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Editorial

armindnev14Depois do desastre regulamentar de 2014, ao nível do Nacional de Ralis (mas não só), espera-se que em 2015 a FPAK tenh o bom senso de voltar a criar uma competição autónoma para os carros de duas rodas motrizes.

Aliás, penso até que já o devia ter anunciado há mais tempo, pois são diversos os pilotos que não tendo meios financeiros para se lançarem para carros 4x4, ou por opção mesmo, vão continuar a investir nos carros de duas rodas motorizes.

Como ficou provado num passado recente, um Campeonato Nacional de Ralis para carros de duas rodas motrizes faz todo o sentido e era uma mais valia ter uma competição destas integrada no calendário de 2015.

Caso a mesma já tivesse sido anunciado, poderia até ser um meio de despoletar o interesse de mais alguns pilotos, mas nesta altura o drama é que ninguém sabe na realidade o que serão os regulamento em 2015.

Em conversa com diversos pilotos avolumam-se as questões sobre 2015, muitas delas feitas diretamente à própria FPAK, mas que não obtêm resposta.

Entendo que a ausência de resposta não seja propositada, até porque a abertura da atual direção é muito maior daquela que existia no passado, mas nem a própria FPAK ainda sabe bem como vai ser em 2015, como é que a mesma poderá dar respostas aos pilotos?

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

editorial231114Estive no passado fim-de-semana no 1º Encontro do Desporto Automóvel, onde Manuel Melo Breyner, atual presidente da FPAK teve uma curta intervenção (e presença).

Mesmo assim, do seu discurso, retirou-se uma importante ideia base, que é simultaneamente um lema do Ralis Online desde que ele existe: a segurança.

Disse o responsável federativo na sua intervenção que 2015 vai ser o ano da segurança no desporto automóvel em Portugal. Apesar de não ter adiantado mais nada sobre esta matéria, parece-me francamente bem que a FPAK eleja 2015 como o ano da segurança.

Em primeiro lugar a segurança dos pilotos. O que continuamos a ver em Ralis Sprint é confrangedor do ponto de vista da segurança. A construção dos "Roll-Bar", a utilização (ou não) de certos acessórios de segurança (capacetes, cintos, luvas, etc), raia em alguns casos o rídiculo.

Também se deveria intervir na potência dos carros. Se são fórmulas baratas (no Rali Sprint) para os pilotos correrem, não se compreende que se investa para ter carros com 300, 400 ou mais cavalos.

Deve-se também olhar para a segurança dos troços. A velocidade média tem que baixar e a utilização de chicanes tem que ser obrigatória para diminuir o risco de acidentes graves. Recentes exemplos são disso prova.

Não esquecer naturalmente a segurança dos espectadores. Tenho estado em muito zona de fácil acesso onde se concentra público e onde não existe um único elemento da segurança das provas.

Noutro patamar é fundamental olhar com rigor técnico para os carros de estrada que são transformados em carros de rali, nomeadamente alguns carros que passam de volante à direita para a esquerda. É também necessário intervir ao nível das suspensões. São demasiados os carros de rali que não têm suspensões adequadas para enfrentar uma prova de estrada (quer em asfalto quer em terra).

No capítulo da formação também era necessário fazer alguma coisa, nomeadamente para quem tira licença desportiva pela primeira vez para correr. Não se pode dar (a troco de dinheiro) uma licença desportivo para alguém que não sabe minimamente as regras do desporto automóvel.

Enfim, o tema da segurança é inesgotável e continua a ser muito mal tratado nas provas de rali em Portugal. Apesar de 2014 ter sido um ano com mortes a lamentar, a sorte tem sido até momento o principal contributo para que não estejamos agora a lamentar mais perdas. E deixar a segurança à sorte, não me parece boa ideia.

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

editoial91114Claramente que a notícia da semana, ao nível dos ralis, chegou esta semana num comunicado por parte do Governo português, dando conta que foi aprovado em Conselho de Ministros um decreto-lei que estabelece o regime jurídico da aprovação, atribuição de matrícula, alteração de características e inspeção de veículos participantes em competições desportivas, para efeitos de circulação na via pública.

Em diversos editoriais ao longo da existência do Ralis Online que abordei este tema, falando da necessidade se resolver este problema das matrículas.

A atual FPAK vai ter um difícil trabalho pela frente para definir as características técnicas dos veículos e, mais concretamente, os aspetos a controlar e os critérios de aprovação e reprovação dos veículos.

