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A primeira prova do Campeonato de Portugal de Ralis, o Rali Serras de Fafe e Felgueiras acabou por revelar um desnível de forças entre os principais candidatos ao título, que era não muito previsível no início da prova, pelo menos armindvencserras20a julgar pelas opiniões dos protagonistas.

Acabou por ser a dupla Armindo Araújo / Luís Ramalho os principais "culpados" desse desnível, ao demonstrarem nesta prova uma enorme superioridade, traduzida não só no 1m26s de diferença para o segundo classificado Bruno Magalhães, mas também pelos números: vitória em 11 especiais de classificação (contando apenas os concorrentes do CPR), liderança da primeira à derradeira especial e vitória ainda na PowerStage (Lameirinha 2), o que lhe permite a liderança reforçada do CPR logo na prova de abertura!!!

Por tudo isto, e por tanto domínio (quer nos troços secos quer nos molhados), pouco mais há a dizer em relação à vitória de Armindo Araújo, mas a concorrência sairá desta prova com a certeza de que existe muito trabalho de fazer (até porque Armindo foi mais rápido, mesmo nos momentos em que geriu a prova). Mesmo assim, nota de destaque para o estreante Nicolay Gryazin, que nesta prova abriu o livro com um andamento fantástico que quase o levou à vitória à geral ao volante de um Hyundai I20 R5, não fosse um erro a dois troços do fim (saída de estrada), o ter deixado fora de prova.

Quanto à concorrência nacional, assistiu-se mesmo assim a uma tremenda luta entre Bruno Magalhães e Ricardo Teodósio pelo segundo lugar ao longo do rali. Os dois pilotos trocaram de posição algumas vezes para entrarem para a derradeira especial com 2,1s de vantagem para o algarvio, que se tornou após o derradeiro troço numa desvantagem de 4,5s. Dessa forma, Bruno Magalhães (que fez valer a sua experiência) acabou por fazer uma excelente operação em Fafe, enquanto o campeão nacional sai desta prova com algumas interrogações, face à tremenda diferença verificada para sobretudo para o vencedor, que tripula um carro igual!!!

Com uma prova muito cinzenta e longe de tudo o que esperava, José Pedro Fontes não foi sequer protagonista nesta prova. O piloto não se entendeu com o Citroen e durante o segundo dia limitou perdas, isto é, apostou em terminar no lugar possível (a 4ª posição), que mesmo assim lhe dá alguns pontos interessantes neste arranque no CPR, mas sai com a certeza de que algo vai ter que mudar no carro ou nele próprio, pelo menos nesta longa fase de terra do campeonato.

Pedro Heller terminou no 5º lugar da geral, com o VW Polo R5, mas nas contas do CPR esse lugar acabou por ser ocupado por Miguel Correia, piloto que está claramente com o melhor ritmo no segundo pelotão do CPR, mesmo tendo-se livrado de um susto que quase o levou a capotar a meio da prova.

Manuel Castro, na estreia o volante de um Skoda Fabia R5, ainda chegou a rodar à frente de Correia, mas não resistiu ao ataque do seu adversário. O 6º lugar nas contas do CPR, não deixa de ser uma boa prestação de Manuel Castro.

Nas duas rodas motrizes a vitória foi para o aguerrido Daniel Nunes, neste seu regresso ao nacional, demonstrando que não desaprendeu, vencendo também o Challenge R2&You.

Notas de destaque para a presença de dois Hyundai i20 WRC, com o campeão do mundo Otto Tanak e o espanhol Dani Sordo, que deram um enorme espetáculo nos troços, sendo os responsáveis principais pela atração de público registada nesta prova.

VENCEDORES DE TROÇOS
Armindo Araújo (11); Bruno Magalhães (1); Ricardo Teodósio (1)
Armindo Araújo venceu a Power Stage

COMANDANTES SUCESSIVOS
Armindo Araújo (Pec 1 a 13)

CLASSIFICAÇÃO FINAL
serrasfinal2020

 

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