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CPR

jaoasilva11balCom metade da temporada do Campeonato de Portugal de Ralis 2L/2RM cumprida, João Silva encontra-se na segunda posição e ainda com todas as possibilidades de chegar ao título nacional desta disciplina, nesta que é a sua primeira temporada no continente.

Depois de quatro anos a disputar o campeonato madeirense, o jovem piloto decidiu dar um importante passo na sua carreira e apostar num campeonato mais variado e igualmente exigente, onde veio a encontrar mais adversários, mantendo o objectivo de continuar a evoluir.

A escolha pelo CPR2 foi a mais natural, embora o desejo tivesse sido correr com um carro mais evoluído na competição insular, o não foi possível: "Actualmente sinto-me capaz de lutar de igual para igual com qualquer piloto do campeonato madeirense, e naturalmente desejei lutar por vitórias à geral ou na produção, mas como não consegui montar um projecto para tal, nem vender o Renault Clio R3, apostei no Campeonato Nacional de Ralis 2L/2RM por ser um passo acertado nesta fase. Assim posso utilizar a mesma viatura, sem condicionar a minha evolução", explica o piloto que sublinha ainda o facto de ter: "Aprendido muito nos vários pisos e ralis por onde vou passando, os adversários são muito competitivos e obrigam-me a andar constantemente no limite. Estou muito satisfeito com esta opção, apesar de ainda sonhar com um título absoluto na Madeira".

Balanço

Com o avançar do campeonato impõe-se um pequeno balanço ao andamento e resultados da equipa pelo próprio João Silva: "O nosso andamento tem estado acima das minhas expectativas. Sabia que podia ser rápido, mas pensava que se ia notar mais o desconhecimento dos ralis e dos pisos de terra. A verdade é que até agora tenho sido o piloto que mais troços venceu no CPR2 e só mesmo alguns azares condicionaram mais vitórias. Se sabia o que sei hoje, nesta altura tínhamos três vitórias e não apenas uma. No Rali Torrié arriscamos sem necessidade, e um problema na coluna de direcção, que ainda nos atormenta, fez-nos sair de estrada. Em Fafe fizemos uma corrida perfeita e em Vila Verde tivemos muito azar. A nível de classificação não estamos onde queríamos, mas está tudo nas nossas mãos e como tal vamos dar o nosso melhor".

João Silva é um piloto nascido em pisos de asfalto, e era natural que os pisos de terra que encontrou já este ano viessem trazer algumas dificuldades, mas a adaptação foi muito boa: "Apesar das diferenças entre pisos, guiar é guiar. Nas poucas provas que fiz em terra, tive o apoio do José Janela e da ARC Sport, e como tal foi tudo mais fácil. Depois do que fizemos no Rali de Portugal e no Rali Serras de Fafe acredito que já consigo ser rápido tanto em asfalto como em terra".

Equipa funciona em pleno

Aliado do piloto nas últimas três épocas tem sido o seu carro, com João Silva a considerar que: "O Renault Clio R3 inicialmente não era o carro mais rápido, nem mais competitivo. Mas nesta altura é tudo isso e muito mais, e o carro continua a ser o mesmo. Fizemos um grande trabalho de afinação, onde tentamos explorar tudo, para podermos adaptá-lo a qualquer tipo de piso e condições meteorológicas e nunca descuramos a fiabilidade do mesmo."

Mas nem só o carro é importante na competição e o piloto madeirense sabe bem disso. Para atingir o sucesso é preciso uma estrutura forte ao seu serviço: "Só o carro não faz a diferença, o conjunto tem que ser perfeito. O José Janela é um grande amigo e professor, e com ele tenho confiança e motivação para dar o meu melhor. A ARC Sport é como a nossa segunda família e dá-nos confiança e garantias de fiabilidade e competitividade. Só não iremos mais longe por falta de apoios financeiros, pois o potencial está cá".

