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spirit copy"Tempos excecionais exigem ralis de exceção" – é sob este lema que terá lugar, entre 22 e 24 de outubro, a sexta edição do RallySpirit!

Fruto das inusitadas circunstâncias que o mundo atravessa, o evento dará prioridade à saúde pública. A prova disputar-se-á, assim, em 2020, sob a égide das indispensáveis medidas protocolares de segurança sanitária e ao abrigo do plano de contingência traçado pela FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting), sob as orientações da DGS (Direção-Geral de Saúde), para a máxima proteção de todos os agentes envolvidos.

Face à atual situação, a decisão de realizar o evento não se afigurou fácil, mesmo se o caminho mais simples seria o da anulação. Todavia, após elevada ponderação, entendem os responsáveis da X Racing (entidade promotora) que os adeptos do RallySpirit e a economia local merecem todo o empenho para ajudar a "virar a página" de um momento tão difícil como o que estamos a viver. É assim, neste contexto, que a organização e as Câmaras Municipais envolvidas deram "luz verde" à viabilização do RallySpirit 2020, ainda que plenamente conscientes que, uma evolução negativa ou agravamento da situação da saúde pública, durante os mais de três meses que faltam para a prova se disputar, poderá condicionar, em definitivo, a sua realização em 2020.

Vivenciando uma experiência a todos os títulos diferente, o RallySpirit 2020 não deixará, contudo, de respeitar a sua génese, proporcionando momentos únicos a equipas, pilotos e espectadores, que voltarão a desfrutar dos mais míticos carros de ralis de todos os tempos.

Aliás, o facto de pela primeira vez integrar o calendário do "Slowly Sideways Europe" – a par de algumas das melhores provas de "Rally-Legends" mundiais, como é o caso do "Eifel Rallye Festival", do "Alsaces Rallye Festival" e do "Rallye Festival Valles Pasiegos" – confirma a meritória evolução, ano após ano, do RallySpirit e do seu cada vez maior reconhecimento internacional.

"Grupo B" estão garantidos!
Num ano de especial contenção e prudência, não está prevista a presença de um Top Driver internacional (a exemplo do que aconteceu com Miki Biasion em 2016, Ari Vatanen em 2017, François Delecour em 2018 e Stig Blomqvist em 2019). Mas isso não significará menos emoções na estrada, uma vez que a organização da X Racing volta a prometer um parque automóvel muito exclusivo, com um bom número de "Grupo B", que tornará o RallySpirit 2020 numa edição tão especial quanto as anteriores.

Quanto ao esquema competitivo idealizado pela X Racing e CAST (Clube Automóvel de Santo Tirso), a prova de 2020 tem como principal alteração a mudança do seu centro nevrálgico, que passa agora a estar localizado em Barcelos, cidade responsável por acolher o arranque e o final da prova. Contudo, Vila Nova de Gaia e o Porto, continuam a contribuir para o carácter singular e mítico da prova, com passagens garantidas pela emblemática Marginal de Gaia e Avenida dos Aliados (Porto), frente à Câmara Municipal do Porto.

Para Pedro Ortigão, um dos responsáveis da X Racing, "a viabilização do RallySpirit 2020 representa um grande esforço da nossa parte e foi devidamente ponderada por todos, com a consciência de que, a três meses da prova, ou avançávamos agora ou teríamos de adiar o evento para 2021. Assumindo o risco, já começamos a trabalhar nesta sexta edição, onde será muito importante cumprir e fazer cumprir as medidas excecionais de saúde pública que estiverem em vigor, de forma a garantir a segurança de todos. Em todo o caso, estaremos naturalmente atentos ao evoluir da situação e, em caso de força maior, também estamos preparados para voltar com a decisão atrás e inviabilizar o evento este ano".

Nestas circunstâncias, Pedro Ortigão refere também ser essencial "contar com a colaboração de todos, para que esta festa do automobilismo nacional volte a marcar encontro com o sucesso, até porque, desportivamente, estamos em crer não faltarão argumentos para colocar na estrada mais uma prova memorável."

Uma palavra merece ainda o final da bem-sucedida parceria do RallySpirit com a empresa Altronix, o principal patrocinador desde a primeira edição e que muito ajudou a torná-lo num marco incontornável no panorama dos ralis nacionais e agora também internacionais. A Altronix deixa, portanto, de dar o nome ao RallySpirit, mas nunca deixará de estar ligada à sua história.

calisto copyRALI DE CASTELO BRANCO

O PRIMEIRO APÓS....