A questão agora é saber quanto tempo irá demorar todo o este processo assim como a aprovação no IMT (Instituto de Mobilidade e dos Transportes) e a transposição destas medias para os Centros de Inspeção Automóvel.

Com mais ou menos burocracia, que é inerente a todo este processo, penso que estas questões técnicas se irão ultrapassar sem grande problemas, ficando porém em aberto os custos que estão inerentes à atribuição de matrícula especifica.

Muitas outras questões terão que ser resolvidas, como é caso de o veículo ser usado ou novo (não esquecer os impostos), ou talvez mais complexo se o veículo possuir matrícula estrangeira.

Para já esta foi uma vitória, não exclusivamente da FPAK, pois a medida inclui automóveis, ciclomotores, motociclos, triciclos e quadriciclos com motor, mas foi um primeiro passo para uma antiga pretensão de alguns pilotos, pois muitos outros por certo que gostavam muito que tudo ficasse na mesma. Sabe-se lá porquê!

Bons Ralis, MAS EM SEGURANÇA!!!

Paulo Homem

editorial161114Sem querer e sem ser essa a sua intenção, a FPAK contribuiu decisivamente para clarificar uma questão que há muito se discute nos ralis.

A Taça de Portugal recém disputada no Rali Casinos do Algarve veio provar o que deveriam ser as provas do Nacional de Ralis.

Um rali em que todo o tipo de carros podem entrar, gerando uma diversidade de carros de rali em prova, e em que todos lutam pelo melhor lugar à geral.

Veio provar que deveria haver uma classificação reservada aos duas rodas motrizes.

Veio provar que as inscrições a 400 euros permitem que, mesmo em fim de época, existam listas de inscritos de pelos menos 40 equipas.

Provou-se também que não tem que haver necessariamente ralis longos para que exista emotividade.

Também se provou que o caminho a seguir passa pela redução de custos. Aliás, este será o mote principal para que os ralis tenham futuro.

Ficou também provado que existe muito trabalho para se fazer em termos regulamentares. Foi demasiadamente mau para os ralis o que se passou no final da prova, onde não existiu bom senso. Por outro lado, atribui-se um título numa competição que não teve regulamento!!! Existiu regulamento do rali, mas não houve regulamento da Taça de Portugal.

Veio provar-se também que, em matéria de segurança, não se aprendeu nada com o que aconteceu no Rali Sprint de Guimarães, ao permitir zonas excessivamente rápidas com médias por troço de 136 km/h!!!!

Esperemos que se tenha aprendido a lição e que os sinais dados por esta Taça de Portugal sejam interpretados por quem de direito para que os ralis entrem num novo ciclo.

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

editorial21114A exemplo do que fez em 2013, embora bastante mais cedo do que na altura, a FPAK em vez de regulamentos deu a conhecer as linhas mestras para 2015 ao nível dos ralis.

É completamente prematuro, sem os próprios regulamentos na mão, tecer grandes considerandos sobre os mesmos, mas alguns pormenores, que para mim são fundamentais, parecem-me que não foram para já acautelados.

Em primeiro lugar a questão dos custos. Um Nacional de Ralis com tantas provas e com as provas internacionais vai ser ainda mais pobre em 2015 do que já foi este ano.

Sendo a favor do Open tal como o conhecemos há 3 ou mais anos, também não me parece positivo fazer regressar esta competição (agora com a designação de Campeonato FPAK de Ralis) e avançar com um calendário de 12 provas!!! Um absurdo, pois não acredito que existe qualquer interesse num campeonato de 12 provas, nem que exista um piloto que as vá disputar.

Também me parece um exagero de provas ao nível dos sprint, voltando-se a apostar em provas em catadupa, onde se aposta na quantidade e não na qualidade.

Parece-me evidente, e até normal atendendo ao passado federativo, que a aposta foi mudar embora mantendo um elevado número de provas, o que permitirá à FPAK arrecadar verbas muito importantes em licenças, provas e seguros.

Gosto de saber que existe vontade de fazer regressar os clássicos e o um campeonato júnior, bem como existe vontade de regulamentar já os RGT para se evitar mal entendidos no decorrer da temporada. Acabar com os pontos administrativos também é positivo, assim como tentar criar condições regulamentares para que todas as provas venham a ser interessantes do pontos de vista desportivo.

Gostaria que no nacional de ralis voltasse a existir, para além de um campeonato absoluto, um outro de duas rodas motrizes, evitando-se o espartilho de grupos que em nada favoreceram os ralis esta temporada.

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem