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anuario2020

CPR

filipemadureiraEm 2021, Filipe Madureira volta à ação nos ralis nacionais com a presença confirmada no Campeonato Portugal Clássicos de Ralis (CPCR). Um ano muito especial em que o piloto assinala 25 anos de uma carreira ao mais alto nível, num percurso pautado pelos ralis enquanto palco de eleição.

"Parece que tudo começou ontem, mas de facto o tempo voa e já passaram mais de duas décadas. São já muitas corridas, muitos carros diferentes, mas sobretudo uma enorme paixão por este desporto, em que fiz muitas amizades que ainda hoje perduram, e uma grande gratidão a todos os que ao longo destes anos me têm sempre apoiado e tornaram possível este percurso, em particular a minha família, os meus patrocinadores e também as várias equipas em que estive inserido", recorda o piloto.

Para esta época o foco é o CPCR, num calendário de cinco ralis, em que irá alinhar ao volante do seu Ford Sierra Cosworth. "Ao meu lado estará o Emanuel Gonçalves, meu navegador e amigo que há muito me acompanha, e a equipa será novamente a Peres Competições, uma estrutura que sempre nos recebeu muito bem e com quem é um prazer trabalhar. O objetivo é apresentar-me bem em cada prova e, acima de tudo, desfrutar de cada troço e proporcionar um bom espetáculo ao público. Os ralis são uma festa das corridas e este ano têm um sabor ainda mais especial para nós. Por isso, e dentro das possibilidades, contamos também ter algumas iniciativas ao longo do ano, justamente para assinalar a nossa efeméride. A motivação está em alta, que venham os ralis!"

O CPCR tem início em maio, dias 28 a 30, com o Rali da Bairrada, seguindo-se o Rali de Castelo Branco (18-20 de junho) e o Rally Fafe Montelongo (2-4 de julho). Após a pausa veranil, as provas regressam com o Rali Alto Tâmega (3-5 de setembro), com o calendário a terminar com o Rallye Vidreiro Centro de Portugal – Marinha Grande (8-10 de outubro).

fpak(Comunicado FPAK) A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting celebrou um novo acordo de cedência de direitos de imagem com a produtora de televisão GMK Produções, que irá assumir a divulgação televisiva do Campeonato de Portugal de Ralis, Campeonato de Portugal de Todo-o-terreno e Campeonato de Portugal de Karting KIA.

A GMK, a atuar no mercado desde 2002, tem grande experiência na produção televisiva de desporto, com sucessos comprovados nas diversas áreas de atuação, pelo que a FPAK entendeu ter chegado a altura de mudar o rumo televisivo dos seus campeonatos, tornando-os mais apetecíveis para os telespectadores e procurando dar um cunho mais moderno à forma de abordar a modalidade.

Ciente de que todas as mudanças são difíceis, Ni Amorim, Presidente da FPAK, maturou durante algum tempo esta possibilidade, consultou o mercado e acabou por concluir que a GMK seria a melhor solução para esta nova era: "As mudanças muitas vezes são necessárias. Dando ouvidos aos intervenientes no nosso desporto, decidimos encontrar um parceiro de televisão que se ajustasse mais aos interesses da nossa modalidade. Depois de várias reuniões, entendemos que a GMK reunia as condições e ambições necessárias para dar uma visão diferente do desporto motorizado. Para a FPAK, mais importante do que o retorno mediático que advém da exposição televisiva, é a perceção que o telespectador tem dos nossos conteúdos. E queremos que daqui para a frente seja diferenciador", disse.

Para Manuel Agrellos, responsável pela GMK este desafio: "Vem ao encontro da nossa ambição, que é continuar a crescer como um 'player' de relevo na produção de conteúdos em geral e na área do desporto em particular. Estamos cientes da responsabilidade deste desafio, para o qual iremos responder com experiência, empenho e criatividade num mercado em grande transformação e onde a diferenciação é decisiva. O desporto automóvel em Portugal vai continuar a crescer e merece cada vez mais atenção e melhores conteúdos".

calendario20211A FPAK já divulgou o calendário do Campeonato de Portugal de Ralis de 2021 e, tal como já era comentado, Açores e Algarve não constam do mesmo.

O calendário surge com 8 provas, com ralis de terra (4) e asfalto (4) a surgirem de forma alternada.

 

pontuacoesApesar de ainda não haver regulamentos desportivos do Campeonato de Portugal de Ralis, a FPAK já deu a conhecer as Prescrições Gerais de Automobilismo para 2021, onde se inclui alterações diversas, sobretudo ao nível das pontuações.

Assim, de acordo com as Prescrições Gerais de Automobilismo e Karting, a atribuição de pontos à geral / grupo / categoria / classe, em todas as competições de campeonatos, taças, troféus, desafios, séries ou critérios, será feita da seguinte maneira:

1º classificado - 25 pontos
2º classificado – 20 pontos
3º classificado – 17 pontos
4º classificado – 14 pontos
5º classificado – 12 pontos
6º classificado – 10 pontos
7º classificado – 8 pontos
8º classificado – 6 pontos
9º classificado – 4 pontos
10º classificado – 2 pontos
11º classificado e seguintes – 1 ponto

Em termos de pontuações extra, os pilotos poderão obter mais 3 pontos, 2 pontos ou 1 ponto se ficarem classificado num dos três primeiros lugares da Power Stage. Não existirá pontuações por troços ganhos.

