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coutinhofestsa10Manuel Coutinho foi um dos pilotos do ano. Venceu o Open de Ralis, alicerçado num projecto muito consistente e coerente, demonstrando evolução como piloto no seu primeio ano completo ao volante de um 4x4. Para 2011 novos projectos se aproximam.

Qual o balanço da temporada?
A equipa alcançou todos os objectivos a que se propôs e por isso, enquanto elemento de uma equipa, só posso ficar contente com os resultados alcançados. Foi uma época longa mas muito emocionante. Tivemos lutas muito giras ao longo do ano, com diferentes pilotos, cada uma com sentimentos especiais. Tivemos um início de temporada algo conturbado, alternando entre vitórias e desistências, mas conseguimos depois encontrar um rumo que permitiu chegar ao final do ano na melhor posição. A equipa funcionou muito bem ao longo de toda a temporada e os resultados alcançados resultam do contributo de todos.

Achas que as regras do Open te beneficiaram (apenas seis resultados contam)?
Não necessariamente até porque, se fossem contabilizados todos os resultados continuávamos a ser Campeões. Quando iniciamos um campeonato não sabemos se vamos terminar todas as provas e muito menos em que posições. Não é possível fazer qualquer tipo de planeamento nesse sentido. Ao longo da temporada, encaramos as provas com a mesma determinação e vontade de vencer. Após o Rali de Arganil percebemos que estávamos numa boa posição para garantir o título nacional e encaramos as restantes provas de forma distinta, mas numa competição como esta onde a imprevisibilidade é uma constante nunca podemos dar nada como garantido. Mantivemos um ritmo forte mas fomos gerindo as provas de forma distinta de modo a não comprometer o resultado final, em especial em Loulé quando alcancei o título de Campeão Nacional de pilotos e depois no Rali de Vila Real para permitir que o Manuel Babo garantisse o título entre os navegadores.

Qual o momento mais marcante da época?
Tivemos vários momentos bons. As vitórias alcançadas terão sempre um sabor especial. Creio que o momento que marcou toda a época foi o resultado conseguido em Arganil. Foi uma prova difícil porque tínhamos tido um acidente, corremos algo combalidos e o facto de ser em terra não nos favorecia porque tínhamos poucas referências. Conseguimos manter um bom ritmo e com alguma felicidade à mistura, por força dos azares que afectaram alguns dos nossos adversários, garantimos um triunfo que se revelou muito importante. Foi a partir dai que percebemos que o título poderia estar ao alcance. Naturalmente que a vitória em Loulé, que me permitiu conquistar o título nacional de pilotos e o resultado alcançado no Rali de Vila Real, que deu o título nacional de navegadores ao Manuel Babo, foram igualmente importantes.

A quem dedicas o título?
Os títulos alcançados resultaram de um trabalho de equipa e como tal dedico-os a todos os que partilharam connosco este percurso, mas em particular ao senhor Artur Vieira que nos deixou no decorrer desta temporada. Apenas um dos elementos – João Paulo Alves – não pertence à MCoutinho. Cada elemento teve uma função específica e todos foram importantes. Os resultados alcançados confirmam uma boa preparação e um bom trabalho de equipa. Eu não alcancei o título de Campeão Nacional sozinho. Dei o meu contributo como cada um dos restantes elementos. Por isso os títulos alcançados pertencem a cada uma dessas pessoas, sem excepção.

E agora? Qual o futuro? Open ou Nacional? Com que carro?
É certo que não irei alinhar num campeonato na totalidade, seja no Open ou outro. Estar presente a sério numa competição exige muita disponibilidade de tempo que não irei ter no próximo ano. De qualquer modo, pretendo marcar presença no Rali de Portugal, no agrupamento de Produção, com um carro competitivo que ainda não está definido. É um projecto que está a ganhar corpo e que pretendo pôr em prática. A par disso, irei marcar presença em algumas provas ao longo do ano mas apenas para manter o ritmo e a ligação à competição.

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