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armindovenceArmindo Araújo / Luis Ramalho dominaram o Rali de Castelo Branco, dando continuidade não só à vitória de 2019 nesta prova como à vitória no início do ano em Fafe, demonstrando que são de momento a grande dupla a bater no Campeonato de Portugal de Ralis.

Se no final do primeiro dia ainda houve uma ideia de equilíbrio, com Araújo, Magalhães e Fontes a terminarem separados por 4 segundos e a vencerem cada um o seu troço, a verdade é que a primeira especial do segundo dia acabou por ditar a tendência do "jogo".

Armindo Araújo atacou forte e venceu o primeiro troço da segunda etapa, que lhe valeu passar a comandar com mais de 10s de avanço para Bruno Magalhães, como deixou de contar com um dos seus grandes adversários, José Pedro Fontes, que deu um toque com uma roda acabando por se afundar na classificação.

Com três troços para o final, Araújo manteve a concentração no máximo e foi gerindo toda a prova, pois nesta altura já tinha percebido estar em vantagem para os seus adversários.

Também Bruno Magalhães entendeu que mantendo o ritmo manteria também Araújo sempre em alerta, mas que era bem melhor e seguro um segundo lugar do que arriscar a perder tudo na busca da liderança.

Ricardo Teodósio limitou as perdas neste rali em que não foi protagonista e não venceu sequer um troço. Depois de um primeiro dia em que se queixou da falta de aderência do Skoda, no segundo dia já com o atraso acumulado e com o terceiro lugar garantido (devido ao atraso de Fontes), o algarvio fez uma gestão do esforço acabando por garantir um pódio, que é, mesmo assim, um bom resultado.

Pedro Meireles pareceu um pouco mais competitivo na estreia do seu novo VW Polo. Nunca esteve na luta do pódio, mas o minuto e seis segundos perdidos para Araújo, revelam que o piloto está no bom caminho para regressar aos bons resultados.

Na imensa lista de outsider´s, não é de estranhar o quinto lugar de João Barros, aos comandos de um C3, seguido por Miguel Correira, agora com o experiente António Costa ao lado, mas que não conseguiu sequer chegar à luta com Barros, ficando mesmo assim na frente de Manuel Castro.

Um dos pilotos do rali foi Pedro Antunes. Na estreia do seu 208 Rally 4, o piloto teve uma prestação notável, voando literalmente nos troços de Castelo Branco, ao ponto de se "meter" em lutas que não eram as suas (venceu de longe as duas rodas motrizes), superando Carlos Martins num DS3 R5, piloto que regressou ao nacional esporadicamente, mas que está com pouco ritmo competitivo.

Na 10ª posição ficou José Pedro Fontes, tendo mesmo ainda ganho ainda mais um dos troços do rali, limitando um pouco as perdas desta prova.

Vitor Pascoal venceu o Nacional de RGT e nos Clássicos a vitória foi para outro Porsche, neste caso do visieense José Cruz.

Vencedores de troços
Armindo Araújo (2); Bruno Magalhães (3); José P. Fontes (2)

Comandantes Sucessivos

Armindo Araújo (Pec 1 a 7)

Classificação final
castelofinal2020

 

arminRALI CASTELO BRANCO 2020

JULHO 2020

FOTOS RALIS ONLINE

castelobrancoplacaInscritos Rali castelo Branco 2020.

 

 

 

 

 

 

 

 

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castelobrancoplacaPoderia bem ser um “normal” Rali de Castelo Branco, mas não é. Tem tudo para ser uma edição marcante na história do Campeonato de Portugal de Ralis e, seja quais forem as circunstâncias deste rali, vai com certeza ser uma prova inesquecível, quaisquer que sejam os motivos analisados.

No meu entender “está tudo em jogo” para o futuro da modalidade no curto e, quem sabe, no médio prazo. A Escuderia de Castelo Branco merece que tudo lhe corra pelo melhor. Tem feito um esforço notável e acreditou, desde a primeira hora, que era possível levar o rali para a estrada. Aliás, terá sido mesmo a Escuderia de Castelo Branco que terá feito até mais trabalho de “sapa” para que a sua prova fosse mesmo para a estrada, levando a reboque a própria FPAK, que acabou por ser levada por esta enorme vontade do clube albicastrense.

