faceralis

 

guia2020

Eventos

brevestorir112Perante bastante público, apesar de o espectáculo ser pobre, o segundo dia do Rali Torrié, foi um passeio para a maioria dos pilotos, nomeadamente a partir do 5º e 6º troço, quando muitas desistências e saídas de estrada aconteceram.

A pior de todas foi a de Rafael Perez. O espanhol saiu muito largo numa curva e bateu em cheio numa árvore, onde já tinha batido Vítor Pascoal, danificando a suspensão, e onde ficou Vítor Senra, quando estava em segundo lugar.

Como já era previsível a Taça de Portugal de Ralis e o Regional Nordeste pouco ou não acrescentaram ao Rali Torrié. Não só foi difícil perceber que competição alguns pilotos estavam a disputar como confusas foram e são as classificações. Veremos quantos dos nove pilotos que terminaram classificados na Taça de Portugal é que na realidade a vão disputar.

Mais uma vez a Rádio Alto Ave deu um contributo importante na cobertura mediática do Rali Torrié. De ano para ano a reportagem e a emissão é cada vez mais profissional, num trabalho feito com gosto e prazer.

brevestorrie111Quem conhece o parque de assistência da Póvoa da Lanhoso e o viu nos últimos anos, não pode deixar de ficar impressionado com a “pobreza” presente. Não fossem os grandes camiões de algumas equipas e caso contrário ninguém diria que era o prova do CPR.

Não se consegue perceber qual a razão que levou a que o rali tivesse dois troços a meio da tarde e depois parasse por vários horas para se disputar a super-especial. Ritmo competitivo foi coisa que não houve no primeiro dia do Rali Torrié.

Pedro Peres foi a primeira grande baixa do Rali Torrié. O piloto do Mitsubishi Lancer Evo IX viu o motor ficar a trabalhar em três cilindros e depois em dois, até ficar parado no segundo troço. Fica o registo de ter sido o primeiro líder da prova.

A expectativa sobre a estreia dos DS3 era grande. Se o carro até mostra potencial, sendo muito interessante de ver passar (até pelo seu baralho) já o resultado não é o melhor. Uma saída de estrada de Ivo Nogueira atrasou o piloto, mas Paulo Antunes também se tem mostrado muito forte no pequeno C2. Esperamos pelo fim da prova.

Apesar da pobre lista de inscritos, o que é certo é que o público esteve presente quer nos troços quer na super-especial. Nesta altura é claramente o público a puxar pelos ralis, pois o CPR dificilmente conseguirá assim chamar público.

altoaveemdirec11A Rádio Alto Ave vai, como nas edições anteriores, fazer um acompanhamento exaustivo do rali Torré, sendo a rádio oficial.

Assim, no Domingo, dia 20 de Fevereiro, a  Rádio Alto Ave, no seu programa “Falar D’Aqui“ terá como tema o Rali Torrié, com a presença de várias personalidades locais, responsáveis pela realização da prova. Este programa será repetido Terça-Feira dia 22 de Fevereiro a partir das 19h10 e Sexta Feira, 25 de Fevereiro a partir das 0h00.

Refira-se que a Rádio Alto Ave emite em 91,6 FM, mas poderá também acompanhar a emisão via online em  www.radioaltoave.pt.

Refira-se que as inscrições já encerraram, sendo 55 os inscritos na prova, não existindo qualquer S2000. Destaque para a presença de 20 equipas espanholas.

testedspn311Paulo Neto / Daniel Amaral tiveram a primeira oportunidade de testar (ou andar?) no Citroen DS3 R3T, carro que irão estrear no Rali Torrié.

Obviamente que o piloto ficou agradadou com os poucos quilómetros que fez ao volante do seu novo carro, dizendo de pronto que "não tem nada a ver com o C2. Este carro é mais sólido, mais compacto e mais estável".

Destacando a caixa de velocidades, Paulo Neto referiu também que "dá a sensação dentro do carro que vamos devagar. Tenho que me habituar à diferente utilização do motor, mas a primeira sensação ao volante é muito boa".

Contudo, o piloto de Sintra está consciente que "tenho que fazer muitos quilómetros para compreender o carro. Esta prova vai servir exactamente para isso, mas parece que o potencial é enorme".

logofpakLuiz Pinto de Freitas, Presidente da FPAK, comentou no Ralis Online a presença de armindo Araújo no Mundial de Ralis. Aqui fica a sua opinião.

A recente contratação do bicampeão mundial de ralis (Produção). Armindo Araújo, para conduzir um Mini WRC no Mundial de Ralis 2011, integrado na equipa “satélite” da MINI, encherá certamente de orgulho todos os Portugueses sem excepção.

Não sendo uma estreia no WRC, já que a dupla Armindo Araújo/Miguel Ramalho nele participou nas três últimas épocas, essa bem sucedida experiência destes  três anos e o conhecimento de praticamente todos os ralis que integrarão o WRC 2011, dar-lhes-á certamente uma vantagem acrescida para poderem competir ao mais alto nível nos ralis do mundial.

Mas deveremos todos evitar criar já grandes expectativas no que se refere a resultados imediatos. Já que por um lado, eles vão competir integrados na “equipa satélite” da MINI e não na equipa “oficial”, desconhecendo-se por agora, se toda a tecnologia da equipa principal irá (ou não) ser “passada” em termos imediatos à equipa “satélite”. Ou mesmo se esta não será um “laboratório de testes” para a equipa principal.

Por outro lado, e não menos importante, o carro estará ainda em fase de desenvolvimento, prevendo-se que só em meados de 2011, o MINI WRC se possa vir a apresentar já ao nível técnico-competitivo elevadíssimo que um WRC exige.

A próxima estreia do MINI e da dupla portuguesa, no nosso Rali de Portugal, serão certamente um dos grandes cartazes promocionais da prova, já que tal estreia absoluta atrairá certamente as atenções de toda a imprensa desportiva internacional.

Mas orgulhosos que devemos estar todos desta “1ª vitória” da dupla Armindo Araújo/Miguel Ramalho ao integrarem uma equipa semi-oficial no Mundial de Ralis, não entremos em euforias e não lhes exijamos resultados imediatos.

Vamos todos apoiá-los com fervor, mas com os pés bem assentes no chão. Os bons resultados hão-de chegar dada a alta qualidade da dupla nacional.

Mas não "embandeiremos já em arco". Para que logo nas primeiras provas e à "boa maneira" portuguesa, não se entre em desilusão.

Luiz Pinto de Freitas

RALIS ONLINE TV