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ERC

fafe2022ercMuito embora ainda seja prematuro falar do futuro do Rally Serras de Fafe-Felgueiras-Cabreira e Boticas enquanto prova do Campeonato da Europa (FIA ERC), como fez questão de sublinhar Carlos Cruz, presidente do Demoporto (Clube de Desportos Motorizados do Porto), organizador do mesmo, a verdade é que reina otimismo em relação aos anos que se seguem.

"Estamos felizes e satisfeitos pela forma como esta edição do rali decorreu, apesar de todas as adversidades resultantes das difíceis condições climatéricas que se fizeram sentir no sábado. Claro que preferíamos, como toda a gente, uma prova com sol, mas de um modo geral não surgiram problemas de maior. Por questões de segurança, porque para nós ela é sempre prioritária, tivemos que cancelar duas classificativas e, atendendo ao estado dos pisos, foi necessário um esforço suplementar para conseguirmos ambulâncias 4x4, o que não é fácil. Este dia de domingo, com a melhoria das condições meteorológicas, já foi mais tranquilo, pelo que o balanço é muito positivo", referiu aquele responsável.
O contrato de três anos com o promotor do FIA ERC – em que o Eurosport Events, em 2020 e 2021, deu lugar à WRC Promotor – terminou agora, mas Carlos Cruz acredita na possibilidade de ser possível manter este Rally Serras de Fafe-Felgueiras-Cabreira e Boticas no calendário do Europeu.

"Foi um orgulho, ao longo destes três anos e com o imprescindível apoio das autarquias da região, organizar este rali integrado no Europeu, sendo que nas duas primeiras edições o forte impacto da pandemia obrigou-nos a um esforço redobrado e creio, neste momento, ter razões para estarmos confiantes em relação ao futuro. O novo promotor ainda não fez qualquer proposta para os anos vindouros e vamos aguardar o que tem para nos dizer".

Por último, o presidente do Demoporto não deixou de realçar:
"Cumpre-me, mais uma vez, agradecer o esforço e empenho da Câmara de Fafe, assim como das suas homólogas de Felgueiras, Boticas, Vieira do Minho e de Cabeceiras de Basto, sem as quais o rali não teria o sucesso e a projeção que alcançou, tanto a nível nacional como internacional. Um agradecimento especial, também, aos bombeiros de Fafe, na pessoa do seu presidente, determinantes para podermos dispor de ambulâncias 4X4".

rpirelliA Pirelli começou o Campeonato Europeu de Ralis da melhor maneira possível, com a vitória da dupla espanhola composta por Nil Solans e Marc Marti, com um Volkswagen Polo GTI R5. Georg Linnamae e James Morgan, com um carro semelhante, foram terceiros, colocando dois carros equipados com pneus Pirelli no pódio.

Solans assumiu a liderança nas etapas iniciais de sábado, disputadas em condições lamacentas. O piloto teve a ajuda dos pneus Pirelli Scorpion KM6, que contam com uma banda de rodagem especial para otimizar a expulsão da lama e da água. Como resultado, o carro ofereceu uma boa estabilidade e controlo, mesmo perante condições extremas.

A equipa espanhola conseguiu manter a liderança durante as oito etapas de domingo, que decorreram em estradas de gravilha, normalmente arenosas, mas que, desta vez, se apresentavam lamacentas devido à chuva. Os pilotos equipados pela Pirelli recorreram aos pneus Scorpion KM6 na primeira etapa, antes de passarem para o Scorpion K8, que foi desenvolvido especificamente para lidar com este tipo de condições.

Terenzio Testoni, responsável Pirelli pelas atividades de rali, deixou as seguintes palavras: "Estamos muito satisfeitos com o desempenho das duas versões do nosso Scorpion nestes traçados de gravilha em Portugal, alguns dos quais fazem parte do WRC. O dia crucial foi sábado, com os pneus KM6 a permitirem que os dois Volkswagen pilotados por Solans e Linnamae conquistassem uma vantagem considerável sobre os seus perseguidores. Por seu turno, os KM8 permitiram a gestão dessa vantagem ao longo do dia seguinte. Estivemos sempre confiantes no desempenho destes pneus para Portugal, uma vez que foram os únicos compostos que trouxemos."

nilO segundo dia do Rali Serras de Fafe, já livre das contas do CPR, foi totalmente dedicada ao Europeu, mas foi uma etapa muito condicionada pelo que se passou no primeiro dia. Já com os troços em melhor estado, pois praticamente não choveu neste segundo dia, a vantagem que Nil Solans conquistou no primeiro dia permitiu-lhe gerir o primeiro lugar da forma que entendeu. A verdade é que o espanhol, ao volante de um "desatualizado" Volkswagen Polo GTi R5, fez um rali soberbo e nem sequer estava entre os candidatos à vitória, mas teve todo o mérito na forma com a conquista.

