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zepalTerminou esta tarde em Chaves a edição de 2020 do Rali do Alto Tâmega, quarta prova do Campeonato de Portugal de Ralis 2020, que marcou um regresso dos ralis continentais e, de novo, em pisos de asfalto. Para o Citroën Vodafone Team o resultado final não foi o ambicionado. Depois de terem lutado, do princípio ao fim, pelo pódio, José Pedro Fontes e Inês Ponte colocaram o Citroën C3 R5 no quarto lugar final.

Após um percalço no "qualifying", que acabou por condicionar performance da equipa durante toda a primeira etapa, o piloto portuense aplicou-se a fundo neste segundo dia de rali para tentar encurtar o fosso para o comandante da prova. Porém, este esforço acabou por não surtir efeito, sendo certo que o quarto lugar final não reflete de modo algum a performance rubricada ao longo deste exigente rali. Um pião na penúltima especial (Chaves/Boticas 2) teve um custo direto de quase três dezenas de segundos na classificação...

No final, José Pedro Fontes esclarecia que "estávamos a tentar recuperar, mas nas condições em que o rali se disputou e ao nível a que andamos, uma falha, por mínima que seja, representa uma fatura pesada e que nós pagámos de imediato. Sei que tínhamos condições para lutar pela vitória, algo que se complicou ainda na manhã de ontem e que influenciou todo o nosso rali. Este não é o resultado final que pretendíamos, mas a verdade é que foi uma prova cheia de percalços, em que andámos sempre a correr atrás do prejuízo. Ainda assim, não baixamos os braços, temos mais ralis pela frente e há muitos pontos em disputa. Agora há que trabalhar a pensar no Rali Vidreiro, novamente em asfalto, onde o nosso foco volta a estar na vitória.

O Campeonato de Portugal de Ralis prossegue nos dias 9 e 10 de outubro, na região da Marinha Grande, com o Rali Vidreiro/Centro de Portugal.

CLASSIFICAÇÃO FINAL:
1º Bruno Magalhães/Carlos Magalhães (Hyundai), a 54m55,3s
2º Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda), a 11,2s
3º Ricardo Teodósio/José Teixeira (Skoda), a 34,0s
4º José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroën C3 R5), a 48,9s
5º Pedro Meireles/Mário Castro (VW), a 57,3s

pedrovenceA dupla portuguesa Pedro Antunes / Pedro Alves impôs-se no Rali do Alto Tâmega, primeira prova da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2020, realizada entre ontem e hoje na região de Chaves, iniciativa em que se registou a estreia do novo e competitivo Peugeot 208 Rally 4, a nova máquina desenvolvida pela Peugeot Sport para a vertente de competição cliente e que passa a servir de base à copa ibérica de ralis.

Contabilizados os tempos das especiais e após várias lutas ao segundo pelos lugares de topo, muitas trocas de líderes e percalços para alguns dos pretendentes à vitória, esta ficou para dupla do 208 Rally 4 nº 27, após impor-se por 19,4 segundos a Óscar Palomo / José Pintor e por 25,6 segundos a Sergí Francoli / María Salvo, as duplas que ocuparam os lugares do pódio da prova flaviense.

Demonstrativo do potencial competitivo do novo 208 Rally 4 é o facto de a dupla portuguesa, para além da vitória na copa, ter alcançado um fantástico 7º lugar em termos de classificação geral da prova flaviense.
O próximo encontro desta competição coorganizada pela Peugeot Portugal e Peugeot Espanha está agendado para o segundo fim de semana de setembro, no Rally Princesa de Asturias.

Pedro Antunes e Pedro Alves assumiram-se hoje como os primeiros vencedores da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2020, impondo-se, com bastante autoridade, no Rali do Alto Tâmega, primeira prova da Temporada 3 da copa ibérica. Num rali onde 16 novos Peugeot 208 Rally 4 se apresentaram à partida, foram eles os mais lestos a cumprirem as 5 Especiais efetivamente corridas (pouco mais de 82 km cronometradas, dos 101 inicialmente previstos).