Por outro lado, fico também feliz por este regresso ser feito pela Escuderia de Castelo Branco, pois considero que é claramente um dos poucos clubes que tem as condições necessárias para “arcar” com esta responsabilidade.

Os adeptos têm também uma “nova” palavra a dizer neste rali. Ficou claro que a Escuderia e a FPAK querem ter um rali sem público, mas sabem também que tal é impossível, pois 4 meses sem ralis não é algo fácil de suportar pelos verdadeiros adeptos da modalidade. Contudo, cada adepto tem que ser um agente de saúde e segurança, não só cumprindo com as normas do distanciamento social, mas também (e não menos importante) fazer para que os outros também cumpram essas regras. Se todos cumprirmos daremos com certeza uma grande ajuda aos ralis, em geral, e à Escuderia de Castelo Branco, em particular.

Mas não é só o futuro dos ralis que está em “disputa” nesta prova. Felizmente neste rali existe também um espetacular lote de pilotos que vão com toda a certeza lutar abertamente pela vitória e não faltam condimentos para que essa luta seja ainda mais aguerrido do que foi em 2019.

A primeira razão é que este é mesmo um rali sprint, que não chega sequer aos 100 quilómetros de troços. Por isso, não dá para que os pilotos entrem com cautelas. O ritmo vai ter que ser alto desde o primeiro metro, é isso é muito bom para o espetáculo e para a componente desportiva do rali.

A segunda rali é que ninguém quer ser apanhado de surpresa como aconteceu na primeira prova (o Rali Serras de Fafe), em que Armindo Araújo acordou para a prova muito mais cedo que todos os outros. Mais uma vez quem não entrar no ritmo certo deste o primeiro metro em Castelo Branco, dificilmente vai ter quilómetros no rali para recuperar tempo.

Não menos importante, serão as condições climatéricas. Prevê-se muito calor e isso vai obrigar a boas escolhas de pneus, mas também a ter cuidados redobrados nas fortes travagens e na melhor forma de ultrapassar as zonas mais sujas.

Quanto a candidatos reais à vitória e com condições para tal existem quatro pilotos: o vencedor de 2019, Armindo Araújo, o quase vencedor da edição passada e atual campeão nacional, Ricardo Teodósio, o super especialista e pluri-vencedor desta prova, José Pedro Fontes e ainda, Bruno Magalhães, que irá tripular um carro semelhante ao que venceu em 2019.

Quantos aos outsider´s são algun, que bem poderão alcançar o pódio, como é o caso de João Barros, que se estreia num C3 R5, e Paulo Meireles, no seu Polo. Contudo, a lista é grande e está recheada de estreias, de regressos e de outros condimentos para ser de facto um grande rali.

pascoalO bicampeão nacional de Ralis GT vai alinhar no Rali de Castelo Branco, este fim de semana, ao volante do Porsche 991 GT3 Cup navegado por Ricardo Faria. Uma forma de homenagear Domingos Mota, o responsável técnico da equipa, recentemente falecido.

Será um fim de semana particularmente difícil para Vítor Pascoal e para o Baião Rally Team, que recentemente foram confrontados com o trágico desaparecimento de Domingos Mota, o responsável técnico da equipa e amigo próximo do piloto nortenho. "O Domingos era muito mais do que um mecânico para mim, era um amigo e um companheiro de muitas horas, muitas viagens, muitos momentos que nunca irei esquecer. A nossa participação em Castelo Branco é, sobretudo, uma forma de o homenagear, porque ele estava a preparar o rali com toda a dedicação", afirmou Vítor Pascoal.

Desportivamente, o Rali de Castelo Branco é a primeira prova do Campeonato de Portugal de Ralis GT, depois do adiamento do Rali Vila Medieval de Ourém para Agosto, devido à pandemia mundial de Covid-19. "Os nossos grandes objetivos em Castelo Branco são garantir que o carro está em plenas condições e chegarmos ao fim do rali. Fizemos algumas mudanças na suspensão após a Rampa Porca de Murça e agora vamos perceber melhor o comportamento do Porsche", concluiu o bicampeão nacional de Ralis GT.