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teocampQualquer que seja a perspetiva em que se analise o Campeonato de Portugal de Ralis de 2019, por certo que encontramos sempre uma razão para que nos leva a afirmar que os campeões de 2019, Ricardo Teodósio / José Teixeira, foram uns justíssimos vencedores.

Sendo um projeto privado, embora assente numa equipa altamente profissional, como é a ARC Sport, à qual também muito se devem os méritos deste título (já que conseguiu "disciplinar" um piloto espetacular num piloto simultaneamente espetacular e vencedor), a verdade é que Ricardo Teodósio teve todo o mérito na conquista deste título.

Primeiro porque comandou todo o CPR em 2019, segundo porque soube gerir da melhorar forma todos os momentos da época, como bem se viu neste Rali Casinos do Algarve mas também porque entendeu que nem sempre se pode ganhar, terceiro porque se superou a si mesmo, depois de um terrível acidente poucos dias antes do Rali Vidreiro, em quarto porque conseguiu reunir um generalizado consenso dos adeptos de ralis provando que se pode dar espetáculo e ser rápido e, por último, porque é de facto uma pessoa genuína... e é algarvio, tendo conquistado o título com os seus adeptos.

Neste Rali Casinos do Algarve houve alguma tensão desportiva, mas a prova esteve sempre controlada por Ricardo Teodósio, onde apenas um pião na super-especial de Lagos o fez perder um lugar mas sem nunca perigar a sua posição face ao título.

Em alta terminou Bruno Magalhães, pois não só venceu a prova como foi o piloto que mais pressão foi colocando no seu adversário. Fez tudo o que lhe competia neste final de temporada, apenas tendo-se que lamentar um início de época onde foi difícil entender o seu Hyundai nos pisos de terra. Mesmo assim o piloto da Hyundai mostrou-se em bom nível aproveitando muito da sua experiência internacional.

José Pedro Fontes começou bem, mas nada tinha a perder. Arriscou, passou pela liderança, mas um problema elétrico no Citroen, fez o piloto perder tempo ainda no primeiro dia. Já no segundo dia, uma saída de estrada, fez Fontes perder uma quase certo terceiro lugar no CPR, não conseguindo encerrar a temporada como pretendia.

Armindo Araújo teve um final de temporada em queda. O ex-campeão nacional, desde o Vinho Madeira que não se vem entendendo com o equilíbrio do seu Hyundai e este Rali Casinos do Algarve foi o espelho disso mesmo. Mesmo assim, termina no pódio do CPR em 2019, embora superado pelo seu companheiro de equipa, tendo também sido superado neste rali pelo madeirense Alexandre Camacho, em termos de classificação final.

Aliás, o piloto madeirense teve uma excelente prestação neste rali, obtendo um bom 3º lugar final, tendo ainda somado uma vitória numa especial, feito que o outro madeirense Pedro Paixão também conseguiu, embora um furo na fase inicial do rali tenha tirado brilho à sua prestação.

João Pedro Marcelino venceu nas duas rodas motrizes, numa competição que teve pouca história.

Quanto ao rali em si, pareceu-nos um percurso desajustado face à realidade do CPR, com demasiadas pausas e muito pouco interessante de acompanhar na estrada. Poucos inscritos no CPR e pouco concorrentes a terminar, apenas 16, tiraram também brilho a este encerramento do CPR.

CLASSIFICAÇÃO FINAL
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