Após um conjunto de lutas intensas pelos melhores lugares, os restantes degraus do pódio ficaram para as duplas espanholas Óscar Palomo / José Pinto, no 2º lugar, e Sergí Francoli / Maria Salvo, no 3º, terminando respetivamente a 19,4 e 25,6 segundos do vencedor.

No final, Pedro Antunes referiu: "Foi um rali muito intenso e difícil, pelo que esta vitória tem um sabor ainda mais especial, pois marca a estreia da nova temporada da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA e ser o primeiro a consegui-lo é sempre especial. Quanto ao rali, depois de um primeiro dia encurtado, hoje começámos por ter a pressão do 'Pep' Bassas, mas dado que logo depois ele desistiu, ficámos um pouco mais à vontade. Ainda assim não pudemos facilitar, pois os nossos restantes adversários mais diretos não estavam longe e qualquer percalço poderia significar tempo valioso perdido. Mas penso que eu e o Pedro alcançámos um fantástico resultado, na copa e também na geral, onde alcançámos um lugar de relevo. Segue-se, em setembro, o Princesa das Astúrias, prova que não conheço e de que ainda não há muita informação".
No seu caminho para a primeira vitória do ano, a Pedro Antunes e Pedro Alves venceram 2 Especiais (ES4 e ES5), de entre os 5 troços disputados, dos 6 inicialmente definidos neste Rali do Alto Tâmega (recorde-se que a ES2 foi neutralizada sem que nenhum dos Peugeot 208 Rally 4 a tenha podido completar). Os restantes melhores tempos: ficaram para Óscar Palomo / José Pintor (ES1), Josep Bassas / Axel Coronado (ES3) e Alejandro Cachon / Alejandro Lopez (ES6).
Em termos de pontuações alcançadas nesta prova, Pedro Antunes soma a fatia maior entre os Pilotos, conquistando os 25 pontos da vitória e o proporcional de 5 pontos dos 2 troços em que registou o melhor tempo, o mesmo se passando com Pedro Alves na vertente dos Navegadores.
Óscar Palomo conquistou o primeiro troféu da Junior Cup da época, enquanto nas Equipas a vitória e respectiva pontuação maior ficou para a PT Racing, que para além dos pontos da vitória, soma os do 7º lugar da sua segunda equipa, composta por Ruben Rodrigues / Estevão Rodrigues.

Mudanças constantes de líderes na parte da manhã do segundo dia
Tendo saído esta manhã do Parque Fechado, em Chaves, com uma magra vantagem de 1,4 segundos sobre os seus mais diretos adversários, garantida na única especial corrida no dia de ontem (sábado), os espanhóis Óscar Palomo / José Pintor viram essa diferença esfumar-se no primeiro troço do dia – os 19,4 km de Chaves / Boticas, não indo além do 4º melhor tempo, perdendo 10 segundos para os mais rápidos.
À sua frente ficaram Josep Bassas / Axel Coronado, com um melhor tempo que lhe garantiu a subida à liderança da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA, batendo Pedro Antunes / Pedro Alves por 5,3 segundos e Roberto Blach / Adrian Varela por 8,8 segundos. Mas essa liderança de Bassas seria efémera, pois logo no troço seguinte – Boticas (14,23 km) – o espanhol via-se fora de prova por problemas mecânicos. Demonstrando o equilíbrio de andamentos entre as equipas da frente, os 3 pilotos mais rápidos neste troço ficaram separados por 9 décimos de segundo, com vantagem de 0,4 segundos para Pedro Antunes sobre Álvaro Muñiz, ficando Roberto Blach aos tais 0,9 segundos.
Assim, após a ronda da manhã, o top-3 provisório apresentava Pedro Antunes na liderança provisória da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA, com 7,4 segundos de vantagem sobre Roberto Blach e 9,2 segundos sobre Óscar Palomo, o primeiro líder deste Rali do Alto Tâmega, , que por sua vez tinha o seu conterrâneo Sergí Francoli a apenas 1,7 segundos.
Outras lutas a meio do pelotão opunham, nesta fase da prova, Pedro Almeida, Alejandro Cachon e David Nafria, em luta pelo 5º lugar e separados por pouco mais de meio minuto, enquanto Ruben Rodrigues e Ernesto Cunha tinham 4,3 segundos entre eles, lutando pelo 8º lugar.

