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Editorial

editorial1123Num momento tão difícil para os ralis, em que é muito difícil arranjar orçamentos para se fazer qualquer coisa, é altura ideal para se reprensar uma série de situações.

Um dos custos mais elevados de qualquer organização é o policiamento. Não se compreende como grande parte do orçamento da maioria das provas vai para o policiamento, tanto mais que o serviço que prestam é, na maioria das vezes, igual a zero.

O uso da autoridade pela autoridade, com recurso aquela velha intimidação "quer que eu o identifique" é o resultado de quem não sabe na realidade o seu papel num evento desportivo como são os ralis.

Se uma organização lhes paga, e não é pouco, não é para identificar pessoas ou exercer a autoridade pela autoridade. É para contribuir para a segurança do rali, melhorar a fluidez do trânsito, fazer respeitar as ordens da organização e ter, de preferência, bom senso. De facto o bom senso, resolve muita vez as maioria das situações.

A FPAK tem aqui um papel muito importante, mas é reconhecida a pouca ou nenhuma força institucional que tem junto de organismos públicos.

Pela natureza do desporto em si, há muito que os ralis deveriam gozar de um regime especial de policiamento, pois uma organização não deveria pagar sobre certas situações de policiamento.

Também é curioso verificar que de rali para rali, nem sempre os custos com o policiamento são os mesmos (em condições semelhantes). Felizmente para alguns clubes as amizades são importantes e ajudam a poupar uns euros.

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

pedromaticro11Participar no meu primeiro rali, no passado fim-de-semana, foi o concretizar de um sonho e o resultado de muitos meses de trabalho na preparação deste projecto com Fiat 500 Abarth R3T, esperando que este tenha sido o primeiro de muitos e bons ralis!

Tentei para este projecto rodear-me de pessoas muito experientes, por forma a tentar evoluir o mais rapidamente possível e tirar assim partido da viatura que a Integra Support tão bem preparou.

Depois de um pequeno teste na véspera, decidimos partir para o rali com o objectivo de fazer quilómetros em ambiente de prova e de tentar chegar ao fim, por forma a também eu poder fazer a minha adaptação ao carro.

As primeiras impressões do Abarth foram muito positivas, este portou-se sempre bem, revelando-se fácil de conduzir e sendo um carro bastante previsível nas reacções.

O nervosismo que senti nos dois primeiros troços, foi descendo gradualmente com o passar do tempo e a presença do Nuno dentro do carro ajudou muito a repor os meus níveis de ansiedade. Optámos sempre por andar numa toada defensiva, nunca arriscando até porque o resultado final era o que menos nos importava nesta prova.

No final do rali, toda a equipa ficou satisfeita por termos conseguido alcançar os objectivos traçados, o que aliado a um inesperado 6º lugar, nos permite olhar para o futuro com bons olhos.

Alguém me tinha dito que quando chegasse o final da prova é que eu estaria pronto para começar, essas palavras fizeram sentido assim que cheguei ao final do último troço e percebi que naquele dia não ia voltar a andar depressa com o 500, não vejo a hora que chegue Barcelos!

Ainda tivemos tempo para um pequeno susto quando o acelerador do carro deixou de funcionar à entrada do parque de assistência, mas finalmente tudo acabou em bem.

Gostava de agradecer aos meus patrocinadores por terem acreditado neste projecto, a toda a equipa da Integra Support pelo excelente carro que construíram e acima de tudo à minha família que me tem apoiado de forma incondicional.

Pedro Matias

editorial9012011Se o desporto automóvel fosse como a política eu perguntaria quando é o FMI entra definitivamente em Portugal?

Nunca o desporto automóvel e os ralis em particular passaram por um momento tão decadente do ponto de vista organizativo.

Esta semana que passou saiu mais um "coelho" da "cartola", fruto da iniciativa de um conjunto de clubes, que dá pelo nome de "Taça de Portugal de Ralis".

Vamos à parte boa da questão. A FPAK já percebeu claramente que a manutenção do esquema organizacional dos ralis em Portugal tem definitivamente os dias contados.

Percebeu também que já não tem capacidade interna para gerar a mudança. É preciso que outros venham fazer o trabalho que a FPAK deveria fazer. É assim com a promoção dos ralis (quem quiser que se chegue à frente) como foi agora quando diversos clubes se reuniram, com conhecimento da FPAK mas fora desta.

Sem dúvida que a ideia da "Taça de Portugal" já não é nova. Nós como outras entidades (o caso da APPA) muitas vezes falámos em algo do género. O problema é que o timming escolhido para anunciar esta medida é completamente fora de horas. No fundo, vai sair um regulamento que afecta directamente o Open, depois desta competição já se ter iniciado!!!

Não se avaliam também as consequências que medidas destas podem ter nos ralis. Logo se vê como correm as coisas. Se correrem mal não se diz nada, se correr bem fala-se logo de sucesso.

Definitivamente este vai ser um ano para esquecer em termos regulamentares. São demasiado confusos os regulamentos existentes para que se perceba o que vai acontecer nos ralis.

Se na realidade existe vontade de mudança vamos então pensar já em 2012, com um objectivo: simplificar.

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

editoril16Como é que vai ser, em termos de participantes, a primeira prova do Campeonato de Portugal de Ralis?

