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mortag11nseDepois do Centro de Portugal, o Rali de Mortágua é a prova que se segue no Campeonato de Portugal de Ralis de 2011.

Num contexto de crise de apoios e de patrocínios, o Clube Automóvel do Centro, apostou por manter a estrutura do Rali de Mortágua de 2010 para 2011.

Assim, esta prova, que irá para a estrada dias 22 e 23 de Outubro vai contar com nove especiais de classificação, dividas por dois dias de prova.

No primeiro dia, Sábado, a prova contará com uma dupla passagem por Mortágua e Buçaco, para terminar com uma super-especial.

O segundo dia conta com uma dupla passagem por Carapinhal e Espinho, terminando a prova por volta das14 horas.

centropor11novO Rali Centro de Portugal marcará o regresso do Campeonato de Portugal de Ralis aos Continente, depois da passagem desta competição pelas provas insulares.

Tal como tinhamos adiantado, a prova irá apenas disputar-se em um dia, confirmando-se que será uma prova tipo Sprint, que se espera competitiva.

O Centro nevrálgico do Rali Centro de Portugal será na Marinha Grande, mantendo-se nesta estrutura os tradicionais troços do Pinhal de Leiria, embora num esquema novo. A restante parte do percurso deverá ser uma novidade a confirmar em breve pela organização.

ivomad11Dificilmente poderia ter sido melhor a estreia de Ivo Nogueira no emblemático Rali Vinho da Madeira. 

O jovem piloto de 21 anos repetiu o terceiro lugar entre os concorrentes do CPR, tal como na prova de abertura (Rali Torrié), além de ter sido o segundo mais rápido entre os carros de duas rodas motrizes e 16º classificado absoluto num rali cheio de viaturas S2000 e Grupo N de quatro rodas motrizes. Simultaneamente, o piloto do Citroën DS3 R3T demonstrou maturidade e rapidez numa prova exigente com 19 classificativas, alcançando um resultado que o fez subir ao quinto lugar do Campeonato de Portugal de Ralis.

Estreante absoluto no asfalto madeirense, Ivo Nogueira começou por brilhar na Super- Especial de quinta-feira em plena Avenida do Mar, onde terminou no top-10 e à frente de várias máquinas bem mais potentes. Na sexta-feira, o piloto da Maia optou por uma postura inteligente nas primeiras passagens pelos difíceis troços da ilha, não arriscando em demasia num terreno onde tinha pouca experiência. Melhorando sempre os seus registos nas segundas passagens, Nogueira foi estabilizando o seu 16o lugar da geral e segundo entre os Duas Rodas Motrizes (apenas atrás de uma viatura S1600), cumprindo os objectivos iniciais de terminar o rali e acumular experiência valiosa.

"Foi de facto um rali difícil mas muito positivo e onde aprendemos bastante", referiu no final. "As especiais da Madeira são muito técnicas e exigentes, o que torna o conhecimento dos troços fundamental para se atacar com confiança. Fui sempre evoluindo ao longo da prova e penso que consegui bons tempos nas segundas passagens. Apenas tive que levantar o pé na última especial quando os travões da frente tiveram um pequeno incêndio devido à exigência dos troços, com curvas e travagens sucessivas. No final, conseguimos um bom resultado para as contas do CPR", analisou.

Ivo Nogueira também revelou ter ficado "impressionado com a cultura em torno dos ralis na Madeira. Fui abordado por jovens adeptos de sete ou oito anos que pareciam conhecer tudo sobre a prova e os ralis, além de ter visto autênticas multidões em quase todos os troços. Foi inesquecível", comentou.

mouraliderDos nove pilotos que estavam inscritos para pontuar no Rali Vinho Madeira para o Campeonato de Portugal de Ralis, apenas oito estiveram presentes e apenas quatro somaram pontos.

Os 25 pontos da vitória foram para Ricardo Moura, que esteve claramente acima de toda a concorrência. Com o foco na vitória entre os concorrentes do CPR, Ricardo Moura mostra que tem tudo para se sagrar Campeão, mesmo que só tenha mais duas provas para pontuar.

