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CPR

hyundai copyBruno Magalhães e Carlos Magalhães, depois da vitória no Rali Vinho da Madeira e do pódio no Rali da Água – CIM Alto Tâmega, estão motivados e confiantes para o Rally Serras de Fafe e Felgueiras, prova que se disputa na região norte de 1 a 3 de outubro. Este é um rali com enorme importância, uma prova do Campeonato Europeu, no qual a Hyundai vai estar com uma dose tripla de novidades.

O grande destaque será a chegada do tão aguardado Hyundai i20 N Rally2, que vai finalmente ter a sua estreia no Campeonato de Portugal de Ralis. O Team Hyundai Portugal é uma das primeiras equipas, a nível mundial, a contar com a sua presença e nesta estreia apresentará uma nova decoração que destaca as linhas arrojadas e agressivas do novo modelo.

A principal evolução está no novo chassi, que proporciona melhorias significativas a diversos níveis, apoiadas também nos novos componentes de suspensão e amortecedores, melhorando a performance global do Hyundai i20 N Rally2. Com apenas algumas semanas de competição, o Hyundai i20 N Rally2, já conseguiu vitórias no Rally da Bélgica e também em Itália, prova da competitividade e potencial deste modelo.

"Depois dos pódios que conseguimos nas últimas provas estamos com bastante confiança. Sentimo-nos muito contentes por poder estrear o Novo Hyundai i20 N Rally2 neste Rally Serras Fafe e Felgueiras e seguimos com toda a ambição para a última fase do Campeonato", afirmou o tricampeão nacional e vice-campeão da Europa, Bruno Magalhães.

Outro destaque Hyundai nesta prova é a participação de André Villas-Boas, fundador do movimento Race for Good, ao volante do Hyundai i20 R5. No âmbito da recente parceria da Hyundai com a Race for Good esta será a primeira de muitas ações conjuntas, com o objetivo de angariar fundos e dar visibilidade às causas apadrinhadas pela Race for Good, APPACDM do Porto, Ace Africa e Laureus Sport for Good Foundation.

"É de parcerias como a que temos com a Hyundai Portugal, que a Race for Good precisa para abraçar mais e novos projetos e mudar a vida de mais pessoas. É um enorme prazer participar numa prova como o Rally Serras de Fafe e Felgueiras, ao volante do Hyundai i20 R5 e contribuir para as nossas causas.", conclui André Villas-Boas, fundador da Race for Good.

A Hyundai estará no Rally Serras de Fafe e Felgueiras de uma forma muito marcante. Para além dos dois grandes destaques, esta prova vai ainda contar com a presença de um piloto da Hyundai Motorsport, Dani Sordo, ao volante de um Hyundai i20 R5, com o apoio da equipa Team MRF Tyres.

"O Rally Serras de Fafe e Felgueiras é uma prova especial e icónica. A Hyundai vai estar representada da melhor forma, com uma dose tripla de novidades. A estreia do nosso Hyundai i20 N Rally2, a participação de André Villas-Boas ao volante do Hyundai i20 R5 e ainda o regresso do espanhol Dani Sordo às Serras de Fafe", afirmou Sérgio Ribeiro, CEO da Hyundai Portugal.

 

daniQuando a paixão está em jogo e se põe empenho e coragem para alcançar um objetivo, não há obstáculos. Um claro exemplo disto mesmo são Daniel Nunes e Nuno Mota, piloto e copiloto do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) que este ano querem levar o nome da Ford ao mais alto do pódio, competindo ao volante do Fiesta Rally3.

O conceito “tempo livre” não existe nas suas vidas. Pilotos não profissionais, ambos desenvolvem outras profissões, ainda que relacionadas com o mundo automóvel, dedicam todo o tempo fora do trabalho ao mundo do desporto motorizado. Férias, fins de semana, qualquer segundo livre é ocupado por atividades que visam melhorar o desempenho ao volante do Ford Fiesta Rally3.

Tanto esforço e sacrifício valem a pena graças à forte paixão que, tal como a Ford, sentem por este desporto e pelo mundo do motor em geral. “Comecei a competir aos 14 anos e até agora”, comenta Daniel, um piloto de raça cujo amor pelo motor foi inclusive mais forte que o grave acidente que sofreu em 2019 e que o obrigou a estar nos cuidados intensivos durante algum tempo.

Mas as preocupações não cabem no habitáculo do Ford Fiesta Rally3; uma vez sentados a bordo, as suas mentes só pensam em como ser um pouco melhores e como ganhar. “A adrenalina não deixa sentir medo”, explicam ambos.

Nesta entrevista, vamos conhecer um pouco melhor estes dois grandes do automobilismo português.

Entrevista com Daniel Nunes e Nuno Mota

Quando é que o Daniel começou a correr como piloto em ralis?
Daniel: Em provas desportivas, ainda não tinha carta de condução, desde 2004, e depois em ralis, quando fiz 18 anos, em 2009. Uma vida!

