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Editorial

editorial152604Atualmente não existe nenhum desporto, seja ele qual for, que por si só mereça honras de transmissão televisiva sem que por trás não tenha um ou vários grandes sponsor´s.

No desporto automóvel também é assim. Basta ver as transmissões do mundial de ralis para perceber que só existem porque alguém as patrocina.

No desporto automóvel em geral no nosso país, e nos ralis em particular, também tem que ser assim. Não há outro remédio. Não basta termos um mundial de Ralicross ou um Nacional de Ralis muito interessante, para que os mesmos sejam motivo para terem transmissões, notícias ou reportagens em canais generalistas de televisão ou em jornais de grande tiragem.

E se isso ainda acontece a espaços apenas se deve à carolice de alguns jornalistas e repórteres, pois caso contrário dificilmente se veria desporto automóvel nos meios generalistas.

Então onde está o segredo? A FPAK, tal como qualquer piloto ou equipa, tem que arranjar patrocinadores fortes para os seus campeonatos, para depois venderem esse produto às televisões e jornais generalistas, não esquecendo aqueles que sempre promoveram o desporto automóvel.

Atualmente o valor de um parque de assistência do Campeonato Nacional de Ralis é demasiado alto (mais de 3,5 milhões de euros) para que a FPAK e os clubes não se entendam numa forma de promover esta competição com o nível e visibilidade que ela merece.

Aliás, a grande maioria dos pilotos e das equipas já entenderam a importância de comunicar (só em Guimarães apenas seis equipas não enviaram comunicados de imprensa), mas a FPAK e a grande maioria dos clubes continuam a assobiar para o lado, como se essa responsabilidade também não fossem deles.

Dando mais visibilidade aos atuais patrocinadores das equipas do Nacional de Ralis, mais possibilidades existiam de eles manterem ou reforçarem os seus investimentos nos ralis e no desporto automóvel.

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

 

editorial22315Depois do milagre da multiplicação dos ralis sprint, deu-se em 2015 o milagre da multiplicação dos campeonatos sprint.

Sabemos todos que a FPAK está mais atenta este ano a esta realidade, pelo que tentou enquadrar todos os ralis sprint numa competição, fosse ela qual fosse.

A mesma FPAK legislou a preceito, nomeadamente com a introdução da obrigatoriedade de sistema de segurança para os pilotos, o que me parece uma boa medida também, numa lógica de proteção dos ocupantes da viatura.

Também sabemos que a FPAK tem sido mais rigorosa com as verificações técnicas e que já mesmo este ano houve carros inscritos que não correram pois não tinham o mínimo regulamentar em termos de segurança.

O que não sabemos é o que foi feito em matéria organizativa, isto é, que obrigações foram criadas para os clubes organizadores em matéria de segurança dos espectadores. Neste aspeto particular penso, tomando como exemplo as poucas provas deste ano, que está tudo na mesma ao nível da segurança.

A principal medida de segurança do público que foi tomada até ao momento é conhecida por "SORTE" ou então por "vamos lá ver se isto corre bem". Parece-me que são dois critérios demasiado vagos e demasiado libertinos que permitem que se continue a brincar aos ralis.

Baixar a velocidade média por troço, criar zonas espetáculo seguras, formar corretamente os agentes de segurança, evitar zonas demasiado urbanas, disciplinar a ação dos carros de segurança, limitar as potências do carros (nomeadamente para quem esta a começar como piloto) e ter capacidade de não realizar a prova caso o público se comporte mesmo mal, são mesmo medidas que deveriam estar muito bem definidas e regulamentadas.

Vamos acordar definitivamente para esta realidade antes que morram mais pilotos e mais adeptos.

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

editorial090315Como não poderia deixar de ser, o arranque do Ladies Rally Trophy foi seguramente, na minha opinião, um dos momentos dos ralis em 2015 e não apenas do fim-de-semana.

Uma iniciativa inédita a nível mundial, muitíssimo bem organizada, com uma envolvente e um ambiente fantástico e que terminou em festa.

Para ser sincero, foi um evento que ultrapassou todas as minhas expectativas, nomeadamente no plano desportivo, até porque a maioria das pilotos esteve no Rali Praia da Vitória com uma atitude competitiva mostrando que vieram à Ilha Terceira, não só passear, mas também competir.

Em termos organizativos nenhum pormenor foi deixado ao acaso, ao ponto de o rali ter parte de uma classificativa junto ao parque de assistência, para que também os mecânicos pudessem disfrutar desta prova. Isto é, todos foram envolvidos neste espetáculo.

Foi também a prova que quando o "homem sonha a obra nasce". Não interessa se o meio é pequeno com os "custos" inerentes à insularidade, pois a verdade é que Olavo Esteves conseguiu reunir um conjunto de meios e de pessoas que também acreditaram que o projeto dele era possível e foi possível.

