CPR

arcskoda13mouraÉ com bastante entusiasmo que Ricardo Moura e Sancho Eiró encaram mais uma participação no Sata Rallye Açores. A correr na sua ilha, numa das provas mais apetecíveis do ERC, o Bicampeão de Portugal vai estrear um novo carro perante um público entusiasta, que não se cansa de apoiar o seu campeão.

Este Skoda Fabia S 2000 também faz a sua estreia em pisos de terra, o que não deixa de ser um desafio extra. Depois de uma longa ligação ao Mitsubishi Lancer Evo IX, esta poderá ser a altura certa para a necessária mudança.

"O Skoda é muito melhor que o Mitsubishi, mas para se tirar partido desses atributos, necessito claramente fazer mais quilómetros. Vou fazer um esforço para não me deixar levar pelo entusiasmo e emoções, pois nesta fase há que ser suficientemente frio, realizando uma evolução step by step. Cometer um erro que coloque em causa o nosso projeto é algo que temos de tentar evitar a todo o custo. É tudo novo, para mim e para toda a equipa, por isso temos de nos entrosar o mais rápido e melhor possível. É com grande motivação e profissionalismo que estamos a encarar este grande desafio", afirmou Ricardo Moura.

Para a ARC Sport este é também um desafio muito importante. A equipa de Aguiar da Beira está determinada para que as coisas possam correr bem logo na prova de estreia do Skoda Fabia S 2000.

"Temos total confiança nas capacidades do Ricardo Moura, que cada vez mais se afirma como um piloto eficaz e completo. A ARC Sport está muito entusiasmada com este projeto, e tudo fará para que a estreia do Skoda seja um sucesso. Estamos confiantes!", concluiu Augusto Ramiro.

O Sata Rallye Açores estará nas estradas da ilha de São Miguel entre 25 e 27 de Abril. A quarta etapa do ERC 2013 conta com 42 concorrentes inscritos e 19 provas especiais de classificação.

porschcarlos13O piloto da equipa CRN, Carlos Oliveira vai disputar as próximas provas do Campeonato de Portugal de Ralis ao volante de um Porsche 911 GT3.

O piloto de Guimarães vai assim deixar de lado o Subaru Impreza WRX com que disputou o Rali Serras de Fafe e o Fafe Rai Sprint, passando assim para os comandos de um carro muito competitivo para o asfalto.

A FPAK alterou-se inclusivamente o regulamento do CPR para que os carros como o que Carlos Oliveira vai tripular passam integrar esta competição na sua totalidade.

testesasafalto13A dupla do Team Vianauto / Galp Fórmula esteve hoje nas estradas de Fafe a preparar já a fase de asfalto do CPR que começará no próximo mês de Maio com o rali de Cidade de Guimarães / Targa Clube.

O Primeiro contacto com o Skoda em asfalto foi muito positivo e mesmo bastante produtivo para que a dupla Minhota se apresente em Guimarães na máxima força.

Realizados cerca de 130km, Pedro Meireles e Mário Castro continuarão a sua adaptação ao Fábia S2000 já no próximo sábado onde marcarão presença no rali de Alfena como carro zero.

Depois na semana que antecede o rali Cidade de Guimarães, realizarão mais uma sessão de testes para afinar o carro a 100% para a prova.

meirelesPedro Meireles e Mário Castro estiveram presentes no rali de Portugal com o intuito de amealhar mais quilómetros ao volante do Skoda Fábia mas infelizmente a dupla do Team Vianauto / Galp Fórmula teve de renunciar ao rali ainda a meio do segundo dia de prova devido á quebra de um braço de suspensão.

Apesar da falta de testes antes da prova Meireles estava "motivado para andar depressa e tentar um bom resultado. Tínhamos a noção de que sem testes e sem um set-up base, muito dificilmente conseguiríamos ter um carro competitivo no início do rali, mas sendo esta uma prova longa e dura tudo poderia acontecer e poderíamos mesmo sair do Algarve com uma vitória para o CPR", e acrescenta ainda que "no primeiro dia não conseguimos acompanhar o andamento do Moura nem do Bruno precisamente por a afinação do carro não ser a ideal. Para complicar ainda mais, nesse dia não havia parques de assistência entre as especiais para que pudéssemos fazer as devidas alterações e então restou-nos terminar o dia, tentando perder o menos possível".

Para o segundo e último dia de prova no que ao CPR dizia respeito, Meireles e Castro esperavam andar bem mais rápido depois de algumas alterações na afinação do Skoda, e "conseguimos fazê-lo. Entramos bem no primeiro troço do dia ainda que o skoda não estivesse com a afinação ideal e beneficiamos do furo do Ricardo Moura para ficarmos na frente dos Portugueses. Tentamos manter o Ricardo atrás de nós mas sem arriscar muito pois queríamos fazê-lo apenas na última secção".

Já com o Skoda perto de uma afinação ideal, Meireles procurava então impor-se a Ricardo Moura na última secção do dia e repetir a vitória de 2011 e 2012 no CPR, mas a meio da especial de Santana da Serra e numa altura em que os tempos intermédios da cronometragem oficial do rali lhe davam já uma significativa vantagem, " partiu o braço de suspensão da roda de trás direita e foi impossível continuar até ao fim. Ficamos tristes por esta desistência mas ao mesmo tempo contentes porque sentimos uma grande evolução e adaptação ao carro durante o rali".

Com a ausência nos Açores, a equipa começará desde já a preparar a fase de asfalto do campeonato onde quer tentar a sua primeira vitória do ano e manter vivas as esperanças da conquista do título absoluto.

magal13Não há palavras para descrever a tristeza de Bruno Magalhães por não ter concluído o Rally de Portugal, a mais importante prova da modalidade disputada no nosso país. Depois de ter assegurado, na vertente competitiva, o primeiro lugar entre os pilotos portugueses - vencendo 10 das 15 especiais do evento - viu todo um trabalho de três dias deitado por terra na ligação que o levava ao pódio. Um perne da roda traseira direita cedeu e não permitiu que chegasse ao último controle da prova.

Um desfecho inglório para o piloto português, que no primeiro dia de prova já se tinha confrontado com problemas de alterador no seu carro que o forçariam a abandonar. Ao abrigo do Super Rally regressou à prova com 10 minutos de penalização e desde então protagonizou um recuperação sem precedentes para terminar os troços cronometrados confortavelmente na frente: "É impossível descrever a tristeza e a frustração. Foi um rali incrível. Andámos sempre nos limites para conseguirmos recuperar o tempo perdido. Foi uma luta constante e uma satisfação quando terminámos o último troço na frente. Mas, o pior estava para vir e quando nos apercebemos do problema, tentámos a todo o custo chegar ao controle final. Fizemos mais de 50 quilómetros de ligação e ficámos a 500 metros do final. Foi um enorme azar", descreveu Bruno Magalhães.

Como balanço da prova fica: "A satisfação de ter ganho o rali nos troços e a insatisfação de o ter perdido de uma forma tão peculiar. Há no entanto que olhar para os aspetos positivos. Tenho de estar contente por ter feito o rali de forma tão competitiva depois de mais de oito meses afastado", concluiu o piloto do Peugeot 207 S2000.

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