“Foi uma vitória muito importante nesta transição do campeonato para os pisos de asfalto. Quero lembrar que o Pedro Peres foi um grande adversário ao longo de todo o rali, mas a vantagem que conseguimos durante o primeiro dia acabou por ser suficiente para ir gerindo o nosso andamento. Atacámos sempre nos locais certos, tendo as devidas cautelas quando era necessário. Foi uma prova muito disputada.

A ARC Sport esteve sempre à altura dos acontecimentos e o António Costa teve um excelente trabalho durante todo o rali. Esta foi a terceira vitória duma equipa dos Açores numa prova do CPR. Estamos naturalmente muito felizes por contribuir com mais um êxito para os Açores e para os nossos patrocinadores”, declarou, no final, Ricardo Moura.

Pedro Peres não começou bem e só tarde entrou no ritmo da prova... mas já era tarde. O piloto do Porto ainda tentou aproximar-se de Ricardo Moura no segundo dia, mas acabou por ter que se contentar com o 2º lugar.

Ivo Nogueira fez também uma prova excelente, resultando este rali num excelente teste competitivo para o que falta do Nacional. O 3º lugar entre os concorrrentes inscritos no CPR é um bom prémio para o jovem piloto e para o projecto que montou em 2011, embora o Citroen DS3 continue a desiludir um pouco em termos de performances.

Isabel Ramos também aparece inscrita no CPR e faz aqui o quatro lugar. É a melhor piloto de ralis do momento e uma das melhores de sempre a nível nacional, que mostra que sabe conduzir apenas falta uma pouco mais de confiança para acreditar que pode andar mais depressa.

Pedro Meireles teve um rali para esquecer. Desistiu duas vezes na mesma prova (travões e caixa de velocidades) e atrasou-se muito nas contas do CPR.

João Silva não ficou nada agradado com o problema do Subaru que o retirou desta prova, nem o facto de não ter podido regressar em super-rali.

Carlos Oliveira, que nesta prova utilizou um Citroen C2, também desistiu, assim como Eduardo Veiga que saiu de estrada ainda na fase inicial da prova.

Classificação Nacional de Ralis
1º Ricardo Moura 85 (6 provas /4 pontuações)
2º Vitor Lopes 53 (6/3)
3º Vitor Pascoal 45 (6/3)
4º Pedro Peres 33 (6/3)
5º Ivo Noguiera 30 (6/3)
6º Paulo Antunes 26 (6/3)
7º Pedro Meireles 25 (6/3)

finamente11Assim que Bruno Magalhães parou o seu Peugeot 207 S2000 no final do derradeiro troço do Rali Vinho Madeira a primeira palavra que disse foi "alívio", respondendo a uma pergunta de um Jornalista que o questionou sobre o que sentia naquela momento.

Não foi na terceira mas sim na quinta tentativa que Bruno Magalhãs atingiu o lugar mais alto do pódio, pelo que no final o piloto reconhecia que “preferia que o dia de hoje tivesse sido como o de ontem, porque é muito difícil gerir a vantagem numa prova como esta, onde as condições de aderência se alteram constantemente, quando era muito mais interessante, para todos, andar nos limites. É uma vitória muito saborosa e que representa o cumprimento da promessa que tinha feito, a mim e à equipa, de que havia de ganhar na Madeira, o rali de que mais gosto”.

Cuiosas foram as palavras de Paulo Grave que reconhceu ser uma vitória importante para toda a equipa, embora "era melhor que tivesse sido obtida frente aos concorrentes do IRC".

Para Carlos Barros, o director da Peugeot Sport Portugal, “esta é uma vitória que acontece no momento certo e que nos vem moralizar para as provas que ainda temos de efectuar. Tinha dito que além dos adversários, que estavam na lista de inscritos, havia um, o azar, que não estava lá, mas que, desta vez, também, vencemos. O Bruno fez uma prova excelente, pois é mais difícil ter de gerir uma situação como a que se verificou hoje, do que quando de sem de andar ao ataque".

Refira-se que desde 1996, todos os pilotos portugueses que triunfaram na Madeira fizeram-no ao volante de um Peugeot: (2001) Adruzilo Lopes, 206 WRC; (2003) Miguel Campos, 206 WRC; (2004) Vitor Sá, 306 Maxi; (2011) Bruno Magalhães, 207 S2000.

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