Apesar de já estar inscrito nos Açores, Nil Solans ainda não sabe se marcará presença na segunda prova portuguesa do europeu por causa da falta de patrocínios. Sem dúvida que depois da exibição em Fafe bem merecia defender a sua posição no europeu nos Açores.

Armindo Araújo teve de facto um fim-de-semana quase de sonho. Foi não só o melhor no CPR, como foi o melhor português do ERC e ainda por cima com um brilhante segundo lugar à geral, obtido no derradeiro troço, superando o estónio Georg Linnmae, num outro Volkswagen Polo GTi.

O letão Martins Sesks pode ter passado despercebido neste rali, mas foi uma das figuras principais da prova. Não só venceu a nova categoria ERC Open, mas foi a sua forma de conduzir que mais surpreendeu (um verdadeiro regalo). Ao volante de um Skoda Fabia Rally2-Kit (da mesma categoria dos Suzuki Swift Rally S e do Daco Sandero de Gil Antunes), Martins Sesks foi o sétimo classificado da geral, em termos absolutos, ficando à frente de José Pedro Fontes, Ricardo Teodósio e Pedro Almeida.

Agora sobe gestão da mesma equipa do WRC, o ERC teve uma cobertura medidática "online" enorme, permitindo acompanhar a prova a par e passo como nunca aconteceu em provas do europeu. A forma como o ERC se está a estruturar mais parece um mini-mundial.

ernesTalvez tenha sido uma das edições mais difíceis e complicadas de gerir do Rali Serras de Fafe. Muita chuva, muita água nos troços, muito nevoeiro e muitos pilotos a queixarem-se de que nunca tinham visto uma prova assim. Estas condições levantar a dois troços cancelados por razões de segurança, e a uma neutralização. Desta forma, a grande maioria dos pilotos apenas realizou seis especiais de classificação.

Apesar das difíceis condições atmosféricas nem por isso houve muitas desistências entre os concorrentes do CPR e do CPR 2RM. Aliás, nas duas rodas motrizes, dos nove à partida estavam nove à chegada, com a vitória a pertencer a Ernesto Cunha, com o seu Peugeot 208 Rally4, iniciando assim da melhor forma o ano de 2022.

Nas contas da Peugeot Rally Cup Ibérica, que também já se fizeram com o encerramento do primeiro dia, a vitória foi para o repetente Óscar Palomo que venceu com mais de 3m38s para Ernesto Cunha e com Ricardo Sousa a mais de 4m08s a ficarem no segundo e terceiro lugares, respetivamente.

Pedro Antunes regressou à Peugeot Rally Cup mas a malapata de 2021 ainda não desapareceu. Quando era segundo neste troféu, uma saída de estrada deixou o piloto sem hipóteses de lutar pela vitória.

José Pedro Fontes não escondeu que a sua prestação nesta prova ficou muito condicionado pelo desempenho menos positivo no Qualifying, dizendo que "as coisas não nos correram bem no 'qualifying' e a verdade é que parte relevante da nossa exibição de hoje se deve a este detalhe". Na segunda especial teve também uma aparatosa saída de estrada, mas felizmente deu para continuar e somar os pontos do quarto lugar".

Rúben Rodrigues, o campeão do Açores, veio ao Serras de Fafe e estava a fazer uma boa exibição. Quando era 10º classificado, no derradeiro troço não evitou uma saída de estrada por causa de uma pedra e teve que desistir. Mas ficaram alguns bons registos.

Ricardo Filipe, inscritos no CPR partia para os troços nos últimos lugares tendo desistido com um problema no radiador no seu Fiesta R5. A dificuldade de evoluir neste troços, andando apenas pelos regos, fez com que o piloto não desse continuidade à sua prova.