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peumad11A Peugeot Portugal vai participar na edição 2011 do Rali Vinho Madeira, prova do Campeonato Europeu de Ralis e do Campeonato de Portugal, com a dupla Bruno Magalhães/Paulo Grave.

O facto da prova madeirense ter sido afastada do calendário do IRC (Intercontinental Rally Challenge), levou a equipa a equacionar a sua presença na competição, tendo adiantado que a decisão seria tomada depois da realização do SATA Rallye Açores.

A vontade de continuar a divulgar a imagem dos patrocinadores, que tornam possível a existência do projecto, e o desejo de alcançar um bom resultado numa das provas mais importantes dos calendários europeu e nacional, levou-a a optar pela presença no Rali Vinho Madeira, onde será séria candidata à vitória.

Com a participação no Rali Vinho Madeira, a equipa cumpre o seu programa desportivo definido para este ano, uma vez que irá marcar, ainda, presença nos ralis Mecsek (Hungria) e SanRemo (Itália), duas provas pontuáveis para o IRC.

Para Bruno Magalhães, “a presença na Madeira é uma boa notícia, tanto mais que se trata de um rali que tem um ambiente fantástico, é dos que mais gosto, como já disse várias vezes, e onde sempre fomos rápidos. Iremos, naturalmente, lutar pela vitória, sem ter a “pressão” de ter de pensar nos pontos”.

arcsata11A ARC Sport apresenta-se à partida para o Sata Rallye Açores a marcar o ritmo competitivo a nível nacional. Campeão Nacional de Produção em 2010, Ricardo Moura encontra-se na liderança absoluta do Campeonato de Portugal de Ralis, contando desta feita com a companhia de Vítor Lopes. Dois candidatos de peso para discutir a liderança do campeonato português em pleno Atlântico.

A correr na sua ilha, o Campeão Açoriano conta com a fiabilidade do Mitsubishi Lancer Evo IX e com Sancho Eiró como navegador. Figura de destaque para a edição deste ano do Sata Rallye Açores a popular dupla conhece no entanto as dificuldades que vai encontrar numa prova crucial para os seus objectivos na presente temporada.

Este é um rali muito especial e uma prova difícil a todos os níveis. Para além do peso emocional que tem, estão em jogo duas pontuações para dois campeonatos que lideramos. O Team Além Mar tudo tem feito para que possamos estar presentes na máxima força, e por isso queremos corresponder ao investimento que a equipa tem feito. O carro não tem evoluções, mas está preparado para mais este grande desafio.

Revalidar os títulos é o nosso grande objectivo, mas vamos ter de analisar muito bem como irá terminar aqui em são Miguel a fase de terra, para voltar a estudar a nossa posição depois do Rali da Madeira. Vão ser provas determinantes. Estou confiante e quero corresponder à confiança que todos depositam em mim, representando condignamente os Açores”, afirma, com determinação, Ricardo Moura.

Pela primeira vez, a ARC Sport conta com dois pilotos na liderança absoluta do Campeonato de Portugal de Ralis. Vítor Lopes, acompanhado por Hugo Magalhães, chega à ilha de São Miguel empatado na liderança do nacional com Ricardo Moura. Ao volante do Subaru  Impreza, confiança é o que não falta a Vítor Lopes.

O meu objectivo é vencer nos Açores. Apesar do Ricardo Moura estar a correr em casa, esta é uma prova em que me sinto sempre muito bem. O figurino deste rali é o que mais me agrada a nível nacional. Toda a equipa está muito motivada e os testes que efectuámos com o Subaru foram excelentes”, declara, com firmeza, Vítor Lopes.

Com dois favoritos à vitória nas suas fileiras, a ARC Sport conta também com o jovem açoriano Hugo Mesquita, que esta época tem vindo a efectuar o Campeonato de Portugal de Ralis ao volante de um Citroen DS3. Com o experiente Nuno Rodrigues da Silva a seu lado, Hugo Mesquita vai efectuar pela primeira vez o Sata Rallye Açores.