E porque decidiu correr agora com a Ford?
Daniel: Sempre fui um fã da Ford e sempre tive uma paixão pelos seus carros. Este ano, com as alterações regulamentares da FIA e dada a evolução do Fiesta Rally3, senti que tinha chegado a oportunidade ideal para começarmos a competir num Ford quatro rodas motrizes e, por isso, escolhemos o Fiesta Rally3.

Nuno: Sim, até porque o Ford Fiesta Rally3 foi o carro que se revelou mais inovador. Assim que a FIA lançou uma classe nova, a Ford apresentou-nos logo uma hipótese válida para essa nova classe. Portanto, a perspetiva inovadora da Ford foi o que nos levou a escolhermos este ano a marca norte-americana e a estarmos satisfeitos com o Ford Fiesta.

Quais são os valores que consideram que a Ford partilha convosco?
Nuno: Essencialmente, é a dinâmica, a inovação e a capacidade técnica da resposta que a Ford nos dá. Obviamente, podemos também falar de design. Eu, particularmente, gosto muito do design deste carro, mas é sobretudo a dinâmica e a certeza de que estamos a trabalhar com uma marca que nos dá a garantia de estar sempre connosco, colocando-nos à disposição soluções inovadores. Desta forma, podemos fazer aquilo que sabemos, que é andar muito depressa para alcançar os melhores resultados. A Ford dá-nos garantias.

Da vossa experiência, que características destacariam no Fiesta Rally3 que fazem dele um carro vencedor?
Daniel: Penso que a chave fundamental é o carro ter um chassis fenomenal, ter umas suspensões muito boas, muito acima da média, a caminho da última evolução dos R5. O Fiesta Rally3 tem de tudo. Já fui campeão muitas vezes, já guiei muitos carros e posso dizer que o Ford Fiesta Rally3 é o melhor carro que eu guiei até hoje, um carro dócil. Tem muito potencial.

Nuno: É efetivamente um carro excelente com características fantásticas. Tem boas suspensões, tem bons travões e acima de tudo tem um bom chassis. A nós, cabe trabalhar afinações e evoluções de motor para conseguirmos colocar mais potência no chão, mas toda a base está muito bem construída. Confiamos que este carro vai dar-nos muitas alegrias.

Como fazem para conciliar a vossa vida profissional com os ralis?
Nuno: De facto, tanto o Daniel como eu não somos profissionais deste desporto, gostávamos muito de viver só do desporto motorizado, mas ainda não é possível. Felizmente, a nossa vida profissional permite-nos conciliar o trabalho com os ralis, mesmo quando estamos a treinar. Além disso, aproveitamos as férias e todos os tempos livres para os dedicar aos ralis. É desta forma que tentamos balancear a nossa vida profissional com esta ocupação que já é mais do que um simples hobby, porque levamos realmente o desporto motorizado muito a sério.

Desta forma, revelam muito amor, paixão...
Nuno: Se me permite, é mais paixão que amor, porque tomamos muitas vezes decisões que são fruto de uma entrega absoluta. Por isso digo que paixão é a palavra que melhor descreve a forma como vivemos e nos entregamos a este desporto. Daniel: Exatamente! Eu nasci no meio dos carros de competição e não foi por acaso que aos 14 anos comecei a competir no rali cross e aos 15 fui campeão. A paixão por este desporto levou-me, apesar das dificuldades, a fazer sempre uma época, época e meia e assim tem sido até hoje. Tenho dedicado a minha vida às corridas praticamente desde a infância. Por isso, passar as férias ao volante de um carro de corridas, acreditem, não é o maior dos nossos sacrifícios. Mas como se diz, quem corre por gosto não cansa.

A posição do Nuno, como copiloto, é uma posição difícil, não? Coloca-se nas mãos do piloto, não tem medo? Nuno: Pode-se pensar que nada depende de mim, mas não é essa a realidade. O Daniel conduz, mas sou eu quem o guia. Na verdade, pomos a vida nas mãos de um e de outro, pois quando o Daniel avança para uma curva cega e eu lhe digo que é para ir a fundo, ele também acredita nas minhas palavras. Se não for a fundo, estamos os dois dentro do mesmo barco e sofreremos os dois as consequências. É uma relação de confiança. Eu tenho de confiar que ele sabe o que vai a fazer e ele tem de confiar que eu sei o que vou a dizer.

Depois, a questão do medo, já passou há muito. Os carros têm sistemas de segurança que nos protegem e, como tanto o Daniel como eu já tivemos acidentes com alguma gravidade, já percebemos que os riscos estão controlados. Além disso, quando entramos num troço cronometrado, o nível de adrenalina é tal que nem há dores de cabeça, nem há dores de dentes, nem há pensamentos que nos afastem do momento presente que estamos a viver. É aquilo que eu considero ser o estado de concentração puro, porque naqueles 10, 12, 15, 20 minutos em que vou a ditar notas ao Daniel e o Daniel vai a conduzir estamos exclusivamente concentrados naquilo que estamos a fazer e em mais nada.

