Se por um lado Miguel Nunes e Victor Calado voltaram a surpreender tudo e todos ao lutar pela liderança, António Nunes e Roberto Castro não tiveram um rali fácil pois, para além das recordações do grave acidente que sofreram no Rali do Marítimo há 2 anos, viram-se a braços com um furo que os tirou qualquer hipótese de sonhar com um bom resultado.

Com chuva, nevoeiro e sol à mistura, o Rali do Marítimo possuia dificuldades que baste numa prova que permite às equipas madeirenses a preparação para o Rali Vinho Madeira. Com as dificeis condições e sendo já conhecidas as suas aptidões em pisos "complicados", Miguel Nunes aproveitou a entrada mais cautelosa dos seus adversários e garantiu o melhor crono na especial de abertura, batendo, inclusive, a viatura mais competitiva do campeonato.

Com especiais mais técnicas e sinuosas pela frente, a menor perfomance do Mitsubishi Lancer Evolution X fez-se revelar e, apesar de ter deixado escapar a primeira posição da geral e perder paulatinamente tempo para o então líder, Miguel conseguia garantir, especial após especial, segundos preciosos na luta pelo grupo N, terminando o primeiro "round" com mais de 1 minuto de vantagem para o segundo por entre os grupo N, e seu irmão, António Nunes. António, que ao contrário de Miguel havia partido para as especiais da manhã com Pirelli na sua viatura, acabou por dar de si com pneus incapazes de retirar a água necessária do asfalto e, juntamente com todos os seus adversários, cedeu muito tempo para o líder do seu agrupamento. A parte da tarde reservava nova passagem pelas mesmas especiais e, apesar de na altura do parque de assistência as mesmas estarem molhadas, uma reviravolta no clima fez com que o piso secasse e todos partissem com pneus de chuva para a segunda secção da prova, excepção feita a António Nunes que decidiu efectuar mais rasgos nos seus pneus. Se na frente Miguel Nunes comandava as operações e terminaria a prova no primeiro posto do agrupamento, a luta pelas restantes posições foi motivo de interesse até ao final da prova. Com António Nunes na segunda posição, tudo indicava mais uma dobradinha do Team Tomiauto Total/Cepsa mas na penúltima especial, o Mitsubishi Lancer Evolution X com o número 3 de porta viria a cair muitos lugares na classificação geral e a atrasar-se irremediavelmente, caindo por terra mais um excelente resultado para a equipa. Tudo se passou na segunda passagem pela especial da Referta onde um buraco mais escondido faria o pneu da frente do Mitsubishi rebentar, optando a equipa por trocá-lo, uma vez que ainda haviam muitos quilómetros para percorrer de especial, totalizando mais de 6 minutos de atraso só nesta especial e caindo para o 9º posto à geral. Não foi, por isso, um rali perfeito para a equipa mas que ainda assim valeu os pontos por mais uma vitória no agrupamento de produção, apesar do atraso irremediável de António Nunes pela luta do ceptro do grupo N. 

Inconformado, António Nunes confessa que "...não posso fazer um balanço positivo como é óbvio. No final de primeira secção ocupávamos uma boa posição com uma distância confortável para o 4.º, mas depois, sem explicação, começámos a perder muito tempo, e na penúltima classificativa um furo deitou tudo a perder...", furo esse que aconteceu "...numa zona lenta, havia um buraco na estrada que não me apercebi, a roda direita entrou nele e furámos imediatamente...".

Num misto de felicidade e tristeza, Miguel considera que o Rali do Marítimo "...correu muito bem, em 3 classificativas conseguimos uma vantagem muito confortável que nos permitiu gerir com alguma facilidade a ponta final da prova quando os pisos secaram. Pena foi mesmo o percalço do meu irmão que nos impediu de repetir mais uma dobradinha para a equipa...", mostrando-se ainda surpreendido por ter conseguido vencer a primeira especial do rali e ter conseguido acompanhar o ritmo do S2000: "...não estava nada è espera, o nosso carro é claramente inferior e pela experiencia que tive com um S2000 acho que nas condições climatéricas que estavam a diferença de viaturas ainda é maior...", sublinhando que não sabe se o uso de Michelin "...pesou ou não na prestação. Eu nunca experimentei os pneus Pirelli em chuva, mas é de opinião geral que em chuva o Pirelli é superior. Penso que o mais importante nas condições que estavam é a confiança que sentimos e a rápida perceção da real aderência do piso...".

Com meio campeonato cumprido, segue-se agora no calendário o Rali Vinho Madeira, uma prova que este ano não terá todo aquele brilho que outrora possuio, baseando-se na "prata da casa" para conseguir ter uma lista de inscritos preenchida, estando o Team Tomiauto Total/Cepsa a preparar-se convenientemente para tentar obter um bom resultado.

O Team Tomiauto Total/Cepsa tem o patrocínio de Total, Cepsa, TMN, Socicorreia, Mata & Vasconcelos, Edifício Astrolab, Bom Mestre, PrestiPneu e Trio Publicidade.

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