O forcing do Peugeot 208 Rally 4 nº 27
Na ronda da tarde por estes mesmos dois troços, Pedro Antunes reforçou a sua pretensão à vitória, tirando 3 segundos ao tempo da manhã, na repetição dos 19,4 km do troço de Chaves / Boticas, especial que Roberto Blach, o 'Campeão' de 2018 da copa, já não terminaria, pois ficava pelo caminho após acidente, perdendo, assim, um potencial lugar no pódio.
A fechar o dia, os 14,23 km de Boticas viu um alinhamento diferente no topo da tabela de tempos, com Alejandro Cachon / Alejandro Lopez a imporem-se a Pedro Almeida / Hugo Magalhães, ficando os futuros vencedores do rali, já a controlar um pouco o ímpeto, apenas com o 3º melhor crono.
Das 16 equipas da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA que se apresentaram à partida deste rali, apenas 4 ficaram pelo caminho, duas por despiste e outras duas por questões técnicas.

Rali do Alto Tãmega - PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA
Classificação Final (provisória):
1º PT Racing – Pedro Antunes / Pedro Alves, 57m50,7s
2º Club Deportivo Cheetah – Óscar Palomo (1º Junior) / José Pintor, a 19,4s
3º Mavisa Sport – Sergí Francoli (2º Junior) / Maria Salvo, a 25,6s
4º The Racing Factory – Pedro Almeida / Hugo Magalhães, a 54,6s
5º Alvemaco Rentacar – Alejandro Cachon (3º Junior) / Alejandro Lopez, a 59,2s
6º David Nafria / Pedro Requena, a 1m27,6s
7º PT Racing – Ruben Rodrigues / Estevão Rodrigues, a 2m10,8s
8º RF Competições – Ernesto Cunha/ Valter Cardoso, a 2m45,4s
9º GC Motorsport – Sérgio Fuentes / Alain Peña, a 3m07,2s
10º Paulo Caldeira/ Ana Gonçalves, a 9m00,6s
11º Delbin Motorsport – Delbin Garcia (4º Junior) / Jose Vieitez,
12º Álvaro Muñiz / Javier Martinez,
Abandonos: Luis Delgado / André Carvalho (acidente na ES1), Domingo Estrada / Cristina Iglésias (não partiu para a 2ª Etapa), Josep Bassas / Axel Coronado (avaria na ES 4), Roberto Blach / Adrian Varela (acidente na ES5).

brunovenat20Apesar de ter apenas seis especiais de classificação, o Rali Alto Tâmega, foi desportivamente uma prova muito interessante de seguir, na qual se deu uma reviravolta no Campeonato após uma exibição de muita qualidade de Bruno Magalhães / Carlos Magalhães.

O piloto do Hyundai I20 R5, que é teoricamente o R5 menos competitivo do plantel, conseguiu uma enorme proeza de comandar cinco das seis especiais do rali, vencer quatro troços e, mais importante que tudo, passar a liderar o Campeonato de Portugal de Ralis quando faltam 3 (ou duas) provas para o seu final.

Todos estes números confirmam uma grande exibição no asfalto de Magalhães, superando uma concorrência que tinha a vitória como objetivo para esta prova.

Armindo Araújo nem sempre teve a sorte pelo seu lado. Uma ligeira saída de estrada no primeiro dia, e um furo no final do 5º troço, numa altura crucial do rali, em que a diferença passou de 2,8s para mais de 11s (que deixou assim o rali na mão do piloto da Hyundai) não são só por si todos os argumentos que explicam este segundo lugar. Armindo Araújo ainda recupera um pouco da sua confiança de início de época, depois de a ter perdido na Calheta!!!

Mesmo assim, Armindo Araújo e Bruno Magalhães, parecem ser agora os únicos pilotos apontados ao título de 2020, numa luta que se prevê épica, tal a superioridade que ambos têm tido sobre os seus adversários.