Nós, Ralis Online, estamos muito orgulhosos de termos sido dos poucos meios de comunicação continentais que estivemos presentes, apoiando deste a primeira hora este fabuloso evento, repito, inédito a nível mundial.

Bons ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

serarsantevs15Por certo que nunca o arranque de um Campeonato nacional de Ralis despertou tantas atenções como o de 2015.

A quantidade de novos projetos neste início de temporada é enorme, os pilotos são quase todos os de primeira linha dos ralis em Portugal e, como tal, a expectativa é enorme no arranque da temporada, nomeadamente para termos uma noção da relação de forças neste arranque.

Fazendo de advogado do diabo, não me parece que esta seja a realidade "normal" da época, e se muitos dos projetos até se poderão manter por muitas provas, sabemos que o longo calendário de 8 provas (no qual se aproveitam sete resultados) vai acabar por fazer muitas baixas.

Contudo, no Serras de Fafe é José Pedro Fontes o favorito à vitória. Tem um carro novo (DS3 R5), tem experiência em R5, é rápido, competitivo e tem um projeto ganhador no papel, sendo mesmo o único piloto oficial (e isto conta muito) esta temporada.

Ricardo Moura escondeu um pouco o trabalho de casa, mas tal como em 2014 onde liderou a prova, será no Serras de Fafe candidato à vitória e o mais direto adversário de José Pedro Fontes.

No patamar da competitividade a maior incógnita será João Barros. Não tem um quarto da experiência dos seus adversários, mas tem centenas de quilómetros de testes, pelo que entrará a fundo desde o primeiro metro. Fica a incógnita se poderá já lutar taco a taco com Fontes e Moura.

Pedro Meireles tem responsabilidades acrescidas que, por exemplo, não tinha há um ano atrás. É o campeão, mantêm basicamente a mesma montada e, por certo, não será por falta de motivação que não tentará andar nos lugares do pódio.

Também pelos lugares do pódio poderá andar Miguel Campos. Falta-lhe ritmo competitividade e sabe que só a meio do rali deverá estar em condições ideais de lutar pela vitórias nos troços, isto se encontrar rapidamente as afinações ideais para o Peugeot 208 T16.

Porém, muitos outros atrativos não faltarão nesta prova, nomeadamente nos duas rodas motrizes, onde não é mesmo fácil apontar favoritos, tantos e tão bons são os carros e os nomes presentes.

Inacreditável mesmo é que a menos de 24 horas do início do Rali Serras de Fafe e do Campeonato Nacional de Ralis, ainda não se saibam quem são os inscritos que pontuam para esta competição.

A todos um excelente Rali Serras de Fafe.

Bons ralis, mas em segurança!!!!

 

editorial010315A temporada de ralis está aberta. Começou em Penela e apesar de tudo com uma espetáculo razoável, embora pouco ou nada tenha mudado na atitude regulamentar que os ralis precisavam para ser mais dinamizados.

Com muitos carros bons, conduzidos por bons pilotos, a fugirem para os ralis sprint apenas porque as inscrições são caras nos Campeonatos FPAK, em Penela aquele que será teoricamente o principal Campeonato de ralis do centro, corre o risco de ser o menos interessante, o menos disputado e o que tem muitos menos concorrentes quando, pela lógica, devia ser precisamente ao contrário.

Em Penela estiveram apenas cinco (5) pilotos interessados no Campeonato FPAK de Ralis Centro (apesar dos 11 inscritos) e cerca de 40 interessados em ralis sprint (neste caso do TRRC). Para mim é óbvio aquilo que a FPAK tem decidir sobre o futuro dos regionais, que ficou bem patente nesta prova.

Outra medida que a FPAK deveria tomar era o regresso dos "extra" nas provas dos Campeonatos FPAK. Em primeiro lugar deve-se privilegiar os pilotos que se inscrevem nos Campeonatos e esses serão sempre os primeiros a partir para a estrada e a terem uma classificação final. Os restantes passariam três minutos após o derradeiro concorrente do Campeonato FPAK e teriam uma classificação entre os "extra". Tal como aconteceu durante vários anos até há bem pouco tempo!!!

Desta forma não se roubava o protagonismo a quem o deveria ter, pois foram aqueles que investiram no Campeonato e nele se inscreveram e, por outro lado, permitia-se que pilotos que pontualmente quisessem participar numa prova ou noutra o pudessem fazer independentemente do carro com que alinham.

Notou-se que neste Rali de Penela houve mais rigor nas verificações, tendo mesmo havido exclusões, mas continua-se a facilitar em aspetos de segurança fundamentais, mas disso falaremos daqui a umas provas.

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem