Opinião 2011

editorial100313Uma das boas notícias da semana foi sem dúvida a legalização do Troféu Regional de Ralis Centro.

Para mim é importante que qualquer competição de desporto automóvel esteja devidamente autorizada pela respectiva federação que o gere. É também importante para os organizadores que assim passam a repartir o risco que este tipo de desporto envolve com essa mesma entidade.

Se existem regras definidas elas são para se cumprir, mesmo que não se concorde com elas e com o desempenho federativo e das pessoas que gerem o desporto automóvel.

Penso agora que o SicoEco, entidade que organiza o TRRC, até pode vir a ganhar mais alguns pilotos, como também pode vir a perder outros que só aparecem mesmo nos não federados. O que irá mesmo ganhar é em segurança, pois no desporto automóvel não se deve (nem se pode) facilitar neste capítulo.

Certo é que o TRRC ganha outro estatuto, outra credibilidade e também outra responsabilidade, que por certo irá permitir que esta competição possa evoluir em termos desportivos.

É contudo importante aprender com os erros do passado e esperar que não se voltem a repetir no futuro, para que esta competição possa crescer em interesse e em competitividade e mesmo, quem sabe, em visibilidade, tornando-se assim no tal Regional Centro dos bons velhos tempos.

Ficou também provado que quando muito se quer uma coisa e se luta por ela acaba-se sempre por a conquistar.

Agora o próximo passo a resolver, que já é uma questão bem antiga, é unir esforços entre clubes e entidades na zona centro, para que se consiga ter um bom campeonato de ralis no centro. As questões de rivalidade, inveja e outras está na altura de ficarem de lado para bem dos ralis na zona onde nasceram oficialmente os regionais.

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

editorial030313Mais de uma semana depois da realização do Rali Serras de Fafe ainda não existem quaisquer classificações oficiais dos diferentes campeonatos que lá se disputaram.

O pior ainda é que ainda existem pilotos com interesse em saber as suas reais classificações (por exemplo no regional norte e no júnior), como é necessária a classificação oficial do Open para A Escuderia Castelo Branco poder fazer a sua lista de inscritos oficial.

A FPAK continua a anos luz de ter alguém responsável pela comunicação e imprensa, uma "função" que num futuro próximo poderá ser assumida pela ACOR, no que diz respeito à promoção e divulgação dos ralis do CPR e do Open.

Se os clubes se juntarem verdadeiramente, poderão com isso ter importantes ganhos económicos, quer por via da redução de custos, quer pela via da potenciação de sinergias, mas também pela realização de parcerias, dinamizando um conjunto de situações que lhes poderão ser úteis em termos de divulgação das suas provas.

Não é só dinheiro que é preciso para comunicar, o fundamental mesmo é que exista muita vontade e perseverança ao longo do tempo (dois, três ou mais anos), às quais se terão que juntar um conjunto de boas ideias, com regras bem definidas e que tenham que ser obrigatoriamente cumpridas por todos os clubes.

Obviamente que os regulamentos do CPR e do Open terão que prosseguir a sua marcha evolutiva no futuro (pois a fórmula que vimos no Serras de Fafe é apenas o começo e não o fim), existindo uma medida que para mim era fundamental na dinamização das provas e dos clubes, que era a avaliação das provas segundo critérios objetivos e bem definidos. Um sistema de rotatividade das provas segundo esses critérios por certo que obrigaria a um maior esforço das organizações (que já não é pequeno...) e um maior cuidado com certos detalhes.

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

editorial24022013Pelo menos para mim ficou evidente que esta fórmula que foi encontrada para os ralis nacionais, com a semi-junção do CPR com o Open, carece de se amadurecida.

Aquele que vinha a ser o campeonato de referência dos últimos anos, e que tem mostrado sempre muito vigor e listas de inscritos muito razoáveis, mesmo nas provas de terra, foi quase como que "aniquilado" no Rali Serras de Fafe.

O Open não teve o destaque que merecia nesta prova e, por exemplo, a Movielght vai fazer apenas um programa de 30 minutos com o CPR onde o Open vai ter apenas uma referência.

Quer se queira quer não, muitos dos pilotos do Open não veêm com bons olhos esta nova fase deste campeonato, como também não acharam piada nenhuma ao facto de começarem o rali apenas no quinto troço!!!

Outra decisão regulamentar polémica tem a ver com a classificação final das provas do Open. Os louros agora terão que ser sempre repartidos entre quem vence nos 4x4 como quem vence nos 4x2, pois em qualquer dos casos existem sempre dois vencedores absolutos nas provas do Open em 2013.

A vitória absoluta nas provas do Open passou a ser secundária e pode ser potenciadora de uma redução da competitividade durante os ralis em si, nomeadamente os de asfalto onde alguns 4x2 também costumavam lutar por essa vitória absoluta.

Concordo que o Open merecia mais respeito do que aquele que tem tido, até porque foi dos poucos campeonatos que até final da época passada foi resistindo à crise.

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

editorial170213Estamos na semana que poderá ficar marcada pelo início de uma nova época para os ralis em Portugal.

As alterações regulamentares pensadas pela ACOR e colocadas em prática pela FPAK, derem já os seus primeiros frutos, como era de esperar, mas existe ainda muito por fazer.

Basta ver o que se passou nos reconhecimentos (ou treinos) do Rali Serras de Fafe, para se perceber desde logo que os regulamentos continuam longe de ser respeitados.

Era de esperar que pudesse também haver uma evolução regulamentar, começando já pelo reconhecimentos e pelos carros de reconhecimentos que deveriam ser carros de série (admitindo que nos ralis de terra pudessem levar pneus de terra).

Agora virão os reconhecimentos irregulares, as assistências ilegais durante a prova, a não marcação dos pneus e outras tantas pequenas situações em que provavelmente não haverá evolução, nomeadamente na aplicação dos próprios regulamentos.

Por isso, espero que a pequena revolução que foi operada para 2013 nos ralis, não fique por aqui e seja apenas o início de um processo que tenha em vista outras medidas, que equilibrem o CPR em termos de provas (asfalto vs terra) e em termos de redução de custos.

Perdeu-se infelizmente mais uma excelente oportunidade de divulgação e promoção do CPR, numa altura em que os pilotos deram um sinal importante de aprovação aos novos regulamentos.

Não percebo porque razão a FPAK não tem um responsável comercial, que possa angariar apoios e patrocinadores para a promoção do CPR, quando vemos que muitos pilotos e equipas conseguem, mesmo neste mau clima económico, encontrar meios financeiros para continuarem a correr.

Felizmente evoluiu-se numas coisas e estagnou-se completamente noutras, não se aproveitando este relativo bom momento do CPR (que mesmo assim só tem pouco mais de 20 inscritos) para dar a volta necessária a este competição. Portanto, todos a FAFE.

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

editori100203Através da ação da AMAK existem neste momento um enorme conjunto de vontades para resolver o problema da circulação dos carros de ralis, nos percursos de ligação (e não só), na Madeira.

Como se fosse necessário, fica mais uma vez provado que quando existe vontade e trabalho de fundo, se consegue caminhar em determinado sentido, congregando vontades na resolução de uma questão importante para os ralis, neste caso na Madeira.

A questão das matrículas dos carros ralis e das inspeções periódicas (IPO) arrasta-se há vários em Portugal, com a FPAK a não conseguir ter capacidade nem (muito menos) influência para dar passos importantes no sentido de se conseguir resolver este caso.

Aliás, determinadas questões importantes para os ralis em Portugal continuam por resolver há vários anos. Não é só as IPO como é também a questão do policiamento, algo que quase todas as outras federações estão a resolver e que ao nível dos ralis está longe de se ver uma luz ao fundo do túnel.

Também acho inadmissível a enorme falta de respeito que a FPAK continua a revelar pelos pilotos. O esforço que os pilotos e a equipas estão a fazer para colocar de pé os seus projetos para o Campeonato de Portugal de Ralis e para o Open de Ralis deveria "obrigar" a FPAK a investir fortemente na divulgação e promoção desta modalidade.

Até qualquer campeonato de ralis "não federado" tem hoje mais divulgação pelas entidades que os organizam, do que o principal campeonato de ralis em Portugal.

Que me desculpem os pilotos, mas também eles deveriam exigir à FPAK que investa na promoção e divulgação dos ralis e não ficar à espera que alguém faça alguma coisa... a não ser que não estejam preocupados com isso.

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

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