Daniel: Ser copiloto não é nada fácil. Eu já estive no lugar do Nuno num rali extra campeonato e deu bem para perceber que não é uma tarefa fácil.

Como é a vossa preparação para as corridas, como treinam?
Daniel: Um momento muito importante na preparação da corrida é a fase do reconhecimento do rali. Nesta fase, há limites de velocidade que não podemos ultrapassar e tenho de dar todas as informações ao Nuno para ambos analisarmos o percurso, anotando os nossos reconhecimentos e garantirmos que está tudo no ponto para no dia da competição andarmos no Ford ao mais alto nível.

Nuno: Basicamente, o que fazemos é percorrer e passar todos os quilómetros de cada classificativa para o papel. Todas as curvas, todas as retas, todos os ressaltos, as raízes, as pedras... Tenho de escrever todo este tipo de dados no papel. O Daniel vai-me dizendo aquilo que vai a ver na estrada e eu aponto isso tudo. Na segunda passagem, eu leio-lhe aquilo que ele me ditou e vamos corrigindo cada pormenor. Este reconhecimento do percurso é imprescindível para no dia do rali correr tudo bem, passarmos ilesos e obtermos um bom resultado.

Daniel: É um trabalho necessário e exigente, pois os bons resultados também dependem em grande medida de um bom reconhecimento. Num primeiro momento, na estrada e, depois, no hotel, visualizando vídeos e confirmando que está tudo preparado para o dia da prova.

 

(COMUNICADO FORD)

serrasfafe21cartazTroços e Horários Rali Serras de Fafe e Felgueiras 2021, prova pontuável para o Campeonato de Portugald e Ralis e Campeonato Europeu de Ralis, que se disputa dia 1, 2 e 3 de outubro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

serrasfafe21horarios

fontes(POR PAULO HOMEM)

Desportivamente falando a edição 2021 do Rali da Água foi disputado mesmo até ao derradeiro metro do rali, com José Pedro Fontes / Inês Ponte a regressarem às vitórias à geral de forma totalmente merecida.

Num rali disputado sempre em ritmo muito elevado pelos principais interessados na luta pelo título, José Pedro Fontes teve um segundo dia de prova notável, vencendo 4 dos 6 troços, e recuperando 7,5s de atraso para uma vitória de 3,5s. A vitória que lhe tinha vindo a fugir nas últimas provas (a última foi no Vidreiro 2019) acabou por se consolidar nesta prova, dando assim um renovado interesse para a reta final do Campeonato de Portugal de Ralis.

Uma vitória onde o piloto do Citroen demonstrou muita rapidez, concentração e que afinal não estava assim tão arredado do andamento dos seus adversários e, como tal, pode perfeitamente voltar a entrar nas contas do título.

Bruno Magalhães não conseguiu repetir a vitória de 2020, depois de um rali em que esteve sempre envolvido diretamente na luta pela vitória. No primeiro dia foi surpreendido por Armindo Araújo, para no segundo dia, mesmo superando o seu adversário do Skoda, acabou por ver José Pedro Fontes passar para a frente do rali a três especiais de fim. O segundo lugar deixa o piloto do Hyundai mesmo assim numa posição de continuar a recuperar pontos para Armindo Araújo, na entrada desta derradeira fase do CPR.

Armindo Araújo fez um primeiro dia muito bom, terminando na liderança do rali. Parecia lançado para vencer, mas no segundo dia não esteve ao mesmo nível, sendo superado por Bruno Magalhães e por José Pedro Fontes, não tendo sequer vencido qualquer especial neste dia. Mesmo assim, Armindo Araújo sai na frente do CPR após este rali.

Ricardo Teodósio foi o único dos pretendes ao título que não passou pelo comando desta prova. Um 4º lugar é um resultado pálido para o algarvio, mas esta posição acaba por ser, mesmo assim, bastante interessante, pois ao vencer a Power Stage consegue sair da Chaves à mesma distância (com que entrou para esta prova) na pontuação do CPR para Armindo Araújo.

Sem conhecer a prova, Bernardo Sousa esteve muito fora da luta pelos quatro primeiros, terminando no 5º lugar, num rali em que deu espetáculo, mas em que ficou prova também que o seu Skoda já não tem ritmo para estes andamentos do CPR.

Nota mais para a vitória de Carlos Fernandes nas duas rodas motrizes, após um grande rali e de uma exibição muito boa, ficando na frente de Luís Delgado, também em Peugeot 208) por 3,7s, equanto Ernesto Cunha, com uma sólida exibição ficou no 3º lugar do CPR.

VENCEDORES DE TROÇOS
Armindo Araújo (2); Bruno Magalhães (1); José Pedro Fontes (4); Ricardo Teodósio (2)

COMANDANTES SUCESSIVOS

Armindo Araújo (Pec 1 a 3); Bruno Magalhães (Pec 4 a 6); José Pedro Fontes (Pec 7 a 9)

CLASSIFICAÇÃO FINAL
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