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Editorial

editorial261014Poucas horas antes do Rali de Castelo Branco ir para a estrada os pilotos participantes tiveram uma reunião com a organização onde foram abordados aspetos de segurança em situações diversas, como é o caso dos acidentes.

Dizia-me um piloto, logo após essa reunião, que tinha ficado pelo menos um segundo mais lento após ouvir o que lhe foi dito, dando a entender claramente que não é hábito os pilotos serem confrontados com este tipo de situações.

Medidas como esta deviam ser feitas pela FPAK e qualquer novo licenciado devia ter umas horas de formação em matéria de segurança nas provas de estrada, devendo também haver periodicamente com os pilotos (já licenciados há mais anos) este de ações.

Também todo os meios de segurança, quer dos carros quer aqueles que todas as organizações são obrigados a dispor, deviam ser sujeitas a uma verificação mais pormenorizada, pois não se compreende como é que depois dos mais recentes acontecimentos graves que aconteceram em ralis ainda continuam a suceder-se coisas inacreditáveis, em matéria de falta de segurança, em provas de automobilismo.

Continuo a ser de opinião que a grande maioria dos problemas de segurança continuam a ser resolvidos pela destreza dos pilotos e muitos outros por algo que se chama sorte!!!

A sorte é algo com que não se deve brincar nem menosprezar quando se fala em ralis e para mim continua ser uma "coisa" deixada ainda muito ao acaso nesta modalidade.

Bons Ralis, MAS EM SEGURANÇA!!!

Paulo Homem

editorial1419914Mesmo sabendo que não existiam grandes esperanças de assistir a um bom rali na estrada, fui daqueles que não me refugiei à frente de um monitor do computador com o teclado nos dedos a debitar soluções e argumentos sobre o que está mal no Nacional de Ralis.

Estive em Castelo Branco e que o vi foi um clube de ralis que montou provavelmente a melhor prova de ralis (não internacional) do Nacional de Ralis. A Escuderia Castelo Branco demonstrou que não quer passar mais 30 anos sem o Nacional de Ralis, pensando em quase tudo para que nada falhasse.

Clubes como a Escuderia Castelo Branco devem ser respeitados pelo esforço e por acreditar que ainda é possível ter ralis bem organizados, com dedicação, com prazer, com gosto e paixão à modalidade e ao desporto automóvel.

Por outro lado temos a FPAK a denotar pouca sensibilidade para a modalidade, criando dificuldades inesperadas a um Clube, através da ideia de criar provas concorrentes e de um regulamento que jogou contra si e contra os clubes que encerraram a temporada deste ano.

Lamenta-se a atitude de Pedro Meireles nesta prova, mas compreende-se perfeitamente à luz dos regulamentos, num ato que a FPAK não pode nem deve ignorar e que diz tudo sobre a enorme baralhada regulamentar que criou este ano.

Basta dizer, por exemplo, que apenas quatro pilotos fizeram toda a temporada, tendo a FPAK feito um regulamento a pensar no incentivo que era dado aos pilotos que estivessem presentes também duas últimas provas (depois de terem estado nas seis primeiras). Não resultou!!!

Reduzir o número de provas e reduzir custos, sem esquecer de simplificar os regulamentos, é fundamental para atrair pilotos, ter provas competitivas e listas de inscritos alargadas. Se o rumo não for este para o ano haverá ainda menos inscritos e menos pilotos, bem como provas mais desinteressantes, como a que assistamos em Castelo Branco... por culpa da FPAK.

Bons Ralis, MAS EM SEGURANÇA!!!

Paulo Homem

IMG 3163O modo como o Campeonato Nacional de Ralis vai terminar em 2014 merece por parte da FPAK uma atenta reflexão.

Em Mortágua já foi evidente o decréscimo de inscritos, tendo os títulos ficado todos entregues, pelo que a Escuderia Castelo Branco vai ter muitas dificuldades em reunir um melhor lote de concorrentes, apesar da motivação dos seus dirigentes e do trabalho que tem sido feito.

Mas o problema não é obviamente da Escuderia, mas sim de um regulamento do CNR que se mostrou desajustado à realidade e que apesar de ter sido pensado para motivar os pilotos a ir até à derradeira prova, acabou por funcionar exatamente ao contrário.

Nesta altura a maioria dos pilotos já esgotou os seus budget´s, fruto de um campeonato demasiado longo, caro e desproporcionado, onde o excesso de provas levou a um cenário que já era previsível.

Para dificultar ainda mais o trabalho da Escuderia, a FPAK resolveu criar a Taça de Portugal (competição com a qual concordo) mas apenas apresentando-a numa fase da temporada em que os pilotos já não têm dinheiro e os que têm começam agora a equacionar se vale mais a penas ir a Castelo Branco lutar por nada ou ir ao Rali Casinos do Algarve (ainda nem o regulamento é conhecido) buscar um título.

Temos visto os elementos federativos nas provas, mais do que era normal, mas é preciso que essas visitas sirvam para fazer evoluir a modalidade em termos regulamentares, ouvindo sobretudo os pilotos que são aqueles que continuam a pagar grande parte do espetáculo e continuam a não ser ouvidos (apesar de terem sido consultados através de um questionário que não lembra ao diabo).

