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azoreslogo18Troços Azores Airlines Rally 2018.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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azoredia1fotosApesar do website oficial do Azores Airlines Rallye já estar em funcionamento, a informação para o público em geral ainda é pouca, mas segundo uma entrevista na RDP dirigida pelo jornalista Gonçalo Cordeiro ao diretor de prova, António Andrade, ficamos a saber mais um pouco sobre as novidades da edição 2018.

Uma das grandes dúvidas para este ano, residia na localização do Parque de Assistência devido ao número de cruzeiros previstos para a semana do Azores Airlines Rallye. No entanto, após um grande esforço de todas as entidades envolvidas, vai ser possível fazer as assistências no mesmo local que tem sido desde a inauguração do porto de cruzeiros, mas só a partir das 13 horas do dia 21 de março, será possível começar a montagem de todas as assistências, altura essa em que está prevista a saída do navio MSC DIVINA.

Segundo o programa já divulgado, irá repetir-se mais uma vez a especial citadina em Ponta Delgada e na manhã seguinte, a realização da Free Practice, seguido da Qualyfing Stage. No entanto, devido aos últimos dias do horário de inverno, terá inicio às 7:30 da manhã, para que a super especial Grupo Marques não termine sem luz natural para os últimos concorrentes.

Em termos de itinerário, confirma-se a saída da muito rápida especial Soluções M do primeiro dia, que passa junto à via rápida e que liga as cidades de Lagoa e Ribeira Grande e mais algumas alterações no troço das Sete Cidades e de Vila Franca-São Brás, tendo o rally um total de 207,44km.

Com o desaparecimento da especial Soluções M, o primeiro dia deverá ficar reduzido à Lagoa Stage pelo segundo ano consecutivo, a primeira passagem por uma nova versão em Vila Franca-São Brás e a habitual super especial Grupo Marques que deverá manter o mesmo traçado.

Sem ter mencionado outras alterações, por parte do diretor de prova, a dupla passagem por Pico da Pedra, Feteiras e a nova versão em Sete Cidades, farão parte do segundo dia pela mesma ordem.

Quanto ao último dia, deverá mantêm-se a especial de Graminhais, Tronqueira e a segunda passagem pela super especial Grupo Marques durante a manhã, e finalizar o rally com nova passagem em Vila Franca-São Brás, Graminhais e Tronqueira.

Com o apoio de algumas entidades do Governo Regional, como a Secretaria das Obras Públicas e Serviços Florestais, a especial de Vila Franca-São Brás vai ter uma variante em pisos de terra totalmente nova com cerca de 2,5km, mas para isso, irá obrigar a cerca de 1km em asfalto, o que deverá ter no total cerca de 17km com esta nova versão.

Quanto à especial nas Sete Cidades, a primeira cumeeira que liga a Vista do rei à Seara, voltará a ficar de fora, bem como, a rápida parte inicial em asfalto que tinha cerca de 2km, utilizada na versão 2017. Assim sendo, o inicio do troço passará a ser no final da mesma secção de asfalto, à entrada da Seara já em pisos de terra e deverá ter um extensão entre os 23 e os 24km.

Previsto inicialmente a meados de março e fora do Azores Airlines Rallye, irá realizar-se um evento durante o dia de domingo a homenagear a piloto Horácio Franco que infelizmente, já não se encontra entre nós.

O local será na super especial Grupo Marques, tal como, o parque de assistência nas imediações do grupo empresarial, num esquema de duas mangas e com eliminatórias, a fazer lembrar as antigas corridas dos campeões.

Alguns pilotos nacionais já se mostraram interessados em disputar o evento, bem como, a equipa Peugeot, segundo António Andrade, mas para que tal seja possível, o barco transportador da maioria das equipas, irá partir entre 6 a 8 horas mais tarde do que o habitual.

Quanto a pilotos e equipas interessadas em disputar o rally, já são varias e os números apontam para que ainda seja superior à edição 2017, mas quanto a isso, divulgaremos alguns nomes nos próximos dias.

 

aloisioDepois de uma temporada bem-sucedida no Troféu Ibérico reservado aos Renault Clio R3T, que culminou com o título de vice-campeão, Aloísio Monteiro vai, em 2018, dar mais um salto na carreira participando no FIA European Rally Championship (ERC).

Mantendo a parceria com a ARC Sport, o portuense volta a apostar forte na internacionalização da sua carreira garantindo desde já a participação em seis das oito provas do Campeonato Europeu de Ralis. Esta decisão tem como principal fundamento a vontade do piloto de melhorar as suas capacidades e dar um retorno mais efetivo aos seus parceiros. "O progresso e evolução a que temos assistido dos pilotos que apostam no ERC é incrível, prova disso são os recentes sucessos do Diogo Gago e do Bruno Magalhães. Essa aprendizagem fascina-me e o meu objetivo é sempre o de melhorar enquanto piloto de Ralis. Em Portugal tal aprendizagem não é possível, uma vez que não há um regulamento adequado nem um controlo rigoroso de algumas regras que só beneficiariam os ralis", destaca Aloísio Monteiro, acrescentando que "o facto de realizar provas em diferentes países trará um melhor retorno aos meus patrocinadores que possuem negócios em todo o mundo e não apenas focados na Península Ibérica."

