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CPR

meekercb2Muito embora tenha exercido um acentuado domínio no Rali de Castelo Branco, ao liderar da primeira à oitava das 11 classificativas, o Team Hyundai Portugal enfrentou desafios difíceis na quinta prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR). A dupla Kris Meeke/Stuart Loudon foi líder destacado da primeira à oitava das 11 classificativas e dispunha já de uma vantagem de 22.4 segundos quando foi surpreendida por um contratempo técnico que a fez perder mais de 3 minutos, caindo para o nono lugar.

A partir de então, e apenas com duas classificativas pela frente – somou 8 tempos "scratch" em 11 –, fez a recuperação possível, para terminar em 7º. E na Power Stage, a última classificativa do rali, Meeke ainda sofreu um furo, quando era forte candidato a somar pontos extra para o CPR, perdendo mais de 30 segundos para o piloto mais rápido...

"Creio que não merecíamos este desfecho, mas o que sucedeu faz parte dos ralis e há que reagir de forma positiva, até porque o Hyundai i20 N Rally2 deixou bem vincado o seu nível competitivo, permitindo-me assumir o comando desde a primeira classificativa. Claro que gostaria de ter somado mais uma vitória para o Team Hyundai Portugal neste primeiro rali de asfalto deste ano, mas fica a satisfação de termos sido sempre mais rápidos que os adversários. Agora, venha o Rali Vinho da Madeira...", declarou Kris Meeke, que mantém o primeiro lugar no CPR.

teocb2A fase de asfalto do Campeonato de Portugal de Ralis teve início com a realização do Rali de Castelo Branco, quinta ronda da competição organizada pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting. Ao volante do Hyundai i20 N Rally2, a dupla Ricardo Teodósio – José Teixeira fez um rali em evolução, depois de não ter conseguido encontrar o compromisso certo na viatura ao longo dos testes que se realizaram na véspera da prova organizada pela Escuderia de Castelo Branco.

"Não foi um rali fácil para nós. No teste não conseguimos encontrar o Setup ideal para o Hyundai i20 N Rally2, e entrámos de forma pouco confortável no Qualifying, onde acabámos por minimizar a situação, apesar de não termos conseguido um tempo de acordo com o que tínhamos previsto. Fizemos um rali em evolução e, na última especial do dia, já conseguimos rodar ao ritmo dos nossos mais diretos adversários, sendo terceiros na PowerStage", afirmou Ricardo Teodósio antes de antever o que resta da temporada: "Agora segue-se o Rali Vinho Madeira, uma prova muito específica e que vamos ter de preparar de forma cautelosa. Depois seguem-se dois ralis onde habitualmente somos rápidos. Ainda queremos vencer um rali este ano, vamos trabalhar para isso."

No final do Rali de Castelo Branco, também José Teixeira se mostrava um pouco desapontado. "Entrámos na semana do rali com bastante confiança, mas as coisas não nos correram bem. Temos de dar os parabéns ao Armindo e ao Luís que fizeram uma excelente prova, e aproveitaram bem o problema do nosso companheiro de equipa Kris Meeke para vencer o rali. Venha de lá esse sempre desafiante Rali Vinho Madeira!"

armindiara24bNa entrada da fase de asfalto do Campeonato de Portugal de Ralis, terminou o domínio avassalador de Kris Meeke nesta temporada, mesmo parecendo a determinada altura que o mesmo não iria ter fim nesta prova.

O piloto britânico da Hyundai fez a prova que lhe competia e em oito troços, ganhou sete e amealhou uma vantagem de 22s, que lhe permitiria gerir nos derradeiros três troços. Porém, um problema de acelerador no seu Hyundai i20 Rally2, na nona especial, fez Meeke perder 3m26s e cair dessa forma para fora dos oito primeiros, deitando por terra todas as hipóteses de vencer.

Atrás de si foi-se assistindo a uma luta épica entre José Pedro Fontes e Armindo Araújo, como aliás é tradição nesta prova. Se numa primeira fase o piloto da Citroen foi resistindo, chegando ao fim do primeiro dia, com vantagem sobre Armindo Araújo, os primeiros troços do segundo dia sorriram ao piloto do Skoda, que demorou duas especiais para passar o seu adversário e subir depois ao comando quando Meeke se atrasou. Nessa fase já Araújo tinha mais de 8 segundos de vantagem para Fontes, vantagem que subiu para 12s a um troço do final.

O rali estava praticamente entregue antes da Power Stage e aqui, mesmo com a vitória de Fontes, foi Armindo Araújo que saiu por cima, tendo ganho o rali coim 11,9s de vantagem, regressando dessa forma aos triunfos no CPR e colocando-se como único rival de Meeke na luta pelo título.

João Barros foi quem mais tempo passou atrás de Fontes e Armindo. Numa excelente exibição ao volante do seu Volkswagen Polo R5, o que não é de estranhar pois Barros sempre foi muito competitivo em Castelo Branco, o piloto foi conseguindo manter atrás de si Robert Blach até ao 10º troço, altura em que perdeu o terceiro lugar para o seu adversário espanhol, cada vez mais à vontade com o Skoda Fabia no asfalto albicastrense. 0,5s foi a vantagem do espanhol no final do rali, mas o terceiro no lugar no CPR para Barros foi excelente.