Devido à marcação da data dos meus exames na faculdade, só resolvi participar nesta prova à última da hora. Não tive tempo para treinar e apenas irei efectuar uns testes dias antes do rali começar. Apesar de estar a correr em casa, não tenho qualquer conhecimento dos troços, mas sinto-me com muita motivação, pois para além desta ser uma prova que me dá um prazer muito especial, é o meu primeiro grande rali. Três dias de competição, troços longos e a minha segunda experiência em terra. Ainda bem que é disputado numa região que tem muito a ver comigo”, disse Hugo Mesquita.

Ligado há muito à ARC Sport, Sérgio Silva não prescinde do apoio da equipa de Aguiar da Beira para um rali onde deseja brilhar. Com Marco Medeiros como navegador, o piloto açoriano que levar o Subaru Impreza a um lugar de destaque.

Quero efectuar o melhor rali possível. Caso consiga, melhor ainda que no ano passado. Devido a dificuldades orçamentais não posso pensar no Campeonato dos Açores, e por isso desejo apenas surpreender e tentar fazer um grande Sata Rallye Açores”, declara com entusiasmo Sérgio Silva

jaoasilva11balCom metade da temporada do Campeonato de Portugal de Ralis 2L/2RM cumprida, João Silva encontra-se na segunda posição e ainda com todas as possibilidades de chegar ao título nacional desta disciplina, nesta que é a sua primeira temporada no continente.

Depois de quatro anos a disputar o campeonato madeirense, o jovem piloto decidiu dar um importante passo na sua carreira e apostar num campeonato mais variado e igualmente exigente, onde veio a encontrar mais adversários, mantendo o objectivo de continuar a evoluir.

A escolha pelo CPR2 foi a mais natural, embora o desejo tivesse sido correr com um carro mais evoluído na competição insular, o não foi possível: "Actualmente sinto-me capaz de lutar de igual para igual com qualquer piloto do campeonato madeirense, e naturalmente desejei lutar por vitórias à geral ou na produção, mas como não consegui montar um projecto para tal, nem vender o Renault Clio R3, apostei no Campeonato Nacional de Ralis 2L/2RM por ser um passo acertado nesta fase. Assim posso utilizar a mesma viatura, sem condicionar a minha evolução", explica o piloto que sublinha ainda o facto de ter: "Aprendido muito nos vários pisos e ralis por onde vou passando, os adversários são muito competitivos e obrigam-me a andar constantemente no limite. Estou muito satisfeito com esta opção, apesar de ainda sonhar com um título absoluto na Madeira".

Balanço

Com o avançar do campeonato impõe-se um pequeno balanço ao andamento e resultados da equipa pelo próprio João Silva: "O nosso andamento tem estado acima das minhas expectativas. Sabia que podia ser rápido, mas pensava que se ia notar mais o desconhecimento dos ralis e dos pisos de terra. A verdade é que até agora tenho sido o piloto que mais troços venceu no CPR2 e só mesmo alguns azares condicionaram mais vitórias. Se sabia o que sei hoje, nesta altura tínhamos três vitórias e não apenas uma. No Rali Torrié arriscamos sem necessidade, e um problema na coluna de direcção, que ainda nos atormenta, fez-nos sair de estrada. Em Fafe fizemos uma corrida perfeita e em Vila Verde tivemos muito azar. A nível de classificação não estamos onde queríamos, mas está tudo nas nossas mãos e como tal vamos dar o nosso melhor".

João Silva é um piloto nascido em pisos de asfalto, e era natural que os pisos de terra que encontrou já este ano viessem trazer algumas dificuldades, mas a adaptação foi muito boa: "Apesar das diferenças entre pisos, guiar é guiar. Nas poucas provas que fiz em terra, tive o apoio do José Janela e da ARC Sport, e como tal foi tudo mais fácil. Depois do que fizemos no Rali de Portugal e no Rali Serras de Fafe acredito que já consigo ser rápido tanto em asfalto como em terra".