Que disparate.... recomenda-se distanciamento social... confinamento.... afastamento---- morte lenta... etc e estes gajos a fazer ralis na Beira-Baixa....que afronta... IDIOTAS !!!!
Pois é foi o primeiro após a invasão do planeta terra
COVIDS invisíveis do planeta COVID vieram em Dia D "de invasão" e estropiaram, incapacitaram e, manietaram a mais avançada civilização, como se de uma construção na areia se tratasse destruída pelo aproximar da maré cheia
Feriram de morte física e psicologicamente a raça humana e feriram de morte as economias
Pararam o Mundo
E não é que já estávamos todos avisados...
Durante este terrível período de isolamento, até me deu para ligar a televisão, e deparei-me a ver um filme de seu nome "CONTÁGIO" realizado á mais ou menos dez anos e que conta toda a história como se fosse hoje... IMPRESSIONANTE !!!!
E não é que já estávamos avisados...
Mas nunca queremos acreditar que não é só aos outros que acontece, pois com a globalização o outro lado do mundo é já aqui ao lado...
Foram-se negócios, projetos, empregos, ideias e que rapidamente foram substituídos por medo, incerteza e solidão...
... E quando vai isto acabar...?
::: Como vai ser o futuro...?
Será que a vida em sociedade nunca mais vai voltar a ser o que era ?
E de repente tudo ruiu.... Nem trabalho....nem lazer...
E o nosso desporto do coração também foi atingido mortalmente....
Pararam todas as atividades a nível Mundial... Anuladas provas fundamentais como o nosso Rali de Portugal e os grandes Campeonatos Internacionais
E passados três meses.... A luz ao fundo do túnel
Alguma abertura, regras mais apertadas e vamos lá tentar fazer um baile de máscaras para ver como corre...
Renasceu a esperança, voltaram os sorrisos... ia haver o Rali de Castelo Branco
E a rapaziada da Escuderia, sem se poupar a esforços, quis montar um aprova acima de qualquer suspeita
Inscrições online
Verificações administrativas on line
Verificações técnicas com a presença apenas de um único elemento da equipa
Restrição de entrada a público e viaturas no Parque de Assistência
Eliminação do Shakedown, Qualyfing e da Superespecial
E de repente entre Campeonato de Portugal de Ralis, Clássicos e GT e ainda do Campeonato Regional a Escuderia de Castelo Branco teve quase 100 inscritos e foi obrigada a limitar as inscrições.
Tinha-se instalado a Fome de Ralis
E num traçado bonito, a que já nos habituou, foi desenhada esta prova, que chamou público e atenção mas resguardando sempre as indicação de segurança em termos de saúde, para que o renascer das cinzas não tivesse um fim anunciado
E num fim de semana de Calor Extremo a capital da Beira-Baixa foi invadida no Sábado e no Domingo (4 e 5 de Julho) por temperaturas máximas de 42º que tornaram tudo muito complicado para pilotos e máquinas
E eu, com 64 anos, a caminho rápido dos 65, idade que já me devia dotar de algum juízo, lá estava cantando e rindo, para, no meu caso participar na segunda prova do Campeonato de Portugal de Clássicos.
A primeira, o Rali da Bairrada, na região de vagos, anunciou a chegada dos invasores...
...esperemos que este tenha o condão de os mandar embora...!!!
E eu, gordo que nem um abade....agora com alguma desculpa para a inatividade dos últimos meses, estava pronto para envergar o meu instrumento de tortura
Meias, collants, t-shirt de material ignífugo
Fato de competição de três camadas (que ainda não pesei por respeito a mim próprio)
Sistema Hans, Balaclava, Capacete e Luvas tudo bem apertado com cintos de segurança de 6 apoios, e aí estávamos prontos a embarcar na "viagem ao centro da terra"... (só pela indumentária e pelo calor)
O suor a escorrer em bica, fazendo arder os olhos e a embaciar os óculos, o ar irrespirável dentro de uma viatura com dois retângulos a servir de janela e a quem roubaram o ar condicionado, era no mínimo uma cena digna de qualquer parágrafo de Dante
Mas o nosso corpo, e isto é bem verdade, tem um poder de adaptação e de resiliência extraordinário, e lá fomos especial atrás de especial cumprindo cada um das sete que compunham o Rali
E parece-me que sempre valeu a pena ter reclamado intensamente o ano passado por o Campeonato de Portugal de Clássicos Ralis não ter um percurso igual ao do Campeonato de Portugal de Ralis... é que este ano - finalmente - o percurso é o mesmo - aliás como se impunha e era justo.
Mas, "no melhor pano cai a noda" e desde que fizemos o reconhecimento do percurso, há 8 dias, que nos apercebemos que se a organização nada fizesse para proteger as bermas das especiais, e com a continuação dos treinos e do rally , este rapidamente se iria tornar num, belo rally de terra, para o qual toda a gente apetrechou os seus carros com pneus de asfalto.
Se outra solução não houvera, estamos convencidos que com alguma paciência, tempo e vontade, teria sido possível, com baixo custo, delimitar as bermas mais importantes e que antecipadamente já sabíamos que iriam invadir o asfalto da especial, com umas varas de aço (iguais às usadas na cofragem da construção civil) e que funcionariam como elemento dissuasor, permitindo, no entanto que o Rali fosse de asfalto e não este misto de qualquer coisa, que o tornou muito mais perigoso.
E depois no final, a entrega de prémios foi abolida, e muito bem, tendo a organização entregue troféus iguais a todas as equipas, e que só com a legenda com a classificação que será enviada pelo correio para cada piloto, se tornarão efetivamente os troféus que cada um conquistou.
Mas se a entrega de prémios e o pódio final foi abolido, porque é que todos os carros tiveram de passar no pódio, com o piloto e o navegador a saírem da viatura e a serem entrevistados?
Faria diferença nessa altura entregar os troféus personalizados a cada um ?
Há ideias que por serem tão boas e tão inovadoras, não passam disso mesmo, sendo apenas realidade virtual.... Valeu a pena pela intenção !!!
E posto isto, apenas nos resta dizer que lá fomos arrastando o nosso esqueleto bem quentinho, pelas especiais, tendo como prémio uma vitória no Grupo 2-H75 e o quarto lugar da geral, que se tornou em segundo, pois um dos concorrentes que ficaram á nossa frente estava em Rali 2 e o outro não estava sequer inscrito no Campeonato, e por esse motivo não pontuaram.
Assim ao fim de duas provas, lideramos a competição à Geral e o Grupo 2-H75....
.... e candeia que vai à frente...
Uma palavra final para o muito público que compareceu à chamada, mas sempre com distâncias sociais asseguradas para que não se possa dizer...
Ralis... Que Disparate...Parem lá com isso !!!
Victor Calisto

