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teoNo ano em que Ricardo Teodósio tripula pela primeira vez um carro da categoria R5, era impensável pedir mais à equipa algarvia, que tem demonstrado uma brilhante adaptação e evolução com o Skoda Fabia R5 preparado pela ARC Sport. Depois de elevada a fasquia para lugares do pódio em todas as provas, a popular dupla do Algarve conseguiu conquistar a sua primeira vitória à geral em Castelo Branco, e assinar agora uma exibição muito positiva nas exigentes especiais de asfalto da ilha da Madeira. Um 2º lugar para as contas nacionais, foi um excelente resultado, que solidifica a 2ª posição no CPR 2018, reforçando aquilo que tem sido, uma época de sonho.

"O resultado foi de facto excelente. Queria mais, mas na Madeira não se conseguem andamentos tão eficazes como se deseja. Senti o carro melhor na parte final da prova, depois de ter sentido que o Skoda fugia um pouco de frente no inicio do rali. Se não fosse isso, poderia ter conseguido fazer ainda melhor. Nas últimas especiais fiz o melhor possível para dar espetáculo para um público fabuloso", confidenciou Ricardo Teodósio, um partidário fervoroso do tipo de condução que faz vibrar o público. Para o piloto algarvio, este acabou por ser um rali muito proveitoso: "Estou feliz com o resultado alcançado, pois ganhámos uns pontos preciosos para o CPR. Quando ainda faltam duas provas para o final, gostaria de chegar ao Algarve a tentar discutir o campeonato", desabafou o piloto.

Num rali duro e difícil, o 2º lugar acabou por ser um excelente prémio para o trabalho desenvolvido pela dupla algarvia e por toda a equipa. No final da prova, José Teixeira exibia uma expressão de felicidade, misturada com um natural e lógico cansaço. "Foi um rali muito duro e nada fácil de gerir, mas valeu a pena. Estamos cada vez mais confiantes". Tem sido assim, evoluindo de prova em prova, que Ricardo Teodósio, José Teixeira e um vasto e dedicado grupo de apoiantes alcançaram o 2º lugar do Campeonato de Portugal de Ralis, numa altura em que faltam disputar duas provas, e tudo pode ainda ser possível.

armindoArmindo Araújo e Luís Ramalho terminaram o Rali Vinho Madeira na quarta posição do Campeonato de Portugal de Ralis, sexta da geral, e partem para as duas últimas provas do calendário com uma margem confortável na liderança da classificação, após um rali onde um furo comprometeu, em absoluto, a luta pela vitória e discussão dos lugares do pódio.

Depois de ter iniciado o rali na liderança e ter dominado os acontecimentos até à quinta especial de classificação, entre os concorrentes do CPR, a dupla do Hyundai i20 R5 perdeu mais de três minutos na segunda passagem por Palheiro Ferreiro, quando se viu obrigada a parar em pleno troço para mudar a roda esquerda. "Começamos bem este rali e estávamos a liderar o CPR mas acabamos por furar e perder imenso tempo a partir desse momento. Sabíamos que conseguiríamos recuperar algumas posições, mas também que dificilmente subiríamos a um lugar no pódio. Terminamos em quarto e conseguimos minimizar as perdas, numa prova onde tivemos algumas dificuldades em acertar com as afinações para os troços madeirenses e para a forma como gosto de guiar", começou por dizer Armindo Araújo no final da prova.

Em termos de campeonato, o piloto de Santo Tirso sai do Rali Vinho Madeira com 22,93 pontos de vantagem sobre Ricardo Teodósio e mais de trinta sobre José Pedro Fontes e Miguel Barbosa, quando faltam 60 pontos para disputar. "Perdemos alguns pontos, mas continuamos com uma margem interessante na liderança da classificação. Apesar de não termos alcançado o resultado que esperávamos continuamos na frente e o lote de candidatos ao título está cada vez mais reduzido. A partir de agora apenas quatro equipas podem conquistar o campeonato e estamos obviamente muito satisfeitos por sermos uma delas e a que mais perto está desse objetivo. Vamos para Amarante motivados e focados em colocar o Hyundai novamente nos primeiros lugares", disse ainda o piloto do Team Hyundai Portugal |Armindo Araújo.

camachoCom uma exibição notável e avassaladora, Alexandre Camacho foi o piloto da primeira etapa do Rali Vinho Madeira. Ao volante de um Skoda Fabia R5 (que alguns dizem não ser o carro ideal para asfalto), Camacho venceu quase todas as especiais do dia e esteve sempre no comando dos acontecimentos, mesmo quando o terreno poderia favorecer os seus adversários.

