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CPR

castro111Pedro Meireles e Mário Castro conseguiram duas vitórias no Campeonato de Portugal de Ralis. Apesar da evolução desta dupla, alguns azares não permitiram lutar pelo título. Mário Castro, navegador de Pedro Meireles, fala da temporada da equipa e de mais algumas coisas bem importantes.

Qual o balanço da temporada 2011?
Este ano tentamos reunir as condições ideais para sermos campeões Nacionais mas infelizmente ainda houve coisas que não funcionaram como desejávamos. Inicialmente o carro não estava competitivo e depois passamos por uma fase de alguns problemas que nos retiraram qualquer hipótese de lutar pelo nosso objectivo. Ainda assim, vencemos dois ralis e terminamos no pódio do CPR e por isso acabo por considerar esta época como positiva.

Quais são os pontos marcantes da tua temporada?

Este ano de 2011 foi completamente de opostos e por isso terei de realçar os positivos e os negativos. Positivo foi a vitória no rali de Portugal, que apesar de termos tido a sorte do Ricardo Moura desistir, no meu entender não nos tira o mérito pois nos ralis acontecem muitas coisas e também já desisti na ligação do ultimo troço para o parque fechado. Depois veio a fase marcante pela negativa, que começou com a desistência no rali Serras de Fafe e posteriormente com a saída a zero do rali Vinho Madeira. A nossa situação já estava difícil mas a desistência na Madeira arruinou qualquer esperança em termos de título absoluto. Já na parte final tivemos o rali Casinos do Algarve que vencemos e muito bem. Podem dizer o que disserem, mas as pessoas antes de falar e essencialmente escrever, deveriam ter conhecimento de causa e ao mesmo tempo analisar o porquê de um piloto que andou em muitos ralis ao nível do Campeão Nacional ter ficado neste rali a 2 minutos dum excelente piloto, mas que nem sequer conta para as contas do CPR. Nós desportistas, e neste caso pilotos, traçamos objectivos no inicio de uma época, que podemos ou não, ir ajustando os mesmos consoante as coisas vão correndo e foi precisamente isso que aconteceu. Num rali em que tínhamos muito mais a perder do que a ganhar e que eramos teoricamente favoritos a vencer, teríamos de ser muito inteligentes e não entrar em lutas que não nos dizem respeito. Traçamos como objectivo alcançar a vitória no rali e ao mesmo tempo um lugar do pódio do CPR, e por isso não fazia sentido tentar ir atrás de um piloto que não teria qualquer influência no resultado final. Como se isso não servisse de justificação, informo agora todos aqueles que falaram e escreveram sobre este rali mas não se deram ao trabalho de justificar o nosso andamento, que mesmo que nós quiséssemos vencer o Teodósio, isso seria muito difícil, não só pelas capacidades dele, mas essencialmente porque tivemos um rali com muitos problemas de travões durante 5 especiais, não arriscamos nada na escolha de pneus porque achamos por bem ir com pneus idênticos á nossa concorrência directa e para complicar ainda mais, acabamos por perder mais de 30 segundos com um furo. Mas talvez por tudo isto, considero este rali como o ponto mais marcante pela positiva da temporada.

Qual o rali em que participaste que teve globalmente a melhor organização? Porquê?

Os melhores ralis foram claramente o rali de Portugal e o Vinho Madeira. Sabemos que tanto o ACP (Automóvel Clube Portugal ) como o CSM (Clube Sports Madeira) e também o GDC ( Grupo Desportivo Comercial) têm excelentes condições financeiras e de meios relativamente a outras organizações, mas por outro lado têm pela frente estruturas de rali muito mais complexas que os outros e também uma muito maior pressão para que tudo corra pelo melhor porque senão arriscam a perder a prova a nível internacional. Infelizmente não estive presente nos Açores, por isso considero a organização do rali de Portugal e do Vinho Madeira como as melhores. Agora, não posso deixar de
felicitar o Clube Automóvel da Marinha Grande pelo excelente trabalho que tem feito nos últimos anos. Este ano só pecaram pelo tardio final de prova, mas como organização, vontade de fazer sempre fazer algo mais, eles estão sem dúvida ao nível dos melhores.

Que projecto estás a montar para 2012?
Nesta altura não posso adiantar nada sobre 2012 porque não tenho nada confirmado para o próximo ano.

