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dia1acoresAo disputar-se novamente no final de março, entre 25 e 27, a 55.ª edição do Azores Rallye é a primeira prova de uma dupla ronda atlântica a efetuar pelos pilotos e equipas concorrentes à edição de 2021 do Campeonato FIA da Europa de Ralis, o FIA ERC. A prova açoriana, pela sua peculiaridade e espetacularidade, mantém o estatuto de prova âncora desse disputado campeonato que, em 2020, conheceu uma versão mais reduzida, mas que volta em força no já no início de março de 2021 com oito provas, distribuídas igualitariamente entre provas em terra e em asfalto, mas que dá particular aos custos envolvidos para as equipas.

Jean-Baptiste Ley, o coordenador do FIA ERC, disse: "para que a história de sucesso do ERC continue, é essencial que todo esforço seja feito para reduzir custos quando for prático e vantajoso fazê-lo. O calendário foi estruturado tendo em mente a acessibilidade. Portanto, estamos expectantes sobre o conceito de configuração de eventos emparelhados, ajudando a reduzir o custo de competição".

Com Portugal a receber as duas primeiras provas do calendário do próximo ano do FIA ERC, a seguir ao Azores Rallye, disputa-se o Rally Islas Canarias, sendo que, depois, o campeonato regressa a solo continental para a disputa das restantes jornadas.

Rui Moniz, presidente do Grupo Desportivo Comercial, organizador do Azores Rallye, afirma-se "muito satisfeito com a renovação do estatuto de prova âncora conferido pelo Eurosport Events ao maior evento desportivo açoriano, que, como dissemos, nunca esteve em causa para a próxima época do FIA ERC. A nossa prova é uma verdadeira montra dos Açores ao mundo". Continua o também presidente da Comissão Organizadora do Azores Rallye afirmando-se "muito confiante no desempenho de toda a organização e equipa técnica nesta missão que nos é confiada. Este rali esteve pronto por duas vezes, portanto os trabalhos estão adiantados para a edição de 2021, a 55.ª do Azores Rallye, queira a situação pandémica permitir a realização do evento", conclui Rui Moniz.

O Azores Rallye volta assim a centrar as atenções de milhares de espectadores e entusiastas do desporto motorizado de todo o mundo, com os Açores a evidenciarem-se de novo no panorama internacional da modalidade, e afirmando-se, uma vez mais, como o maior e mais importante veículo de projeção dos Açores no exterior e dinamizador da economia regional, ambos importantíssimos no contexto atual.

Este é o calendário aprovado para a edição de 2021 do Campeonato FIA da Europa de Ralis, o FIA ERC, sujeito a ratificação pelo Conselho Mundial da FIA
12 a 14 de março – Rally Serras de Fafe e Montelongo (Portugal, terra)
25 a 27 de março – Azores Rallye (Portugal – Açores, terra)
6 a 8 de maio – Rally Islas Canarias (Espanha - Canárias, asfalto)
18 a 20 de junho – 77th Rally Poland (Polónia, terra)
1 a 3 de julho –Rally Liepaja* (Letónia, terra)
23 a 25 de julho – Rally Di Roma Capitalle (Itália, asfalto)
27 a 29 de agosto – 50th Barum Czech Rally Zlin (República Checa, asfalto)
22 a 24 de outubro – Rally Hungary (Hungria, asfalto)
* sujeito a assinatura de acordo com o promotor do evento

Eventos suplentes:
Rally San Remo (Itália, asfalto), Cyprus Rally (Chipre, terra), SPA Rally (Bélgica, asfalto)

 

fafe20ruiRALI FAFE MONTELONGO 2020

OUTUBRO 2020

FOTOS RALIS ONLINE (RUI FONSECA)

dia2afe copyRALI FAFE MONTELONGO 2020

OUTUBRO 2020

FOTOS RALIS ONLINE

 

 

 

lukyO Rali Fafe Montelongo manteve Portugal na rota das provas do Europeu de Ralis, com a Demoporto a montar uma prova em tempo recorde e, diga-se, como muito êxito.

É verdade que desta vez em Fafe não se viveu o tradicional ambiente dos ralis, pois a mensagem de não haver público acabou por fazer escola, mas esta prova do Europeu de Ralis foi desportivamente interessante, mesmo se o russo Alexey Lukyanuk, acabou verdadeiramente por não ter oposição. É certo que um pião do russo no penúltimo troço, fez baixar a sua vantagem de 23s para 4s, aumentando a emoção na derradeira fase final da prova, também é verdade que o piloto da Citroen comandou sempre e foi sempre gerindo o ritmo em função das circunstâncias do rali.

Muito interessante de seguir acabou por ser a luta pelo segundo lugar com uma luta franco / espanhola, entre pilotos que pouco ou nenhum interesse têm no Europeu. O espanhol Ivan Ares, no seu Hyundai, parecia ter o segundo lugar assegurado a três troços do fim, mas o francês Yoann Bonato, atacou forte e chegou ao final do rali com 0,1s de vantagem, obtendo um excelente segundo lugar a apenas 4,6 de Lukyanuk.

Da longa lista de pilotos estrangeiros que vieram a Portugal, poucos deram verdadeiramente nas vistas. Olivier Solberg, no VW Polo R5 foi um deles, pelos bons e maus motivos. O acidente no Shakedown quase o deixou fora de prova antes dela começar, mas durante o rali foi pouco consistente, embora tenha vencido troços e demonstrado a sua enorme rapidez.

Graig Breen demonstrou muita rapidez aos comandos do Hyundai, mas com pneus MRF no seu carro, o irlandês tudo tentou para acompanhar os da frente, o que não foi de facto possível, face à menor performance desses pneus face aos da Pirelli e da Michelin, que é bem evidente!!!

Sem ter sido muito exuberante o jovem belga Gregoire Munster levou o Hyundai ao 4º lugar, perdendo com mais de um minuto para o primeiro, mostrando solidez no andamento.

Nota muito positiva para o estónio Ken Torn, num pequeno Ford Fiesta Rally4, que apresenta um andamento muito forte e exuberante, embora a vitória nas duas rodas motrizes tenha ido para Jose Bajas, num Peugeot 208 Rally4, também ele muito competitivo e rápido, mesmo se o carro francês pareça mais competitivo que o Fiesta.

 

fafedia12020RALI FAFE MONTELONGO 2020

OUTUBRO 2020

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