Esta é a pergunta que mais vezes tenho ouvido nos últimos tempos para a qual não tenho uma resposta pronta.

Estou convencido que entre concorrentes do CPR e CPR2, mais alguns espanhóis e depois a tão falada Taça de Portugal, o Targa conseguirá reunir cerca de 40 inscritos.

Será é interessante verificar quantos é que de facto irão fazer o campeonato e quantos é que deixarão de fazer o Open para integrar a respectiva Taça. Para já não há inscritos anunciados!!!

Há obviamente motivos de preocupação para alguns organizadores e, por isso, é que num passado recente os mesmos se juntaram para tentar remediar a situação. O importante agora é juntarem-se já de novo e tomar posições para 2012.

O Open começou em Fafe, ficando provado que mais do que projectos com muitos "cavalos" o importante é ser bom piloto e ter um carro fiável para se obterem bons resultados.

Ficou também provado a importância que os Troféus monomarca têm no Open e no interesse desportivo desta competição.

Ficou-se também a saber que a Xikane pretende iniciar um projecto de promoção do Open de Ralis já para 2011. É uma excelente notícia que poderá ser muito importante para o futuro do Open, mas com os regulamentos que existem não se anteve um trabalho fácil para esta empresa.

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

editorial02012011Não é fácil eleger qual será o destaque da temporada 2010 dos ralis nacionais.

Houve muitos momentos marcantes na temporada, pontos altos e baixos, como existe uma nova geração de pilotos a despontar e que irá assegurar o futuro da modalidade em Portugal e, quem sabe, além fronteiras.

Os destaques que aqui deixo são aqueles que merecem uma nota especial face ao que se passou esta temporada em Portugal e com pilotos portugueses no estrangeiro.

Armindo Araújo Bicampeão no PWRC
Se ainda hoje se fala de ralis nos noticiários das televisões e das rádios nacionais (de um modo geral na imprensa generalista) isso se deve ao feito de Armindo Araújo em 2010. Foi bom para ele mas também para os ralis em Portugal.

Bernardo Sousa Campeão Nacional
Bem se pode dizer que tinha o melhor carro e os melhores meios, mas no passado outros os tiveram e não conseguiram chegar ao título. Ser Campeão Nacional não é para todos e Bernardo Sousa chegou lá.

Sata Rali dos Açores o melhor do ano
Apesar das muitas ausências de última hora na prova, o certo é que o Sata Rali dos Açores teve uma das edições mais emocionantes de seguir de sempre. Foi o melhor rali da temporada, sempre com grande incerteza quanto ao vencedor. Felizmente a vitória foi para Bruno Magalhães, que terá feito a sua melhor prova de sempre.

Open de Ralis
Foi de facto um caso de sucesso, mas a fórmula foi aplicada com anos de atraso pela FPAK, que mesmo assim continua a dar tiros nos pés. Diga-se em abono da verdade, que dos cerca de 250 pilotos que disputaram o Open em 2010, apenas 80 pontuaram em pelo menos três provas (os restantes não ficaram classificados no Open) e nem 40 apostaram em todo a competição.

Regionais de Ralis
Os regionais foram o grande suporte do Open e tudo indica que em 2011 sejam o suporte do Campeonato de Portugal de Ralis, nomeadamente nas provas não internacionais. Os regionais permitiram que muitas pilotos se mantenham em actividade sem ir parar aos "piratas". Mesmo assim os "piratas" tiveram um enorme desenvolvimento em 2010 e muito o devem à FPAK.

Desafio Modelstand
Grande parte do sucesso do Open deve-se ao Desafio Modelstand. Nunca um troféu de ralis teve tantos concorrentes como este, cabendo a responsabilidade disso à Exporacing de José Costa. Não esqueço aqui também a excelente contribuição que deram ao Open o Troféu Fast Bravo e o Fiat(e) em Nós e Acelera.

Novos valores
Para além das confirmações de Ricardo Moura, Miguel Nunes, Manuel Coutinho, Pedro Peres e João Ruivo, o destaque da temporada vai para os jovens Ivo Nogueira e Daniel Nunes. Qualquer deles mostrou grandes qualidades como pilotos e cada um na sua competição acabou por se destacar.

Rali de Portugal
O Rali de Portugal é sempre um momento alto na temporada dos ralis em Portugal. A prova tornou-se muito repetitiva e as super-especiais foram um falhanço desportivo. Mesmo assim, é sempre um grande espectáculo desportivo, pois não é todos os dias que vemos os melhores do mundo a conduzir em estradas de terra.

Magalhães e Sousa no estrangeiro
Quase todos esperavam mais das prestações de Bruno Magalhães no IRC e de Bernardo Sousa no SWRC. Não se pode dizer que as coisas tenham corrido mal a ambos, mas faltou a qualquer deles dar nas vistas em determinados momentos, como fez Armindo Araújo no primeiro ano do PWRC.

Inoperância da FPAK
Pela negativa, claro está, aparece a FPAK pela total inoperância que demonstra e pelo distanciamento que revela face à realidade. Exige-se profissionalismo e medidas concretas para fazer crescer os ralis e torná-los novamente numa modalidade do povo.