Diz-me apenas uma medida necessária para mudar os ralis em 2012 e no futuro?
Podia mencionar aqui tudo aquilo que acho necessário, mas teria de escrever muito e infelizmente para nada, como sempre. Mas respeitando a sua pergunta apenas tenho a dizer o seguinte: Na minha opinião, qualquer desporto, para ser falado e acompanhado pela comunicação social, terá de ter vários eventos e não um de dois em dois meses ou coisa do género. Por isso acho, e para minha infelicidade, que deveriam retirar o rali de Portugal, Açores e Madeira mas em vez de termos 8 ralis, deveríamos ter 10 com um máximo de 120km de especiais, ainda que só contassem os 8 melhores resultados. Agora é o seguinte, nesses 10 ralis deveria constar um rali do Regional dos Açores e um do Regional da Madeira pois tanto os Açorianos como os Madeirenses também têm direito a ter um rali. Sei por conhecimento de
causa, que ir aos Açores ou à Madeira fazer um desses ralis não fica mais caro que correr aqui no Continente e por isso acho que seria a solução. É evidente que tantos nos Açores como na Madeira, os ralis teriam de ser em sistema de rotatividade para que não saísse favorecido apenas um dos clubes
organizadores lá existentes. Na minha opinião, não faz sentido termos de nomear apenas 6 provas por várias razões, mas essencialmente porque "mata" completamente alguns ralis, como foi o caso do Algarve, e porque as provas são tão poucas que as pessoas, patrocinadores, comunicação social até se esquecem que os ralis existem e automaticamente o retorno dos patrocinadores fica condicionado. Se queremos dar o devido retorno aos patrocinadores, temos de ser falados, mas para isso têm de existir provas para estarmos lá presentes e consequentemente haver novas noticias. Com o dinheiro que se
gasta no actual CPR, dava para fazer 8 ou 10 ralis dos pequenos e teríamos um CPR muito mais falado e muito mais interessante a todos os níveis. Além disto poderíamos falar muitas coisas para melhorar a competitividade, promoção e até custo do CPR mas como disse no inicio desta resposta, seria
falar por falar....

ivoserras11balIvo Nogueira é um dos valores do nosso automobilismo de estrada, tendo em 2011 proporcionando excelentes momentos de rali, na luta que travou com os seus adversários no CPR2. Apesar de não ter alcançado o título nesta competição, ficou a certeza que o piloto evoluiu muito e que em 2012 volta para vencer.

Qual o balanço da temporada 2011?
Globalmente, é um balanço positivo. Foi a primeira época com o Citroën DS3 R3T, um carro novo e com potencial para desenvolver, que no início exigiu de nós um estilo diferente de condução. Na segunda metade da época penso que revelamos um excelente andamento, ao nível dos melhores nos duas rodas motrizes. Isso deixa-nos confiantes para o futuro.

Quais são os pontos marcantes da tua temporada?
Em termos de resultado final, os dois pódios no CPR no Rali Torrié e no Rali Vinho da Madeira. Mas em termos de experiência, claramente a estreia na Madeira, num rali com uma envolvência popular incrível e troços muito exigentes, além do Rali de Portugal, onde tomamos contacto com a dimensão e dureza de uma prova do Mundial.

Qual o rali em que participaste que teve globalmente a melhor organização? Porquê?
Penso que o Rali de Portugal continua a ser um exemplo para qualquer outra organização e isso é reconhecido inclusive pelos responsáveis do Mundial de Ralis.

Que projecto estás a montar para 2012?
Perante esta conjuntura temos de ser realistas e, como o próprio DS3 ainda tem potencial para ser explorado, deveremos continuar com um projecto semelhante. Com maior experiência e adaptação ao carro, penso que podemos claramente lutar pelo título no CPR2.

Diz apenas uma medida necessária para mudar os ralis em 2012 e no futuro?
Acho que há necessidade de um verdadeiro promotor para o campeonato. Uma entidade que tenha plena autonomia por parte da Federação para negociar acordos e medidas que devolvam visibilidade aos ralis nos principais media e que, ao mesmo tempo, contribuam para aumentar o número de participantes. Num passado recente, o Open é um bom exemplo de um campeonato que renasceu com o dinamismo de um promotor. Veja-se que não há falta de pessoas nos troços; o que falta é acompanhamento e presença nos principais órgãos de comunicação para potenciarmos a popularidade deste desporto, quer entre os adeptos quer entre os participantes.

editori02102011Antes de partir para o merecido descansado, os responsáveis da FPAK já divulgaram os regulamentos dos principais campeonatos de ralis que se irão disputar em Portugal em 2012.

Em quase todos os regulamentos não existem grandes novidades, a não ser os respectivos calendários, que como já demos conta em tempo oportuno apresentam algumas provas novas ou alterações de datas.

As principais alterações de datas acontecem precisamente no Campeonato de Portugal de Ralis, com o Sata Rali dos Açores a abir o calendário. Outra novidade, também já conhecida é o facto de os pilotos puderem escolher os cinco melhores resultados dos seis ralis que escolhem participar em 2012.