Ricardo Teodósio acabou num esforçado 3º lugar, que foi obtido mesmo na fase final do rali, quando José Pedro Fontes fez um pião e furou no troço seguinte. A verdade é que se Teodósio fez um rali irregular em termos de exibição, mas terminou em alta, com a vitória na Power Stage, mas longe do objetivo de vencer este rali, já o piloto do Citroen terminou o rali em baixa (depois de ter começado com um despiste no Shakedown), descendo ao 4º lugar da geral e hipotecando muitas das hipóteses de lutar pelo título deste ano.

O piloto da Polo R5, Pedro Meireles, terá feito o melhor rali da temporada, mas não conseguiu ainda sequer vencer um troço, mas regista-se com agrado a sua subida de forma para este final da temporada, com um 5º lugar neste Alto Tâmega.

Miguel Correia fez uma prova solitária e pouco disputada, mas a evolução continua troço a troço e prova a prova, sendo ainda longo o percurso para chegar ao topo.

Verdadeiramente brutal, e sendo um dos pilotos deste rali, Pedro Antunes conseguiu um 7º lugar com o seu Peugeot 208 Rally 4, vencendo o aguerrido Troféu Peugeot.

A estreia do CAMI no Campeonato de Portugal de Ralis não foi das positivas, fruto dos acontecimentos no primeiro dia, mas a prova tem troços muitos interessantes e foi desportivamente um bom rali.

Nos RGT a vitória foi para Vitor Pascoal (Porsche), tal como era esperado, enquanto Nuno Carreira venceu nos Clássicos, com o seu exuberante Subaru Impreza. Nota ainda para a vitória de Fernando Peres, em Mitsubishi no Regional Norte.

COMANDANTES SUCESSIVOS
Bruno Magalhães (Pec 1); Armindo Araújo (Pec 2); Bruno Magalhães (Pec 3 a 6)

TROÇOS GANHOS
Bruno Magalhães (4); Armindo Araújo (2)

CLASSIFICAÇÃO FINAL
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AGOSTO 2020

FOTOS RALIS ONLINE (ANDRÉ RIBEIRO)

brevesat2020No Shakedown, ganho por Ricardo Teodósio, apenas 11 pilotos tiveram oportunidade de o disputar, precisamente os mesmos que foram aceites no qualifying. Devido às restrições mais nenhum piloto foi autorizado à partida, fazendo com que o Shakedown acabasse muito cedo.

José Pedro Fontes não se livrou de um enorme susto, ao sair de estrada em 5ª velocidade. O aparato foi grande, mas o C3 R5 foi recuperado a tempo, depois de serem substituídos muitos elementos da frente do carro.

Na segunda especial, naquela que deveria ter sido uma banal saída de estrada, por pouco não acabou em tragédia. Os carros da segurança do rali (ambulância, carros dos bombeiros e da organização) estavam mal colocados na saída de emergência a meio de um gancho, acabando Ruairi Bell, num Ford Fiesta, por levar na frente alguns espectadores (que tiveram mazelas físicas) depois de bater numa ambulância e num carro da organização.

Apesar das excelentes condições do parque de assistência, muito semelhante ao de Mortágua, as equipas foram colocadas em fila, fazendo com que as assistências estivessem espalhadas por mais de um quilómetro, quando poderiam ficar em metade do espaço.

Costuma dizer-se que santos da casa não fazem milagres. Que o diga Luís Delgado, piloto de Chaves, que na estreia do Peugeot 208 acabou por capotar no primeiro troço, sem consequências físicas (felizmente) para piloto e co-piloto, que era apontando como um dos candidatos à vitória no Troféu Peugeot.

A organização decidiu em muitas zonas impedir que os pilotos cortassem as curvas, evitando sujar os troços. Uma boa medida que protege os pilotos e o espetáculo.

André Cabeças anda com azar no seu Citroen DS3 R5. Voltou a desistir, mas desta vez culpou totalmente a organização por não lhe ter dado dois minutos de diferença para o concorrente que partia à sua frente. A verdade é que Cabeças apanhou o concorrente da frente e ao tentar passá-lo acabou por sair da estrada!!!