Presença no Rali do Marítimo e Vinho Madeira

Embora não faça parte do seu calendário, João Silva vai regressar às provas madeirenses mais cedo com o intuito de rodar para a prova rainha, pontuável para o CPR: "Com esta pausa até o Rali Vinho da Madeira, vou participar no Rali do Marítimo para manter o ritmo competitivo e testar algumas soluções para o Rali Vinho da Madeira. Tenho saudades de correr em casa e contra os pilotos que me fizeram crescer. Também vai ser uma boa forma de recordar a vitória à geral do ano passado".

Com o regresso ao CPR2 agendado apenas para Setembro, João Silva tem já uma estratégia delineada com vista a chegar ao primeiro lugar da competição e conquistar o seu primeiro título nacional: "Nesta segunda fase do campeonato tenho que manter o ritmo forte e tentar vencer as restantes provas do CPR2, sem facilitar ou cometer erros. Vai exigir muita concentração e empenho da nossa parte, mas nós estamos muito motivados para vencer. Vamos tentar melhorar alguns pormenores no carro, principalmente na velocidade de ponta, que é o nosso maior «handicap»".

Quanto ao futuro, ideias não faltam, mas João Silva sabe que para as concretizar são necessários apoios e isso é o mais complicado de arranjar: "O meu maior sonho é ter patrocinadores para poder continuar a evoluir neste desporto que tanto adoro, mas não tem sido fácil encontrá-los. Até agora devo tudo ao meu pai e à FX Hotelaria (empresa familiar), porque directamente ou indirectamente todos os apoios vêm daí".

netobal11Paulo Neto montou um projecto totalmente novo para 2011, apostando no novo Citroen DS3 R3, estando para já satisfeito com os resultados alcançado, na primeira afse do Campeonato de Portugal de Ralis.

Qual o balanço da primeira fase da temporada?
A meio da época estamos em 4º lugar com os mesmos pontos do terceiro, o meu amigo e colega de equipa Ivo Nogueira. No principio do campeonato tinha em mente um lugar no pódio e tendo em conta a qualidade de andamento dos colegas que estão nos lugares da frente, posso dizer que estou satisfeito com a primeira metade do campeonato. Para melhorar este lugar tínhamos que ter mais verba para conseguirmos testar mais o carro para, melhorarmos as afinações e para que eu próprio conseguir tirar mais proveito do potencial do carro, o que me parece que ainda estou muito longe de conseguir.

Quais foram os melhores e piores momentos?
O pior momento no CPR2 foi o furo em Fafe, que por 5 centímetros, toca-se num pontão e deitamos tudo a perder. Neste momento custou-nos o 3º lugar. Mas mau momento foi também desistir no 2º dia do Rali de Portugal também por alguns centímetros de água a mais na ribeira. Quer dizer que o "problema" dos ralis são os centímetros, umas vezes a mais outras vezes a menos. Aqui com este incidente perdemos o 1º lugar do GR A e 3º do CPR o que foi uma pena.
Bons momentos foram todos os que consegui não estragar nada e o último Rali de Vila Verde que acabamos em 3º, mas não é pelo resultado mas sim por me ter sentido mais à vontade com o carro em asfalto.

Que perspectiva e qual vai ser a estratégia para a segunda fase da temporada?
Não posso ir em Maximum Atack, portanto, gostava de acabar no pódio e então sei que para isso tenho que acabar Ralis e esperar por alguma sorte também. Estamos a tentar fazer um teste mais a sério antes do Rali do Centro
para que possamos estar mais à vontade com o carro.