Também no CPR2 os pilotos apenas irão somar os cinco melhores resultados das seis provas que fazem parte do calendário de 2012.

Nos Açores destaque para a inclusão de um Campeonato Júnior que não existia.

Continuam por divulgar os regulamentos dos regionais para 2012, nomeadamente o regulamento técnico, pois isso poderá vir a ter diversas implicações.

Os diferentes regulamentos já disponíveis podem ser consultados em fpak.pt.

 

netobal111Paulo Neto apostou em 2011 no novo Citroen DS3 R3T. O seu projecto ganhou visibilidade nos ralis em termos nacionais e os resultados também foram um pouco melhores. O momento é de balanço mas também de preparar a próxima temporada.

Qual o balanço da temporada 2011?
O balanço de 2011 é bastante positivo, tinhamos iniciado a época com vontade de ficar no pódio do CPR2, como este objectivo foi atingido e se juntarmos o 2º lugar no Campeonato de Portugal de Ralis de Grupo A, era difícil fazer melhor com as condições que tínhamos, visto termos o orçamento bastante
curto e não podermos fazer a habituação ao carro fora das provas.

Quais são os pontos marcantes da tua temporada?
O ponto marcante foi pela negativa, a desistência no Rali de Portugal no 2º dia que podia ter sido evitada e acabou por me tirar o titulo de Grupo A.

Qual o rali em que participaste que teve globalmente a melhor organização? Porquê?
O melhor é o Rali de Portugal, pela organização, pela envolvência, por tudo.

Que projecto estás a montar para 2012?
Estamos neste momento a ultimar o nosso projecto e vamos começar agora a apresentar as nossas ideias aos nossos parceiros. A ideia é apostar outra vez no Citroen Racing Trophy dentro do CPR2 porque pensamos que é a forma mais vantajosa, por causa das condições oferecidas pela Citroen, de disputar ralis em Portugal. Para além do CPR2, vamos apresentar junto dos nossos parceiros a possibilidade de fazermos também as provas internacionais.

Diz apenas uma medida necessária para mudar os ralis em 2012 e no futuro?
Aqui penso que é essencial trabalhar a promoção das provas tanto a nível da Federação como dos Clubes, sem promoção não há pilotos, sem pilotos não há espetáculo, e sem espetáculo não há publico nem televisão, não havendo televisão é difícil os pilotos rentabilizarem os investimentos das marcas
patrocinadoras.
Já agora deixo aqui os meus agradecimentos ao meu navegador Daniel Amaral e aos nossos Parceiros, à P&B Racing, à Citroen de Portugal, aos Tiffosis, a todos os amigos e à minha família que me têm ajudado a que estes bons resultados tenham sido possíveis.

passso2012Depois de uma época notável, com a obtenção do título entre os concorrentes do Desafio Modelstand, Carlos Fernandes começou de pronto a pensar no futuro da sua "curta" carreira no automobilismo.

Um dos passos com vista para 2012 foi o teste que o piloto efetuou ao Peugeot 207 RC da RF Competições. Trata-se de um veículo da nova geração, da categoria R3T, que Carlos Fernandes tem como hipótese vir a utilizar na temporada do próximo ano no Campeonato de Portugal de Ralis 2l/2RM.

Um encontro de vontades entre o piloto e a equipa de Leiria, permitiu a Carlos Fernandes comparar o seu Peugeot 206 GTi e o Peugeot 207 RC Rallye, num troço próximo de Negrais.

"O 206 GTi é um carro totalmente explorado por mim, como ficou provado nos tempos que consegui fazer este ano. Agora o 207 é um carro muito diferente do que estou habituado. Tem uma caixa de crabots pelo não se usa a embraiagem o que é totalmente diferente. A massa do carro é também diferente bem como a distribuição de pesos e a travagem não tem nada a ver com o 206. O motor turbo exige outro tipo de utilização", refere Carlos Fernandes depois de diversas passagens por um troço de 3 Kms.

Para o vencedor do Desafio Modelstand, o 207 "é claramente uma evolução face ao 206. Tem outras prestações e outro motor que o 206 não tem e isso ficou bem evidente neste teste", diz Carlos Fernandes, adiantando que "o motor é claramente o ponto forte deste carro na minha opinião, assim como a caixa de velocidades. A suspensão não estava afinada a meu gosto, denotando o 207 algumas perdas de tração e a travagem é equiparada à do 206".

Para a temporada de 2012 o Peugeot 207 é "uma hipótese mas existem outras que estou a estudar. Logicamente que tudo depende dos apoios. Este teste correu bem e tenho o sonho de poder evoluir para o Campeonato de Portugal de Ralis, mas vamos esperar pelo futuro".