Equipa funciona em pleno

Aliado do piloto nas últimas três épocas tem sido o seu carro, com João Silva a considerar que: "O Renault Clio R3 inicialmente não era o carro mais rápido, nem mais competitivo. Mas nesta altura é tudo isso e muito mais, e o carro continua a ser o mesmo. Fizemos um grande trabalho de afinação, onde tentamos explorar tudo, para podermos adaptá-lo a qualquer tipo de piso e condições meteorológicas e nunca descuramos a fiabilidade do mesmo."

Mas nem só o carro é importante na competição e o piloto madeirense sabe bem disso. Para atingir o sucesso é preciso uma estrutura forte ao seu serviço: "Só o carro não faz a diferença, o conjunto tem que ser perfeito. O José Janela é um grande amigo e professor, e com ele tenho confiança e motivação para dar o meu melhor. A ARC Sport é como a nossa segunda família e dá-nos confiança e garantias de fiabilidade e competitividade. Só não iremos mais longe por falta de apoios financeiros, pois o potencial está cá".

Presença no Rali do Marítimo e Vinho Madeira

Embora não faça parte do seu calendário, João Silva vai regressar às provas madeirenses mais cedo com o intuito de rodar para a prova rainha, pontuável para o CPR: "Com esta pausa até o Rali Vinho da Madeira, vou participar no Rali do Marítimo para manter o ritmo competitivo e testar algumas soluções para o Rali Vinho da Madeira. Tenho saudades de correr em casa e contra os pilotos que me fizeram crescer. Também vai ser uma boa forma de recordar a vitória à geral do ano passado".

Com o regresso ao CPR2 agendado apenas para Setembro, João Silva tem já uma estratégia delineada com vista a chegar ao primeiro lugar da competição e conquistar o seu primeiro título nacional: "Nesta segunda fase do campeonato tenho que manter o ritmo forte e tentar vencer as restantes provas do CPR2, sem facilitar ou cometer erros. Vai exigir muita concentração e empenho da nossa parte, mas nós estamos muito motivados para vencer. Vamos tentar melhorar alguns pormenores no carro, principalmente na velocidade de ponta, que é o nosso maior «handicap»".

Quanto ao futuro, ideias não faltam, mas João Silva sabe que para as concretizar são necessários apoios e isso é o mais complicado de arranjar: "O meu maior sonho é ter patrocinadores para poder continuar a evoluir neste desporto que tanto adoro, mas não tem sido fácil encontrá-los. Até agora devo tudo ao meu pai e à FX Hotelaria (empresa familiar), porque directamente ou indirectamente todos os apoios vêm daí".

satalogo11(NOVOS HORÁRIOS)
Já está definida a edição 2011 do Sata Rali dos Açores, prova que conta para o Intercontinental Rally Challenge.

Mantendo o esquema de três dias com duas etapas, a prova organizada pelo Grupo Desportivo Comercial, apresenta poucas novidades. Coroa da Mata terá dupla passagem, entra o troço dos Remédios e sai Lomba da Maia.

No total a edição 2011 do Sata terá 17 troços (menos dois do que em 2010).

 

 

PROVA: Sata Rali dos Açores
ELEGIBILIDADE: IRC / CPR / CAR
DATA:  14 e 16 de Julho de 2011
ORGANIZADOR: Grupo Desportivo Comercial
CONTACTOS: (t): 296 960 405/ Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar / www.gdc.com.pt
INSCRIÇÕES: Até 22 de Junho de 2011
RALI: Percurso – 758,15 Kms / Troços – 208,63 Kms
NOVIDADES: Coroa da Mata terá dupla passagem, entra o troço dos Remédios e sai Lomba da Maia
CENTRO OPERACIONAL: Portas do Mar
INSCRITOS / MAPA DOS TROÇOS / ACESSOS AOS TROÇOS

HORÁRIOS
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netobal11Paulo Neto montou um projecto totalmente novo para 2011, apostando no novo Citroen DS3 R3, estando para já satisfeito com os resultados alcançado, na primeira afse do Campeonato de Portugal de Ralis.

