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Açores

artursilvaÉ o volte face na carreira do jovem piloto de São Mateus da Calheta. Depois de aventado o abandono a tempo inteiro da competição, e de vendido o Renault Clio R3 para a Madeira, Artur Silva afinal vai continuar a correr, e é com o Subaru Impreza WRX N12 (ex-Pedro Vale) que pretende lutar pelas melhores posições do campeonato açoriano em 2017.

"Optamos por adquirir uma viatura 4x4 e dar um novo rumo às nossas participações nos ralis, com um carro mais competitivo e que será um grande desafio", adianta o piloto, referindo que, "ainda não está definida a temporada, mas temos vários contatos feitos e aguardamos respostas para saber se a época vai mesmo começar no Rali Sical", explica.

O navegador de serviço será Miguel Sousa Azevedo, e a máquina nipónica já está na Terceira para os primeiros testes: "é um carro bastante diferente de todos os que já guiei, mas pareceu-me muito fácil de perceber as suas reações logo nos primeiros quilómetros. Espero que seja possível fazer várias provas e estou muito curioso para guiar o Subaru também na terra", afirma Artur Silva.

O vencedor do Além Mar Rali Challenge Açores nas duas últimas temporadas estará na estrada no próximo sábado, no Rali Serra do Cume, primeira prova daquela competição a cargo do OEC Motor Clube, "apenas como carro zero, pois os 4x4 não podem correr o Challenge, mas vou aproveitar um troço exigente, e com vários tipos de piso, para acertar o carro da melhor forma", concluiu Artur Silva.

rodriguesA Fábrica de Tabaco Micaelense, e a Auto Açoreana Grupo associaram-se na criação de uma equipa – Play/AutoAçoreana Racing – que irá disputar os campeonatos regionais de Ralis de 2017, 2018 e 2019.

As duas empresas regionais compuseram um projeto que se pretende competitivo na disputa de lugares cimeiros das provas automobilísticas açorianas.

A viatura selecionada é um DS3 R5 EVO, preparado pela Sports and You, de José Pedro Fontes, que detém o título de campeão nacional de ralis, com Inês Ponte. A Sports and You é a representante oficial da Citroën Racing para a península Ibérica.

A dupla piloto/co-piloto será constituída por Ruben Rodrigues e Estevão Rodrigues, dois jovens açorianos que se têm evidenciado nas competições automobilísticas regionais.

A Auto Açoreana Grupo, constituída há 80 anos, para além de ser o concessionário autorizado para os Açores da marca Citroën, representa outras 9 marcas de automóveis, desde BMW, Toyota, Mini, Fiat, Alfa Romeo, Lancia, Opel, Chevrolet e Lexus, assumindo uma posição de liderança no mercado automóvel da região.

A Fábrica de Tabaco Micaelense que celebrou, no passado ano, 150 anos de existência, centra a sua atividade, desde 1866, na produção de cigarros, charutos, cigarrilhas e outros produtos do tabaco, para o mercado dos Açores e, sobretudo para mercados externos como Madeira, Continente e Espanha. Possui um portfolio amplo de marcas de produtos de tabaco, tendo selecionado a inovadora marca de cigarros Play para dar nome à nova equipa.

A Fábrica de Tabaco Micaelense tem um longo historial de apoio ao automobilismo, tendo patrocinado muitos campeões ao longo de várias décadas, incluindo os pilotos Horácio Franco, que foi muitas vezes campeão regional e nacional, e Juha Kankkunen que ao volante de um Subaru Impreza venceu o Sata Rali Açores de 2001.

 

picoplaca16O Rali do Pico vai encerrar o Campeonato dos Açores de Ralis de 2016. A prova disputa-se dias 21 e 22 de outubro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

picoinscritos16

moura16(POR RICARDO NASCIMENTO)

A temporada 2016 do CRA, terminou mais uma vez nos demolidores troços da ilha do Pico. Com muito vento durante todo o dia e com a chuva que caiu durante a noite e principio da manhã, tornaram ainda mais difíceis, as especiais da ilha montanha, num rally sem história na luta pela vitória.

Pela primeira vez com o Fiesta R5 na ilha do Pico, Ricardo Moura voltou a vencer mais um rally do campeonato açoriano, com grande vantagem sobre o segundo classificado, numa prova em que ficou praticamente decidido na primeira especial de hoje.

Após o acidente no rally anterior, Luis Rego Jr. entrou demasiado cauteloso na primeira especial de hoje, perdendo logo 50 segundos para Moura. Para além disso, as molas utilizadas no Fiesta R5 não foram as mais adequadas para os demolidores troços do Pico, preferindo gerir a mecânica e fazer quilómetros, ficando a mais de 3 minutos do vencedor.

