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MAGALHAESArmindo Araújo / Luís Ramalho, aos comandos de um Skoda Fabia Rally2 evo sagraram-se no Rali da Água como os novos Campeões de Portugal de Ralis, após um rali de gestão e paciência, numa prova que acabou com uma bela dobradinha da Hyundai, com Bruno Magalhães a superiorizar-se a Ricardo Teodósio. Para a The Racing Factory foi também um dia em grande, já que Ernesto Cunha / Rui Raimundo sagraram-se também Campeões, neste caso das duas rodas motrizes, ao volante de Peugeot 208 Rally4.

O rali teve dois grandes protagonistas que se "degladiaram" intensamente no comando da prova até à 7ª das nove especiais de classificação, com Bruno Magalhães e José Pedro Fontes a trocaram por cinco vezes de posição na liderança do rali. O ritmo de prova foi muito alto para estes dois pilotos, mas não fosse o tempo perdido na fase inicial do rali (problemas com a pop-off), Ricardo Teodósio poderia ter tido também uma palavra a dizer na luta pela vitória, até porque foi o piloto que mais troços ganhou nesta prova!!!!

Porém, um furo no decorrer da 7ª especial no Citroen de Fontes, onde perdeu mais de 1m14s, viria a deixar Bruno Magalhães na frente do rali com uma margem relativamente confortável, que embora curta (10,3s) acabava por ser suficiente para gerir face às características deste rali. De forma inglória, Fontes não pôde discutir a vitória, como merecia, mas pelas circunstâncias (Armindo Araújo rodava em 4º lugar) do rali poderia ter levado a discussão do título para a derradeira prova do CPR.

Para Bruno Magalhães foi uma justíssima vitória, depois do tremendo infortúnio na Madeira, revelando que o Hyundai é muito competitivo, o que somado ao segundo lugar de Teodósio, que também vez uma grande prova, sobretudo no segundo dia, deu à marca coreana a primeira dobradinha do ano.

O novo campeão teve provavelmente uma prova "chata", no sentido em que passou quase todo o rali a gerir o seu andamento de modo a evitar um furo ou um outro percalço qualquer, mas ficou a ideia de que tinha carro e andamento para também ele lutar pela vitória. O terceiro lugar foi mais que suficiente para garantir e Armindo Araújo acabou ainda por beneficiar do azar de José Pedro Fontes e da prova menos conseguida de Miguel Correia.

De facto, Miguel Correia fez o que pôde, que foi andar pelo 6ª lugar, um pouco arredado dos lugares da frente que era o seu objetivo para esta prova. Ainda por cima, no 5º troço um furo (depois de uma saída de estrda) fez o piloto perder mais de 6 minutos, vendo assim esfumar-se todas as hipóteses de levar a discussão do título para a Marinha Grande. A evolução que denotou nos pisos de terra ainda não é evidente no asfalto, mas aos poucos o mais jovem dos pilotos que anda pelos lugares da frente no CPR, prova que pode também ser competitivo neste tipo de piso.

Nota mais para Bernardo Sousa. O "Big Brother", ao volante do Citroen C3 Rally2, foi aumentando progressivamente o ritmo da prova, o que lhe valeu dois fatos marcantes neste rali: vencer a power stage e com isso subir ao 4º lugar final do rali. O piloto madeirense está de facto a ganhar mão, neste seu regresso, e pode já na derradeira prova ser uma surpresa.

Também com uma excelente prova, talvez mesmo a melhor do ano, Pedro Meireles mesmo assim viu o 4º lugar final fugir por 2,2s. Nesta prova, o piloto de Guimarães andou muito bem com o seu Hyundai e parece estar a recuperar a sua competitividade no CPR, efetuando bons registos nos troços do Rali da Água.

Depois do 6º lugar, ocupado por José Pedro Fontes, ficou Paulo Meireles, noutro Hyundai, apresentando um andamento muito consistente e um ritmo de prova mais elevado, batendo Pedro Almeida que nesta prova não conseguiu impor o seu ritmo ao volante do Skoda, estando numa fase de alguma estagnação competitiva, com um cinzento 8º lugar.

Nota mais para Ernesto Cunha, que vence nas duas rodas motrizes e é o novo campeão nas 2RM, mas também nota positiva para Rafael Cardeira, que levou o seu Clio ao segundo lugar neste campeonato e, mais importante que isso, demonstrou um bom ritmo competitivo.

No FPAK Junior Team assistiu-se a uma tremenda luta entre Rafael Cunha e Gonçalo Henriques ao volante dos pequenos Kia Picanto, que terminaram a prova separados por 2,3s. Cunha passou quase todo o rali no primeiro lugar, mas o seu adversário pressionou sempre e por pouco não venceu. Danny Carreira foi terceiro classificado.

No Campeonato Promo, João Vinha parecia ter a vitória assegurada com o seu Mitsubishi Lancer, mas a dois troços do viu desistiu (saída de estrada), pelo que Jorge Ribeiro, com um Renault Clio R3T viria a subir ao primeiro lugar, ficando Pedro Serôdio Jr, em Peugeot 206 GTi em segundo lugar e Pedro Serôdio, em Ford Fiesta R2 no último lugar do pódio.

No Campeonato de Portugal de Clássicos terminaram dois concorrentes, com a vitória a ficar para Nuno Mateus, ao volante do seu Lancer Evo VI, que ficou na frente de Cipriano Antunes no Audi Quattro.

VENCEDORES DE TROÇOS
Bruno Magalhães (2); José Pedro Fontes (2); Ricardo Teodósio (4); Bernardo Sousa (1)

COMANDANTES SUCESSIVOS
Bruno Magalhães (Pec 1); José Pedro Fontes (Pec 2 e 3); Bruno Magalhães (Pec 4 e 5); José Pedro Fontes (Pec 6); Bruno Magalhães (Pec 7 a 9)

CLASSIFICAÇÃO FINAL
aguafinal22

 

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