Qual é a vossa opinião sobre o momento actual dos ralis em Portugal?
Esta parece ser a pergunta mais complicada no momento, aqui havia algumas (muitas) coisas para dizer, mas quem sou eu para falar se só ando cá há três anos. Agora que é uma pena ver os ralis, que chegou a ser considerado não há muito tempo, o desporto mais querido pelos portugueses a seguir ao futebol, ser tratado assim. Mete dó.
Fala-se na crise e é verdade que uma parte do problema é devido à crise. Mas o principal é a falta de promoção, eu sei que os organizadores também se debatem com dificuldades mas coisas que se podem fazer sem dinheiro. As
listas de inscritos não podem sair 24 horas antes das provas, depois dizemos que alguma imprensa escrita não fala dos Ralis quando essa imprensa até faz um destacável "RALLY NEWS" e depois nem a lista de inscritos pode sair. Como
é que é possível os pilotos gastarem 100.000 Euros num carro, 7.000 a 10.000 Euros por prova e nem uma lista de inscritos sai como o regulamento diz.
Vou dar um exemplo: Uma prova este ano em que um dos nossos parceiros tem a fábrica a quatro quilómetros do centro da prova e três dias antes da prova não sabia que havia rali. Como é que é possível, pois não havia nem sequer um placar aliás nem havia regulamento ainda disponível.
Onde é que está um promotor para o campeonato, que faça a interligação entre os pilotos e a comunicação social, que vá falar com as televisões, apresentar ideias, falar com as rádios. Um site do CPR, coisa difícil, existem muitas pessoas que eu tenho a certeza que até faziam esse trabalho com reduzido investimento.
Nós os pilotos também devíamos fazer um pouco mais e sermos mais exigentes porque isto está a ser mau de mais. O pior é que não é só os Ralis é o país.
Bem já desabafei um bocadinho. Este é o desporto que eu mais gosto e o que nos vai safando é termos muitos adeptos e organizadores que não desistem facilmente.
Bons Ralis.

ivobal11Jovem, aguerrido e frontal nas suas opiniões. Ivo Nogueira é um dos jovens valores do nosso automobilismo e tem provado isso, apesar de nem tudo ter sido fácil nestes primeiros ralis ao volante do novo DS3.

Qual o balanço da primeira fase da temporada?
Penso que não é totalmente positivo, apesar dos dois pódios no Torrié e Fafe. No início do ano, subestimei um pouco a adaptação necessária ao Citroën DS3, um carro novo, que está numa fase de desenvolvimento inicial e que é bastante diferente do que tinha guiado até aqui (motor turbo, electrónica, suspensões, afinações, etc.). Eu próprio tenho de melhorar em vários aspectos e para isso há que fazer mais quilómetros com o carro para ganhar confiança e sermos mais competitivos. Penso que a forma como trabalhámos e abordámos o Rali de Vila Verde é o caminho a seguir. Foi pena a desistência porque tornou mais difícil a luta pelo primeiro lugar. Já não dependemos só de nós mas vamos continuar a lutar até ao fim.

Quais foram os melhores e piores momentos?
O melhor momento foi o 3º lugar à geral no Rali Torrié. Além de ter sido um resultado positivo, foi o culminar de uma pré-época com muito trabalho, desde a construção e preparação do carro (só concluída dias antes), de procura de patrocinadores (sempre difícil nesta conjuntura), de elaboração de um plano de comunicação, etc. Acho que nesses meses que antecederam o Torrié tive a primeira amostra do quão difícil é ser um piloto profissional em Portugal. É algo a que qualquer jovem piloto aspira mas muitas vezes não percebem o quão difícil é, sobretudo quando temos apenas um pequeno grupo de pessoas a ajudar-nos.

O pior momento foi o toque na Super-especial do Rali de Portugal, que me prejudicou imenso. Atrasei-me logo aí e depois fui obrigado a desistir no dia seguinte. Tinha decidido encarar o rali como uma aprendizagem, sem pressões, e ir evoluindo ao longo da prova, foi de facto uma lição valiosa.

Que perspectivas e qual vai ser a estratégia para a segunda fase da temporada?
Primeiro de tudo, queremos fazer muitos quilómetros com o carro para encararmos as provas de maneira diferente. Antes de pensar em resultados, quero trabalhar muito e sentir maior confiança no DS3. Quando atingir esse ponto, acho que poderei lutar pela vitória num dos três ralis que faltam. É preciso ver que o CPR2 tem três pilotos com carros e experiências diferentes, mas que, na prática, têm andamentos parecidos. Nunca é fácil vencer uma prova, mas esse é o nosso objectivo até ao final do ano.