Qual o balanço da primeira fase da temporada?
A meio da época estamos em 4º lugar com os mesmos pontos do terceiro, o meu amigo e colega de equipa Ivo Nogueira. No principio do campeonato tinha em mente um lugar no pódio e tendo em conta a qualidade de andamento dos colegas que estão nos lugares da frente, posso dizer que estou satisfeito com a primeira metade do campeonato. Para melhorar este lugar tínhamos que ter mais verba para conseguirmos testar mais o carro para, melhorarmos as afinações e para que eu próprio conseguir tirar mais proveito do potencial do carro, o que me parece que ainda estou muito longe de conseguir.

Quais foram os melhores e piores momentos?
O pior momento no CPR2 foi o furo em Fafe, que por 5 centímetros, toca-se num pontão e deitamos tudo a perder. Neste momento custou-nos o 3º lugar. Mas mau momento foi também desistir no 2º dia do Rali de Portugal também por alguns centímetros de água a mais na ribeira. Quer dizer que o "problema" dos ralis são os centímetros, umas vezes a mais outras vezes a menos. Aqui com este incidente perdemos o 1º lugar do GR A e 3º do CPR o que foi uma pena.
Bons momentos foram todos os que consegui não estragar nada e o último Rali de Vila Verde que acabamos em 3º, mas não é pelo resultado mas sim por me ter sentido mais à vontade com o carro em asfalto.

Que perspectiva e qual vai ser a estratégia para a segunda fase da temporada?
Não posso ir em Maximum Atack, portanto, gostava de acabar no pódio e então sei que para isso tenho que acabar Ralis e esperar por alguma sorte também. Estamos a tentar fazer um teste mais a sério antes do Rali do Centro
para que possamos estar mais à vontade com o carro.

Qual é a vossa opinião sobre o momento actual dos ralis em Portugal?
Esta parece ser a pergunta mais complicada no momento, aqui havia algumas (muitas) coisas para dizer, mas quem sou eu para falar se só ando cá há três anos. Agora que é uma pena ver os ralis, que chegou a ser considerado não há muito tempo, o desporto mais querido pelos portugueses a seguir ao futebol, ser tratado assim. Mete dó.
Fala-se na crise e é verdade que uma parte do problema é devido à crise. Mas o principal é a falta de promoção, eu sei que os organizadores também se debatem com dificuldades mas coisas que se podem fazer sem dinheiro. As
listas de inscritos não podem sair 24 horas antes das provas, depois dizemos que alguma imprensa escrita não fala dos Ralis quando essa imprensa até faz um destacável "RALLY NEWS" e depois nem a lista de inscritos pode sair. Como
é que é possível os pilotos gastarem 100.000 Euros num carro, 7.000 a 10.000 Euros por prova e nem uma lista de inscritos sai como o regulamento diz.
Vou dar um exemplo: Uma prova este ano em que um dos nossos parceiros tem a fábrica a quatro quilómetros do centro da prova e três dias antes da prova não sabia que havia rali. Como é que é possível, pois não havia nem sequer um placar aliás nem havia regulamento ainda disponível.
Onde é que está um promotor para o campeonato, que faça a interligação entre os pilotos e a comunicação social, que vá falar com as televisões, apresentar ideias, falar com as rádios. Um site do CPR, coisa difícil, existem muitas pessoas que eu tenho a certeza que até faziam esse trabalho com reduzido investimento.
Nós os pilotos também devíamos fazer um pouco mais e sermos mais exigentes porque isto está a ser mau de mais. O pior é que não é só os Ralis é o país.
Bem já desabafei um bocadinho. Este é o desporto que eu mais gosto e o que nos vai safando é termos muitos adeptos e organizadores que não desistem facilmente.
Bons Ralis.