Quanto ao Ricardo Teodósio teve um rali muito abaixo das suas expetativas. O primeiro troço deixou-o fora da luta pelos primeiros lugares e no final do primeiro dia já nem o pódio estava ao alcance. Uma prova desinspirada do algarvio, que passou toda a prova a discutir a posição com Pedro Almeida, por aquele que viria a ser o quinto lugar final (quarto entre os concorrentes do CPR).

Pedro Almeida nunca conseguiu superar Ricardo Teodósio, apesar de manter sempre relativamente perto, mas atrás de si, Ernesto Cunha teve um rali em que a sua maior preocupação foi mesmo tentar entender o Skoda Fabia Rally2 nos troços de asfalto. Porém, a dois troços do fim acaba por perder demasiado tempo (perdeu quatro minutos num gancho) afundando-se na classificação.

Kris Meeke ainda conseguiu chegar ao 7º lugar, superando Ricardo Filipe no Fiesta R5, que ficou na 8ª posição depois de uma prova em que manifestamente não poderia ter feito melhor.

Nas duas rodas motrizes, o mais marcante foi mesmo o despiste muito violento de Hugo Lopes, logo no troço de abertura do segundo dia, que colocou piloto e navegadora no hospital. Lopes até então tinha já uma boa vantagem na liderança da prova, mas com este despiste, foi Gonçalo Henriques que assumiu a primeira posição, tentando fazer maravilhas com o seu Renault Clio Rally5 montado com pneus Kumho.

A verdade é que o rali foi emocionante nas 2RM mesmo até ao derradeiro metro de troço, já que à entrada da Power Stage, estavam três pilotos seprados por 3,1s (Gonçalo Henriques, Guilherme Meireles e Pedro Pereira). Nesse troço, ganho por Rafael Cardeira, foi Gonçalo Henriques a sair por cima, já que obteve a vitória final, após um rali esforçado e difícil. Excelente prova de Guilherme Meireles e Pedro Pereira que terminaram no segundo e terceiro lugares.

Nos Clássicos venceu Luís Mota, enquanto no Campeonato Promo foi Miguel Carvalho a levar a melhor, numa prova que dominou totalmente.

Danny Carreira teve uma vitória esmagadora nos Troféu Renault, enquanto nos Peugeot, o melhor foi mesmo Guilherme Meireles. Por sua vez, no FPAK Junior Team, Afonso Costa também ganhou de forma autoritária.

VENCEDORES DE TROÇOS
Kris Meeke (8), Armindo Araújo (1), José Pedro Fontes (2)

COMANDANTES SUCESSIVOS
Kris Meeke (Pec 1 a 8), Armindo Araújo (Pec 9 a 11)

CLASSIFICAÇÃO FINAL
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soltas1Kris Meeke, depois de ter dominado o Qualifying, decidiu ser o sexto piloto na estrada, quando tudo apontaria para escolher ser ele a sair em primeiro para a estrada. Alguns dizem que foi estratégia do piloto (qual?), outros cometam que foi prepotência e, até, falta de respeito pelos seus adversários, já que poderia passar um atestado de incompetência, provando que mesmo com os troços mais sujos, seria na mesma o mais rápido. E, na realidade, foi mesmo o mais rápido no final do primeiro dia. Certamente que foi competente, como tem sido sempre, mas certamente também que lhe teria ficado bem ser o primeiro na estrada.

Fazer cerca de 150 Km/h de média num troço (neste caso do Qualyfing) parece-nos francamente exagerado. Poderia ter sido interessante, colocar em uma ou duas zonas barreiras de pneus para os pilotos contornarem e dessa forma ajudar a baixar a média e, simultaneamente aumentar o espetáculo.

Mais uma vez a organização colocou (e bem) alguns mecos de pedra nas curvas, evitando que os pilotos cortem determinadas curvas, evitando dessa forma sujar a estrada. Porém, alguns pilotos não ficaram com boas recordações desses mecos, como é o caso de Daniel Nunes e Nelson Trindade, que acabaram por furar e estragar as suas provas.

Em determinados ralis, a atribuição de “joker´s” permite que mais um ou dois pilotos possam ser convidados pelas organizações para participarem no Qualifying. Em Castelo Branco, sem razão aparente, a FPAK proibiu que isso fosse possível. Afinal em que ficamos?

Destaque para a presença muito "notada" de alguns responsáveis de clubes organziadores nesta prova em Castelo Branco. Um deles, Humberto Vairinhos, responsável pelo Rally de Lisboa, garante que se a prova não subir ao CPR em 2025, a mesma não se realizará. O "rebuçado" da Taça de Portugal já não é condição para a prova se realizar, até porque segundo este responsável, nao só a nota que a prova teve (em 2023), como o orçamento que tem para a realizar, está muito acima da maioria das provas do CPR.

A super-especial do Rali de Castelo Branco foi mais uma vez muito interessante e esteve carregada de público. A transmissão pela Bola TV e por streaming, enquanto durou, foi certamente muito interessante, mas mais uma vez esqueceu-se de comunicar que a mesma iria ser transmitida. Não basta transmitir, é preciso anunciá-lo muito previamente para os adeptos estarem avisados.

meekeFOTOS RALI DE CASTELO BRANCO 2024
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POR: RALIS ONLINE

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