vitorApós a realização do Rali da Barraida, o Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis volta à estrada com o Rali de Castelo Branco, prova integrada no Campeonato de Portugal de Ralis, com a presença da dupla Vitor Calisto / António Cirne a bordo da Ford Escort RS 2000 MK1campeão do Grupo 2 de 2019.

"É com grande satisfação que vamos marcar presença no Rali de Castelo Branco, a segunda prova do Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, depois deste período que temos vivido em que fomos surpreendidos pela pandemia de Covid-19. São momento muito complicados, mesmo para manter um projeto desportivo, mas temos uma enorme vontade de regressar aos comandos do Ford Escort, até como forma de focarmos a nossa atenção em algum que gostamos muito de fazer que é estar a bordo de um carro de ralis", explica Vitor Calisto.

Para esta segunda prova do Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, o Rali de Castelo Branco, Vitor Calisto, que terá a seu lado António Cirne, refere que "é uma prova interessante, mas muitíssimo rápida e com algumas zonas muito sujas que nós vamos apanhar ainda mais sujas já que passamos depois de todos os concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis. Nesta prova vamos contar com um lista de sete equipas inscritas no Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, o que quer dizer que prova a prova vão começando a aparecer mais interessados nesta competição o que é excelente, já que a torna mais interessante, mais visível e mais competitiva".
Desportivamente falando, afirma ainda Vitor Calisto que "os nossos objetivos mantém-se inalterados. Vamos ao Rali de Castelo Branco para terminar a prova e tentar alcançar o melhor resultado possível. Queria ainda apelar a todos os que forem a esta prova para serem agentes de saúde ativos, quer cumprindo as normas sanitárias e de distanciamento social, quer apelando aos outros que as cumpram também... para bem de todos nós e da continuidade dos ralis em 2020".

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JUNHO 2020

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