A Power Stage apenas conta para o Campeonato de Portugal de Ralis, todos os restantes campeonatos (Açores, Madeira e Regionais) não terão esta pontuação extra.

Um concorrente ao participar em Rali 2, não pontua para o campeonato, independentemente da classificação final, mas poderá somar os pontos da Power Stage.

 

inverno(COMUNICADO RENAULT)

O desporto automóvel está mais pobre com a partida do piloto Inverno Amaral, cuja carreira ficou intimamente ligada à Renault. Inverno Amaral sagrou-se Campeão Nacional de Ralis em 1987, contribuindo, também, nesse ano, para a conquista do título de Marcas por parte da Renault. Por isso e por tudo o que fez no tempo em que deu vida à saudosa equipa "Renault Galp", tornou-se um nome incontornável na história desportiva da Renault, em Portugal. O piloto algarvio partiu hoje, mas vai deixar saudades... Hora de relembrar o talentoso piloto algarvio...

José Inverno Amaral deixou o seu nome gravado na história do automobilismo nacional, mas também na história da competição da Renault, cujo uma parte do sucesso, na segunda parte da década de 80, muito a ele também se deve.
Com uma carreira desportiva verdadeiramente eclética, que passou por disciplinas tão diferentes como o Popcross (onde foi campeão em 1980), a Velocidade e o Todo-o-Terreno, o piloto algarvio encontrou, nos ralis, a forma mais natural de expressar o seu talento e rapidez ao volante, alcançando nessa disciplina os melhores resultados desportivos e contribuindo para que a Renault brilhasse ao mais alto nível.

Dando nas vistas no Troféu Citroën Visa de Ralis (que venceu em 1983), Inverno Amaral entrou, definitivamente, no radar da equipa Renault Galp, em 1986, depois de dar nas vistas e de alcançar resultados de destaque com um "limitado" Renault 11 Turbo de Grupo N nas provas do Campeonato Nacional de Ralis, onde chegou a conquistar um expressivo quarto lugar no "Rally Lois Algarve", perante máquinas muito mais potentes.

Com os ralis a atravessarem uma fase de mudança, devido à interdição dos célebres "Grupo B", e a equipa Renault Galp a direcionar, em 1987, a sua aposta para os competitivos Renault 11 Turbo de "Grupo A", Inverno Amaral foi chamado à formação oficial da então Renault Portuguesa, com um ambicioso objetivo: dar sequência ao sucesso da equipa nos anos anteriores, onde a dupla Joaquim Moutinho/Edgar Fortes, ao volante do Renault 5 Turbo, tinha conquistado dois títulos nacionais!

Campeão Nacional de Ralis com um Renault 11 Turbo

E não demorou muito até que o combativo piloto cumprisse o desígnio dos responsáveis da equipa! No ano de estreia do Renault 11 Turbo de "Grupo A" da equipa oficial Renault Galp, Inverno Amaral, acompanhado pelo navegador Joaquim Neto, somou cinco triunfos (Rali das Camélias, Rali da Figueira da Foz, Rali S. Miguel/Açores, Rali da Madeira - melhor português – e Rali do Algarve), conquistando o título de Campeão Nacional de Ralis e ajudando a Renault a vencer o título de Marcas, para o qual também contribuiu, nesse ano, a outra dupla da equipa, constituída por Manuel Mello Breyner e Alfredo Lavrador.

Renovada a aposta em 1988, Inverno Amaral voltou a sobressair no seio da equipa Renault Galp. Contudo, duas vitórias (Rali das Camélias e melhor português no Rali de Portugal) e mais dois segundos lugares (Rali do Porto, Rali S. Miguel e Rali do Algarve) não foram suficientes para que conseguisse renovar o título. Um ano em que os regulamentos do Campeonato Nacional de Ralis mudaram, obrigando o Renault 11 Turbo a sofrer uma ligeira redução de potência (de cerca de 200-210 cavalos, passou a ter 185-190 cavalos) e, sobretudo, a conviver com máquinas de quatro rodas motrizes, mais competitivas no terreno. Ainda assim, em 1988, a Renault conquistou o vice-campeonato de Marcas, fruto das boas prestações de Inverno Amaral e também da dupla Bento Amaral e Rui Bevilacqua, entretanto, chegada à equipa.

Um ano depois, no seu terceiro ano com a equipa Renault Galp, e numa altura em que a crescente evolução e maior competitividade dos modelos de tração integral era já incontornável, voltou a conseguir extrair o máximo partido do Renault 11 Turbo (já Phase II), mas apesar das suas constantes demonstrações de talento não logrou repetir mais o título alcançado em 1987. Ainda assim, deixou gravado no palmarés da equipa (no ano em que dela se despediu e em que ela também terminou) um triunfo no Rali da Figueira da Foz e quatro pódios (Rali Sopete, Volta a Portugal, Rali Alto Tâmega e Rali S. Miguel/Açores), que lhe valeram a conquista do terceiro lugar do Campeonato Nacional de Ralis, a mesma classificação alcançada pela Renault no Campeonato de Marcas.

Memórias que o tempo, por certo, não apaga, como, certamente, preservará a lembrança do talentoso e competitivo piloto, para quem os resultados eram sempre mais importantes que o mediatismo.
Obrigado e até sempre Inverno!