Hugo Mesquita começou o rally a perder tempo nos troços inicias, mas recuperou várias posições nas segundas passagens, subindo para terceiro e confirmar o vice-campeonato açoriano.

Pedro Vale nunca tinha andado com o Subaru no asfalto nem conhecia os troços no Pico. Com pneus usados e sem conhecimento do terreno, o piloto de São Miguel foi melhorando a sua prestação ao longo do dia, conseguindo terminar na quarta posição a 34,5s de Mesquita.

Henrique Moniz começou bem o dia na terceira posição, mas logo de seguida, rebentou-se um dos tubos de travões dianteiros, fazendo-o penalizar 40 segundos após ter reparado a avaria e perder quatro posições. À tarde, Moniz conseguiu recuperar até quinto, mas voltou a acontecer o mesmo na derradeira especial e perder nova posição para Rafael Botelho que acabou por vencer entre as duas rodas motrizes, num ano em que foi campeão da categoria.

Pedro Lança e Rafael Botelho estiveram envolvidos numa boa luta durante todo o rally, mas o piloto continental queixou-se de um possível desalinhamento do seu carro durante as últimas especiais e com a chuva forte que apanhou no derradeiro troço, bastaou-lhe levar o carro até ao final em segurança, na sétima posição e terceiro entre as duas rodas motrizes.

Carlos Andrade começou o dia na quarta posição, mas tal como Henrique Moniz, também teve problemas após a segunda especial do dia, penalizou mais de 1 minuto e depois viria a parar no reagrupamento, com os apoios do motor partidos.

Bruno Tavares foi o melhor entre os VSH, numa classe em que liderou desde o inicio. Apesar de ter partido o escape, o piloto micaelense levou o velhinho Peugeot à oitava posição final, a quase 1 minuto de Lança.

O local José Paula, entrou com o pé esquerdo no rally, ao parar na super especial na primeira noite, com a suspeita de ter partido o diferencial, logo na primeira curva da especial, acabando por penalizar muito e regressar no segundo dia com mais de 3 minutos de atraso. Hoje, José Paula registou alguns tempos interessantes e conseguiu recuperar até à nona posição final.

VENCEDORES DE TROÇOS:
Ricardo Moura (9)

LÍDERES DO RALLY:
Ricardo Moura (SS1 a 9)

CLASSIFICAÇÃO FINAL
1. Ricardo Moura / Sancho Eiró (PRT) Ford Fiesta R5 47:21,9
2. Luís Rego Jr. / Jorge Henriques (PRT) Ford Fiesta R5 +03:37,5
3. Hugo Mesquita / Filipe Gouveia (PRT) Mitsubishi Lancer Evo IX +05:15,3
4. Pedro Vale / Rui Medeiros (PRT) Subaru Impreza STI N15 +05:49,8
5. Rafael Botelho / Nuno Rodrigues da Silva (PRT) Citroën Saxo Cup +06:29,5
6. Henrique Moniz / Jorge Diniz (PRT) Citroën DS3 R3T +07:06,7
7. Pedro Lança / Paulo Marques (PRT) Citroën Saxo Cup +07:15,7
8. Bruno Tavares / André Seabra (PRT) Peugeot 205 Mi16 +08.12,3
9. José Paula / Miguel Ribeiro (PRT) Mitsubishi Lancer Evo IX +09:32,7
10. João Ávila / Filipe Moura (PRT) Mitsubishi Lancer Evo III +11:04,6

PRINCIPAIS ABANDONOS:
8 Carlos Andrade / Tomás Pires (PRT) Renault Clio R3 (apoios do motor após SS5)
15 Ruben Santos / Nuno Pereira (PRT) Peugeot 106 1.6 (transmissão na SS4)

mouralilas(RICARDO NASCIMENTO)

O campeonato açoriano regressou à ilha Terceira para se disputar a sexta e penúltima prova da temporada.
Depois da boa luta em Santa Maria entre Moura e Rego, havia uma grande expetativa em como poderia ser a luta entre os dois no Rali Ilha Lilás, mas tal não veio a acontecer desde muito cedo.

