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almada

editorial24515Gostei muito do Rali de Portugal de 2015. Acho sinceramente que a organização esteve ao nível dos que nos habituou nos últimos anos, desportivamente foi uma edição também muito interessante de seguir e em matéria de segurança não vi nem li qualquer relato de problemas.

Também acho que se exagerou no controlo do público. Fechar acessos a zonas espetáculo a 5, 6 ou 7 quilómetros de distância das mesmas, parece-me óbvio, que só poderia trazer resultados positivos para a organização, pois de facto o público já chegava cansado aos troços.

Apesar da ironia, tudo mudou em 14 anos, desde que o Rali de Portugal saiu e regressou ao norte. O público já não é o mesmo, a mentalidade das pessoas é diferente, o povo é muito mais culto e, por isso, acata de uma forma ordeira as ordens que lhe são dadas. Com as redes sociais, este mesmo público é também muito mais informado e isso hoje faz toda a diferença.

A opção por ZP´s e ZR´s também foi inteligente, pois dispersou muito público para este zonas nobres do rali, nomeadamente aqueles que conhecem bem as regiões onde vivem.

O que não gostei mesmo nada foi dos troços, ou melhor, dos pisos dos troços. O trabalho das Câmaras Municipais foi demasiado bom ao ponto de terem adulterado as características típicas de alguns dos troços, tornando-os em autênticas auto estradas. A zona do Marão e da Cabreira ganharam fama por serem troços temíveis pela sua dureza, mas hoje são quase vias rápidas em terra.

Sem dúvida que a aposta do Sr. Barbosa foi ganha, provando que valeu a pena assumir os riscos que correu e que estava certo na opção que tomou. A envolvência do Rali de Portugal no norte do país foi enorme, logo a começar pelos testes, que foram profusamente divulgados nas redes sociais, a terminar na prova em si que teve uma adesão enorme, embora esteja convencido que a organização esperava mais público na estrada a ver a prova.

Quero também agradecer o enorme carinho que muitos e muitos adeptos de ralis dispensaram ao Ralis Online e à sua "cruzada" pelas condições de trabalho que não teve. Neste aspeto a FIA está errada nas regras que impossibilitam os sites de ter coletes de fotográfo e o ACP Sport está errado por não ter aparentemente regimes de exceção para orgãos de comunicação especializados em ralis (pois o Ralis Online é antes de tudo um órgão de comunicação).

Não pedimos colete por orgãos de comunicação (incluindo sites) estrangeiros nem por rádios, não fazemos cópias ilegais, não pedimos emprestado a ninguém, nem damos fotos em troca de coletes. Aliás, conhecemos todas as práticas legais ou ilegais para obter colete que curiosamente o ACP pelos vistos desconhece, bastando por isso pedir carteira profissional aos JORNALISTAS que vai credenciar e verificar o trabalho que efetivamente fazem na realidade.

Por isso, iremos continuar a pedir em todas as provas que sejam dadas as mesmas condições de trabalho ao Ralis Online (credenciado como Ralis Online) que a qualquer outro orgão de comunicação.

Bons Ralis, mas em segurança!!!

Paulo Homem

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