Qual é a vossa opinião sobre o momento actual dos ralis em Portugal?
É um momento muito complicado... Eu tenho apenas 21 anos, se calhar não sou a pessoa mais habilitada para comparar o presente com o passado. Mas para os pilotos o panorama não pode ser atractivo. Falta uma estratégia por parte dos responsáveis deste desporto, faltam ideias novas para inverter a situação. A crise económica é usada demasiadas vezes como desculpa para a falta de ideias.

Também os próprios pilotos têm de perceber que os ralis mudaram com a própria sociedade da informação. Têm de trabalhar muito no carro, é claro, mas também têm de ser cada vez mais profissionais e dedicados, têm de estar atentos à questão da imagem e da comunicação, têm de justificar o investimento de quem os apoia, principalmente num mercado pequeno como Portugal. Ao contrário dos circuitos, os ralis não têm falta de espectadores. Temos mostrar isso mesmo aos patrocinadores, temos de provar que os ralis continuam a ser um investimento com retorno enorme. Mas claro que para isso precisamos de uma boa plataforma, precisamos de um campeonato credível, organizado, adaptado à realidade e que atraia participantes – e isso compete a quem dirige este desporto.

mesquita11Hugo Mesquita lançou-se em 2011 num projecto no Nacional de Ralis. Este que é o seu primeiro ano completa de ralis, o piloto Açoriano diz que tem evoluído, contano para isso com um navegador experiente e uma equipa de topo.

Qual o balanço da primeira fase da temporada?
Um Balanço muito positivo, visto que é o primeiro ano, apesar de ter estado 10 anos a competir no mundo da velocidade, o mundo do rallye é muito diferente. Ainda tenho muito que aprender, mas o nosso objetivo é a evoluçao! E é isto que temos vindo a fazer, o que me deixa bastante contente e à equipe também.

Quais foram os melhores e piores momentos?
Melhores momentos e sem dúvida prova a prova ver a minha evolução, principalmente no rallye de Fafe que foi a primeira vez que andei sobre terra e que no segundo dia já estava a fazer tempos interessantes para a minha estreia, claro que nunca pensando em resultados.
Piores momentos, acho que ainda nao estive a par de nenhum, visto que não estou a procura de qualquer medalha. é claro que houve algumas penalizaçoes que levei, se tivesse à luta por qualuqer lugar, seria um pouco mau.

Que perspectiva e qual vai ser a estratégia para a segunda fase da temporada?
Irá ser igual ao da primeira fase, Continuando com a minha evoluçao, aprender o máximo que puder, aumentando o ritmo de andamento mas sem exageros.

Qual é a vossa opinião sobre o momento actual dos ralis em Portugal?
Sei que o País está a passar uma fase menos boa a nivel económico e isso reflete se também nos rallyes, a lista de inscritos é a prova disso, mas o espetáculo continua a ser o mesmo, com o público sempre presente e a disfrutarem ao máximo.

soltas111vilaverdeO carro nº20, um Renault Clio, pilotado por Vitor Ramos não passou despercebido nesta prova. Na traseira do Renault Clio, em vez de publicidade, surgia um autocolante alusivo a um partido político e ao seu candidato para Primeiro Ministro

A chuva que caiu na 6ª especial de classificação, não só causou alguns calafrios a pilotos, espectadores, fotógrafos e acompanhantes como também acabou por fazer as delícias dos que assistiram à prova nesse troço. Pneus slicks para seco, já gastos em piso molhado foram ingredientes para muitos piões e algum espectáculo adicional.

A FPAK aprovou os regulamentos do Rali Vila Verde como lhe competia. Contudo, não se compreendem algumas situações nesses mesmos regulamentos. O Regional Norte em vez de disputar as seis (ou sete, se incluir a super especial) classificativas seguidas (tal como aconteceu como os regionais no Torrié e no Serras de fafe), disputou as três primeiras classificativas de cada dia.

A primeira secção tinha seis classificativas seguidas, sem direito a paragem no parque de assistência, existindo apenas um reagrupamento sem reabastecimento. Conclusão, alguns carros não conseguiam fazer essa secção sem reabastecer, mas nada foi feito para alterar essa situação.