estão claramente a definhar e um esquema de ralis sprint claramente desajustado.

Reduzir o número de provas é uma condição muito importante para ter mais inscritos por prova, assim como ajustar os valores das inscrições para níveis comportáveis e reais, sem esquecer a tão necessária promoção que continua a não existir.

A FPAK também deve olhar urgentemente para os novos projetos que possam surgir, nomeadamente ao nível do troféus, apoiando todas as iniciativas que surjam como forma de capitalizar mais interessante, carros e pilotos para as competições de estrada. O Challenge DS3 R1, que a Inside Motor Eventos, é uma bom exemplo de uma iniciativa a apoiar pela FPAK.

Se a nova FPAK avançar com os regulamentos para 2015 rapidamente, então sim começa claramente a diferenciar-se daquilo que se fazia no passado.

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

edotirla862014Não se pode esconder um certo mau estar que se instalou no decorrer do Rali Vidreiro entre pilotos e equipas.

Basta olhar para as declarações dos pilotos e ver que cada um "puxa a brasa à sua sardinha" relativamente à competitividade do Porsche de José Pedro Fontes, mas acima de tudo à sua presença e legalidade regulamentar para correr no Nacional de Ralis.

Para esta prova, o Porsche passou a ter 40 Kg a mais obrigatórios em termos regulamentares, mas tirando o piloto e a sua equipa, poucos conheceram o remodelado regulamento que vigora a partir desta prova para este tipo de carros.

A FPAK mudou ligeiramente as regras a meio do campeonato, mas como o Porsche de Fontes surgiu mais evoluído, nomeadamente em termos de suspensões, o efeito dos 40 Kg nem se fez sentir.

Obviamente que o Porsche de Fontes é uma enorme mais valia para o Nacional de Ralis, mas escusa a FPAK de tentar equilibrar em termos regulamentares este carro com os S2000 e R5, pois na realidade são máquinas tão diferentes que essa pretensão nunca irá sortir efeito.

Não só se pede mais clareza nos regulamentos, bem como uma atempada definição dos mesmos, para que as regras não mudem a meio do "jogo". Era também fundamental dar a conhecer todas as regras de uma forma clara e disponível para todos (através do site).

É certo que outros pilotos, que dizem que o Porsche tem muita superioridade no asfalto, poderão também optar por alugar ou adquirir um Porsche para correr no asfalto, tanto mais que este é relativamente mais barato que outras propostas que correm no Nacional.

Para mim, a grande vantagem do Porsche de Fontes é que é conduzido por um piloto que sabe extrair dele o necessário aproveitamento para vencer, mas continuo a acreditar que noutras provas de asfalto não seja assim tão competitivo, como aliás no vidreiro fico demonstrado em certos momentos.

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

 

editori15614É óbvio para todos que a organização do Rali de Portugal está com grande dificuldades em levar esta prova para o Norte do país.

O período (um mês) que foi anunciado para revelar se o Rali de Portugal mudava de região já lá vai há muito tempo e o pouco fumo que aqui ou ali se vai vendo ainda não originou qualquer fogo.

Não sabemos o porque no atraso da decisão mas imagino que o factor financeiro seja mesmo o único que está a "emperrar" para que a prova maior do automobilismo português rume para norte.

Já se entendeu também que o ACP quer mesmo levar a prova para norte, e que o sul neste momento é apenas uma segunda opção caso a primeira falhe.

Agora pergunto se são apenas razões desportivas que levam o ACP a tomar esta opção de risco, pois entendo que a componente financeira também está em causa, o que é perfeitamente legítimo atendendo que de ano para ano o orçamento desta prova tem vindo a ser cada vez mais curto.

Pela experiência das pessoas que tem à sua frente na organização do Rali de Portugal, por certo que todos os cenários estão a ser equacionados e devidamente ponderados mas para mim é evidente que quer seja no norte quer seja no sul, nunca a segurança estará em causa.

Basta entender como hoje estão montados os ralis do mundial com o esquema de rondas e com zonas espetáculo definidas, para entender que a questão da segurança é apenas relevante pelos maiores custos que eventualmente terá, não pelo controlo do público, até porque também este já evoluiu e nada tem a ver com o dos anos 80.

Para mim o importante é que a prova seja em Portugal e ficarei igualmente feliz se a mesma se manter a Sul (que tem dos melhores troços que existem no nosso país) ou se rumar a norte (onde é óbvio que os ralis são muito mais vividos).

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

editorial100614Desculpem continuar a insistir sempre na mesma tecla de sempre, mas continuo a achar que parte dos problemas que temos nos nossos ralis se deve a questões regulamentares.

O mais recente é da coincidência de provas, em termos de dadas, que não beneficia nem os pilotos nem as organizações, que lutam há muito por ter listas de inscritos minimamente interessantes.

Só em junho a FPAK aceita e aprova que ralis que disputam entre si o mesmo tipo de pilotos possam coincidir na mesma data. Mas será que custa assim tanto fazer um calendário de ralis que evite, pelo menos, que as provas coincidam no mesmo fim-de-semana?

Até se pode admitir que existe um excesso de provas de ralis em Portugal, o que é uma verdade, mas também é verdade que existem fim-de-semanas livres ao longo do ano que podem acolher provas sem que as mesmas coincidam nas datas.

Também pouco admissível é que o regulamento de uma prova do Nacional de Ralis seja aprovado apenas 10 dias antes da prova ir para a estrada.

Mais o vez, ou se cumpre os regulamentos ou então vamos mudar os regulamentos e adaptá-los à prática atual, para que se evite constantes atropelos regulamentares que em nada abonam ao bom funcionamento das instituições que gerem os ralis.

Porém, uma boa notícia surgiu esta semana, e no limite, pode ir de encontro às pretensões de os ralis terem custos de inscrição mais baixos. A FPAK vai ficar abrangida pelos subsídios (do Ministério da Administração Interna) dados às federações que organizam provas na via pública. Quer isto que as inscrições podem de facto vir a ter um preço mais baixo, mas o melhor é esperar para ver.

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

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