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ANUARIO123

soltas2Ricardo Moura colocou as suas ambições para esta prova demasiado baixas. A verdade é que o desenrolar dos acontecimentos Moura foi um dos principais protagonistas da prova e só não terminou no terceiro lugar por erro próprio ao capotar no derradeiro troço. Porém, o que na realidade o fez perder o terceiro lugar foi o facto de o pneu ter descolado da jante que o obrigou a um ritmo muito lento na fase final do troço.

Dani Sordo estava muito satisfeito com a sua prestação, mas sempre foi dizendo que o objetivo era desenvolver os pneus MRF para terra. O espanhol justificou que os pneus não tinham o grip ideal, nomeadamente na derradeira secção, toda disputada em piso seco, onde a tracção era fundamental para se poder bater com Mikkelsen.

Provavelmente o Rali dos Açores teve a maior cobertura televisiva e de comunicação de que existe memória em Portugal, mesmo contando com o Rali de Portugal. Todos os troços tiveram diretos, como também houve diretos em cada parque de assistência. Para os pilotos do Campeonato de Portugal de Ralis, teriam com certeza mais retorno (aliás, muito mais retorno) terem vindo a esta prova do que terem feito, por exemplo, o Rali de Portugal onde passaram incógnitos.

Mikkelsen, com esta vitória, reforçou ainda mais a sua posição de líder no Europeu, título que quererá alcançar o mais rápido possível para o libertar nas contas do WRC2. A decisão sobre as provas que irá fazer, após o Serras de Fafe, será tomada em breve e o resultado nos Açores ajudou muito o piloto a libertar datas para concluir a época mais à vontade no WRC2.

Pedro Antunes teve uma prova verdadeiramente para esquecer. Já não bastava a cambalhota do primeiro dia no primeiro troço, que o deixou fora do rali, o piloto do Citroen C3 Rally2 voltou a "plantar" o seu carro fora de estrada no segundo dia. Força Pedro, melhores dias virão.

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