Lamenta-se também que na apresentação do Challenge DS3 R1, que em 2015 poderá vir a integrar parte das provas do CNR, não tenha comparecido qualquer destacado elemento federativo, numa clara demonstração de desrespeito por quem tenta fazer alguma coisa mais pelos ralis.

Aliás, nem no site da FPAK foi feita qualquer menção ou notícia ao Challenge nem à referida apresentação, o que me leva a supor outras dificuldades futuras para os organizadores... quem sabe ao nível dos argumentos usados para que outra competição semelhante não tivesse conhecido a aprovação Federativa no início deste ano.

Bons Ralis, MAS EM SEGURANÇA!!!

Paulo Homem

editori28914Para mim os ralis em Portugal deveriam assistir a uma profunda reforma regulamentar, que passaria pela reorganização total dos campeonatos, pela maior simplificação e clareza das regras e obviamente pela promoção urgente.

Defendo que devia existir um nacional de ralis com 6 a 8 provas (ficando de fora as provas internacionais), deveria regressar o Open com apenas seis provas e um terceiro escalão onde incluiria os sprint / regional.

Nestes sprint / regional, haveria competições no norte, centro e no sul, cada uma com cinco provas, com fortes restrições regulamentares, isto é, apenas poderiam correr carros de duas rodas motrizes e motores até 2.0 litros, sendo que os 4x4 só seriam permitidos no Nacional e no Open. Neste sprint / regional as inscrições tinham que ser baratas e os ralis deveriam ter entre 40 e 60 kms de troços. Qualquer novo piloto, com licença tirada pela primeira vez, teria que fazer uma temporada nesta competição para passar ao Open.

No Open voltava-se ao esquema que tinha no passado em termos regulamentares. Podia-se contudo desenvolver uma categoria para iniciados com carros até 1.6 litros e duas rodas motrizes.

Por ano uma prova do Open subia ao Nacional, o mesmo podendo acontecer com uma prova do sprint / regional em relação a uma subida ao Open.

Qualquer prova do Open e do sprint / regional só os carros elegíveis poderiam participar e pontuar. Qualquer outra carro não elegível para pontuar nestes campeonatos correria numa prova extra, para não retirar o protagonismo aos pilotos que habitualmente disputam estes campeonatos.

No Nacional só não poderiam correr os WRC, estando o regulamentar aberto a todos os restantes tipos de carros desde que tenham homologação FIA. Fazia regressar a Taça de Portugal (poderia ter outro nome) ao Nacional de Ralis, que foi uma boa ideia no passado que depois não teve continuidade, mas permitia também que este tipo de carros (os ex-VSH) ficassem classificados na mesma nas contas do Nacional de Ralis.

Acredito que só reduzindo drasticamente o número de ralis por ano se poderá ter melhores ralis e mais inscritos por prova.

Bons Ralis, MAS EM SEGURANÇA!!!

Paulo Homem

editrial14914Também concordo com alguns analista de secretária que esta direção da FPAK está a dar indicações de que pretende ter um rumo para o desporto automóvel.

Quer o Presidente quer os seus "braços direitos" têm estado presentes nas provas, e até participado nelas, escutando e vendo ao vivo a realidade do desporto automóvel, bem como têm vindo a apoiar algumas iniciativas, não muitas, dando sinais positivos mais através da sua ação do que através da sua decisão.

Urge contudo tirar muitas ilações com o que se tem passado nos ralis em termos regulamentares e organizativos, deixando de fora a questão dos ralis sprint não muito bem tratada nos últimos dias, mas trazendo à baila os recentes acontecimentos nos Açores e na Madeira.

O mal estar é evidente entre pilotos e organizadores, com o nível dos ralis a baixar drasticamente, com trocas de acusações mais ou menos graves que em nada contribuem para o desenvolvimento da modalidade.

No cerne de muitas destas questões está a questão regulamentar. Todos sabemos que os regulamentos são uma coisa que rege as provas desportivas, mas que depois em função de interesses ou de outro tipo de jogadas se vão alterando ou fazendo cumprir (com mais ou menos rigor) em função dos protagonistas.

Não se pode nem se deve mudar regulamentos a meio do jogo, pois dessa forma a verdade desportiva está sempre em causa e os beneficiados, mesmo que indiretamente, acabam por ser sujeitos a uma enorme suspeição.

No caso concreto dos "Porsche" todos sabemos que os que correm em Portugal não são RGT´s. Apenas correm por decisão federativa em Portugal. Pergunta-se então: porque razão não se permite que o Fiesta R5 não possa evoluir para a versão R5+ ou que os Gr.N R4 não possam a ter o kit "Plus"?

O fundamental mesmo é que para 2015 os regulamentos possam ser conhecidos com antecedência e que não existam regras alteradas a meio do jogo, pois caso contrário a credibilidade continuará a ser colocada em causa.

Bons Ralis, MAS EM SEGURANÇA!!!

Paulo Homem