Para já o único piloto que andou que andou perto de Camacho foi Miguel Nunes, tendo com o seu Citroen DS3 pressionar o líder, mas a verdade é que apenas por uma vez conseguiu bater o seu adversário, o que foi demasiado pouco para quem ambicionava andar mais próximo da liderança.

Pelo caminho ficou João Silva, que era terceiro classificado quando desistiu por despiste no 5º troço, que levou piloto e navegador ao hospital por precaução, ficando assim fora da luta pela vitória e pelas contas do Campeonato da Madeira.

O segundo pelotão foi preenchido pelos pilotos que estão interessados no Campeonato de Portugal de Ralis. Armindo Araújo (primeiro líder da prova) foi o mais rápido dos "nacionais" até à problemática 5ª especial, altura em que um furo o fez perder 3 minutos e com isso baixou diversas posições (5º no CPR).

José Pedro Fontes confirmou a prestação de Castelo Branco com o Citroen C3 R5, passando desde o quinto troço a ser consistentemente o mais rápido dos concorrentes do CPR e fixando-se no terceiro lugar da geral, numa posição em que está isolado e muito confortável.

Numa luta entre Skoda´s, Miguel Barbosa e Ricardo Teodósio passaram o dia muito próximos na classificação, com ambos a trocarem de lugar algumas vezes, com a vantagem no final do dia a ir para o piloto de Cascais que assumiu o quarto lugar da geral e 2º no CPR, logo seguido pelo piloto algarvio.

Referência ainda para o despiste de Pedro Meireles, numa prova em que esteve um pouco longe dos primeiros pilotos do CPR.

Nas contas das duas rodas motrizes do CPR, o estreante Miguel Correia, no Clio R3, lidera os acontecimentos, depois de beneficiar de um furo no Citroen DS3 de Paulo Neto (na 8º especial) que comandou a prova até essa altura.

Nota negativa para Giandomenico Basso que não passou sequer do segundo troço do rali com a transmissão partida do Hyundai, estando por isso longe de ser protagonista desta prova como se esperava.

Destaque ainda para as 24 desistência no pelotão, um número elevado de abandonos.

LÍDERES SUCESSIVOS

Armindo Aráujo (Pec 1); Alexandre Camacho (Pec 2 a 11)

VENCEDORES DE TROÇOS

Armindo Aráujo (1); Alexandre Camacho (9); Miguel Nunes (1)

CLASSIFICAÇÃO PRIMEIRO DIA
VINHOMADICLAS18

 

constaliapre18A 5.ª edição do Constálica Rallye Vouzela reforça o estatuto deste evento no panorama do desporto automóvel nacional. A prova, pontuável para o Campeonato Centro de Ralis e com organização desportiva do Gondomar Automóvel Sport (GAS), pretende continuar a ombrear com os melhores ralis nacionais.

Este ano adivinha-se um acréscimo de interesse, quer no plano desportivo, quer na divulgação de um território que no ano passado viveu o grave flagelo dos incêndios na região Centro do país.
Inúmeras novidades foram cuidadosamente preparadas para a 5.ª edição do Constálica Rallye Vouzela, pensando nos participantes mas também no envolvimento do numeroso público que segue a prova. A estrutura organizativa quer oferecer mais competitividade às equipas, mas também não foi esquecido o já referido flagelo dos incêndios, estando a ser preparada uma onda solidária com as populações afetadas no passado mês de Outubro.
O sucesso organizativo e promocional sustentado ao longo das primeiras quatro edições deu origem a uma prova que vai para a estrada nos dias 1 e 2 de Setembro, e que continuará a beneficiar das excelentes condições da Constálica como base operacional de todas as operações.