Depois de na temporada anterior ter sido navegado por Sancho Eiró, Aloísio Monteiro passará a ser navegado por André Couceiro, atual Campeão Nacional de Ralis RC5 – Navegadores. "O Sancho Eiró é um dos melhores navegadores portugueses da atualidade e a vontade da equipa era a de manter a fórmula de sucesso. Contudo, em 2018, o Sancho

já tinha aceitado dois projetos que lhe vão ocupar muito tempo e tivemos de compreender a sua decisão que se prendeu por motivos familiares e profissionais", começou por clarificar o portuense, antes de explicar as decisões que o levaram a escolher André Couceiro: "A escolha do André para meu navegador vai ao encontro do trabalho que tem de ser feito para se chegar ao nível que pretendo em provas internacionais. Quero um navegador que entenda que o processo de apenas duas passagens por PEC obriga a alguma dedicação e a uma metodologia de trabalho diferente. Tenho a certeza que o André tem essas caraterísticas, o que me ajudará a ser mais rápido em prova. Este ano partimos para este projeto sem nada a provar e estou certo que vamos trabalhar e aprender muitas coisas que permitirão que esta parceria dure muitos e longos anos."

Aloísio Monteiro iniciará a sua temporada na primeira prova do campeonato, o Azores Airlines Rallye, que terá lugar entre os dias 22 e 24 de março. Garantida desde já está ainda a participação no Rally Islas Canarias entre os dias 3 e 5 de maio. A viatura com que competirá no European Rally Championship, bem como as restantes provas em que irá participar, serão reveladas brevemente.

azoresdia2A edição 2018 do Azores Airlines Rallye voltará a abrir o Campeonato da Europa de Ralis.

A prova portuguesa, que faz parte há vários anos do calendário do ERC, vai reallizar-se em Março, entre os dias 22 e 24.

O calendário do ERC terá 8 provas, terminando com o Liepaja, sendo que a segunda prova será nas Canárias.

As restantes provas estão ainda sujeitas a confirmação do calendário pela FIA.

arceuroA ARC Sport viveu de forma muito intensa a totalidade do ERC 2017, acompanhando a dupla Bruno e Hugo Magalhães que tripularam o Skoda Fabia R5 da casa de Aguiar da Beira. Uma experiência enriquecedora ao longo de oito provas completamente distintas, por onde passaram os melhores pilotos europeus. A equipa discutiu até à última prova, no Rali da Letónia, o título europeu, com um grau de profissionalismo extraordinário, terminando o ano com o título de Vice-campeões da Europa de Ralis.

Um ano que se pode considerar muito positivo, e onde todos os elementos da equipa, sem exceção, adquiriram conhecimentos fundamentais para poder projetar outras participações internacionais. O rali Liepaja esteve longe de ser a "cereja no topo do bolo", mas o azar na última prova do ano não apaga a participação extraordinariamente positiva de toda a equipa.

"Não acabámos como gostaríamos, mas o azar da última prova não apaga em nada um ano fabuloso onde acabámos por chegar a vice-campeões da Europa. Foi um feito histórico, que nos deu um prazer enorme, pois rali a rali, fomos acreditando que era possível ir cada vez mais longe. Todos nós acreditámos até ao fim que era possível chegar ao título. Fazer um campeonato prova a prova foi um feito único, pois nunca nada foi estruturado para um ano inteiro de competição. Para mim foi um prazer enorme ter trabalhado com a ARC Sport, uma equipa extremamente profissional e dedicada que também nunca tinha participado na totalidade de um ERC. Em oito provas nunca tivemos um problema mecânico, o que diz tudo em relação à qualidade do trabalho realizado. Com toda a informação que recolhemos ao longo deste ano, acredito que a experiência seja para repetir, mas há que estruturar para poder fazer as coisas de forma mais atempada. O balanço acabou por ser positivo, e quero deixar um agradecimento a todos os meus patrocinadores e à equipa da ARC Sport" afirmou Bruno Magalhães.

Para a ARC Sport este foi igualmente um ano muito positivo, onde se adquiriram experiências preciosas para um trabalho futuro. Durante um ano, uma equipa portuguesa esteve sempre à beira de conquistar um título europeu, e o único lamento que se fez ouvir, foi a falta de apoio e carinho que se sentiu por parte das entidades responsáveis pelo desporto em Portugal e pelo automobilismo em particular.

"Uma equipa portuguesa esteve durante um ano inteiro a lutar pelo título de Campeões da Europa e nunca se sentiram minimamente apoiados ou encorajados por quem tutela o desporto em Portugal, nem sequer pela própria Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting. É simplesmente triste que tenham estado desatentos ao que o Bruno e o Hugo fizeram neste Campeonato da Europa, nunca tendo dado qualquer tipo de relevo aos resultados conquistados ao longo de todo o ano. Se estivéssemos a falar de futebol, seria seguramente diferente.

Pela positiva, gostaria de realçar a coragem que a equipa sempre demonstrou ao efetuar a totalidade de um ERC com uma diversidade tão grande de ralis, todos eles distintos, e com um elevado grau de exigência. Ao longo de todo o campeonato, o Bruno demonstrou sempre uma capacidade de pilotagem acima da média, esperando sinceramente que ele consiga uma base sólida para o próximo ano, o que seria excelente pois poderia capitalizar toda a vasta experiência adquirida no Campeonato da Europa de Ralis de 2017. Quero deixar os meus sinceros parabéns ao Bruno e ao Hugo pela postura que sempre demonstraram, e agradecer a todos os elementos da ARC Sport que, ao longo das oito provas do Campeonato da Europa, contribuíram com todo o seu apoio e dedicação", afirmou, em estilo de balanço, Augusto Ramiro, o responsável pela ARC Sport.