Luis Rego Jr. perdeu mais de 10 segundos na super especial citadina disputada ontem, devido a um pião algo inexperado, num piso que se encontrava molhado, mas algo estranho, segundo o piloto.
Na primeira especial de hoje, Rego foi apanhado de surpresa numa travagem em zona seca, ao sentir o carro a escorregar de traseira de forma abrupta. O piloto ainda reduziu e acelerou, mas acabou por bater numa pedra e capotar por cima de um muro baixo de pedra. Felizmente, tanto Rego como Henriques nada sofreram e o Fiesta R5 apenas teve alguns braços de suspensão empenados e alguma chapa para reparar.

Com Rego fora de prova, Ricardo Moura acabou por ficar sem qualquer oposição, limitando-se a fazer quilómetros em mais rally que liderou do principio ao fim, terminando com uma vantagem superior a 4 minutos em relação ao segundo classificado.

Apesar de não ter havido luta pela vitória, acabou por haver outras bastante interessantes dentro do top 10 entre vários pilotos. Carlos Andrade e José Paula estiveram a maior parte do rally separados por menos de 4 segundos, com ambos a trocarem de posição algumas vezes, mas nas duas passagens por Serreta/ Pico dos Padres, tinha zonas muito rápidas que eram favoráveis ao Lancer do piloto da ilha do Pico, acabando por terminar em segundo com 40,4s de vantagem sobre o Clio de Carlos Andrade.

Pedro Lança, Artur Silva e Hugo Mesquita lutaram durante quase todo o rally pela quarta posição, mas tal como José Paula, Mesquita tirou partido da potência do Mitsubishi para se destacar no final e subir à quarta posição na derradeira especial, por troca com Artur Silva que terminou em quinto a 4,4s de Mesquita
Quanto a Pedro Lança, muito fez com o pequeno Saxo Cup no inicio do rally, mas com as caraterísticas rápidas dos troços finais, pouco havia a fazer com o pequeno carro francês, limitando-se a terminar o rally num bom sexto lugar.

Rui Torres conseguiu levar o Fiesta Proto ao final pela primeira vez este ano, fazendo um rally calmo e a ficar isolado na sétima posição a meio da prova. No entanto, acabou por se aproximar de Lança perto do final, onde ganhou tempo nas duas passagens pelo rápido e maior troço do rally.

A oitava posição acabou por ser disputada a quatro, com Botelho e Faria a trocarem de posição algumas vezes no inicio do rally e com Bruno Tavares sempre muito perto de ambos. No entanto, o local João Ávila começou a intrometer-se na luta com o Lancer Evo III, mas todos acabaram por ser surpreendidos por Bruno Tavares que retirou cerca de 40 segundos à primeira passagem pelo troço maior e ser ele a terminar na oitava posição, com 9,2s de vantagem para João Ávila.

Rafael Botelho terminou apenas em décimo, mas a quarta posição entre os pilotos que pontuam nas duas rodas motrizes, serviu para o jovem piloto sagrar-se virtualmente, campeão nas duas rodas motrizes, com 49 pontos de vantagem sobre João Faria.

VENCEDORES DE TROÇOS:
Ricardo Moura (9)

LÍDERES DO RALLY:
Ricardo Moura (SS1 a 9)

38º RALI ILHA LILÁS
1º #1 Ricardo Moura / Sancho Eiró (PRT) Ford Fiesta R5 52:14,2
2º #6 José Paula / Miguel Ribeiro (PRT) Mitsubishi Lancer Evo IX +04:33,6
3º #11 Carlos Andrade / Tomás Pires (PRT) Renault Clio RS R3 +05:14,0
4º #2 Hugo Mesquita / Filipe Gouveia (PRT) Mitsubishi Lancer Evo IX +05:54,2
5º #12 Artur Silva / Duarte Silva (PRT) Renault Clio R3 +05:58,6
6º #14 Pedro Lança / Paulo Marques (PRT) Citroen Saxo Cup +07:04,6
7º #10 Rui Torres / Sousa Martins (PRT) Ford Fiesta Proto +07:19,0
8º #8 Bruno Tavares / André Seabra (PRT) Peugeot 205 MI 16 +08:28,8
9º #27 João Ávila / Filipe Moura (PRT) Mitsubishi Lancer Evo III +08:38,0
10º #4 Rafael Botelho / Nuno Rodrigues da Silva (PRT) Citroen Saxo Cup +08:53,5
11º #5 João Faria / Carlos Medeiros (PRT) Peugeot 206 RC +08:56,0
12º #Rúben Fita / Miguel Azevedo (PRT) Renault Clio 16v +10:47,7

PRINCIPAIS ABANDONOS:
3 Luís Rego Jr. / Jorge Henriques (PRT) Ford Fiesta R5 (acidente na SS2)

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