Super-especial noturna antevê emoções fortes

Embora conservando a espetacularidade das especiais de asfalto no município de Vouzela, a Promolafões, entidade promotora do Constálica Rallye Vouzela, aprimorou o figurino desportivo do evento.
A edição de 2018 começa no dia 1 de setembro (sábado) com a já tradicional Super-Especial noturna, em ambiente urbano, amplamente elogiada pelos pilotos nas edições anteriores e que estreia uma nova zona espetáculo.
No domingo, disputam-se três classificativas de asfalto que perfazem 80 km cronometrados no total. A especial de Moçâmedes, completamente nova, terá duas passagens pelos seus 8,5 kms. Também o famigerado troço da Senhora do Castelo foi redesenhado, apresentando-se de com início e final novos, percorrendo três vezes a extensão total de 6 kms.
Finalmente, a conhecida especial de Penoita que, em vez dos seus habituais 8 kms, passou a ter 14 kms, o que traduz na perfeição a inovações introduzidas pela estrutura organizativa.

Vouzela e concelhos limítrofes unidos no renascer das cinzas

Mas as novidades, todavia, não se ficam por aqui, já que o parque fechado vai ser alvo de transferência de uma freguesia para outra, privilegiando a possibilidade de levar as emoções do rali a outras paragens dentro do mesmo concelho. Trata-se de um conjunto de alterações que pretendem 'estender' a mão solidária a todos aqueles que foram afetados pelos fogos florestais de Outubro de 2017.
Estes são também gestos enormes e valiosos de quem organiza, sem deixar de pensar no semelhante, numa corrente que atravessa o espírito da solidariedade, numa tentativa de esquecerem, nem que seja por um só dia, os palcos da tragédia. O automobilismo também tem o condão de oferecer sem pedir nada em troca, apenas ajuda e solidariedade.
O Constálica Rallye Vouzela está e estará, naturalmente, com a comunidade da região, para mais uma grande prova de união e coragem coletiva. Nos próximos dias 1 e 2 de Setembro, mês e meio antes de se assinalar o primeiro ano da tragédia, toda a estrutura organizativa manifesta o seu apoio e solidariedade para com as famílias afectadas pelo grande flagelo dos incêndios.
Além das emoções no capítulo organizativo e desportivo, todos os que integram o Constálica Rallye Vouzela terão igualmente no pensamento e os esforços com a região de Lafões, o país e as suas gentes.

 

arminmad18O Campeonato de Portugal de Ralis está de visita à ilha da Madeira e a caminho das derradeiras provas da temporada. O Rali Vinho Madeira, a sétima e penúltima prova do calendário trará, no seu final, uma maior definição quanto ao lote de pilotos que poderão discutir o título absoluto de 2018. Armindo Araújo e Luís Ramalho lideram a classificação e partem, para a prova insular, focados em conseguir o melhor resultado possível para as contas do CPR.

Sem competir nas estradas da Perola do Atlântico desde 2006, Armindo Araújo espera conseguir lutar pelas primeiras posições da classificação. "É ótimo voltar a disputar um rali como este e que não deixa nenhum piloto indiferente. As classificativas da Madeira têm características muito particulares o que tornam a prova muito exigente. Temos de perceber que a oposição estará muito forte, pois tem vindo a disputar este rali todos os anos, mas vamos lutar pelas primeiras posições como fazemos em todas as provas", começa por dizer o piloto de Santo Tirso.

Com muitos pilotos locais em máquinas tão competitivas como o Hyundai i20 R5 do Team Hyundai Portugal | Armindo Araújo, a discussão pela vitória à geral na prova organizada pelo Club Sports Madeira passará certamente por algumas destas equipas. Para o líder do campeonato "o nosso principal objetivo é naturalmente as contas do CPR. Obviamente que todas as equipas presentes gostariam de poder vencer uma prova como o Rali Vinho Madeira e nós não somos exceção. Com basicamente duas provas distintas dentro de uma temos que nos focar no mais importante e isso é claramente a matemática que nos permita chegar ao título no final do ano", concluiu Armindo Araújo