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minisardeA Prodrive está de momento, numa fase intensiva no programa de testes com o Mini Countryman WRC. Antes de seguir ruma à Sardenha, foi feito um pequeno shakedown nas instalações do preparador britânico.

"Basicamente, foi para verificar tudo antes dos testes na Sardenha", explica Kris Meeke. "O carro foi todo desmontado e reparado após o último teste. Faria pouco sentido carregar o carro no camião e seguir rumo à Sardenha sem saber se estava tudo a trabalhar bem. Também alteramos alguns aspectos no carro. Eu pedi para modificar o ângulo do volante e mover um pouco o selector da caixa de velocidades, para ver como ficava antes de viajarmos."

Após as primeiras passagens na sessão de teste na Sardenha em pisos de asfalto, com Kris Meeke ao volante do novo Mini, o piloto britânico começou a sentir-se cada vez mais familiarizado com o carro.

"Quando olhei pela primeira vez para dentro do carro, pensei que o banco estava muito chegado para trás. Mas quando me sentei nele, senti-me em casa e podia sentir todos os cantos do carro. Após vários quilómetros, crescemos com o carro. A beleza nisto tudo é estar envolvido neste projecto desde o inicio. É processo fascinante estar envolvido nisto." - disse Meeke

Foi introduzida uma nova asa posterior (proveniente do Subaru Impreza S14) e um novo pára-choques dianteiro com novas entradas de ar. Ainda em solo britânico, Meeke já tinha ficado encantado com o comportamento do carro e começou de imediato a descrever ao diretor técnico da Prodrive, David Lapworth, a sensação de pressão aerodinâmica gerada pelos Spolier traseiro.
Meeke pareceu não querer divulgar muito em relação ao desempenho do carro neste momento, mas é razoável supor que está longe de ser ideal, dada a sua falta de execução no asfalto.

No entanto, sobre o motor já foi mais expressivo: "Estou muito contente com o motor, e apesar de ainda estar em fase de evolução intermédia, acho que todos se vão surpreender com o que podem oferecer os novos 1.6 Turbo. Em termos de andamento os novos WRC não estarão muito longe dos WRC 2.0. É verdade que perdemos muito com o binário, porque o ano passado poderíamos ter até 5 bar de pressão no turbo e a nova regulamentação limita para 1,5, o que será uma diminuição significativa no binário, mas a verdade é que a potência não será afetada, pelo que no geral não se vai perder mais do que 10-15%."

Os testes continuam durante esta semana na Sardenha mas, agora, em pisos de gravilha onde até já se juntou outro piloto aos testes, o espanhol Daniel Sordo. Segundo alguns rumores que diziam que Sordo já tinha assinado com a equipa britânica, tal não aconteceu mas, no entanto, acredita-se que deverá ser a melhor opção para o espanhol.

Hoje o site WRC revela que Armindo Araújo poderia tripular também este carro em Portugal e que poderia estar em conversações com a Mini. O português diz que estáem conversações com a prodrive e com outras várias equipas.

Colaboração Ricardo Nascimento
Foto: motorsport.com

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