faceralis

 

posvendaclick

fontesDesportivamente falando, a edição 2019 do Rali Terras d´Aboboreira teve duas partes bem destintas. Uma cheia de emoção e competitividade, até ao 6º troço, que coincidiu com as desistências de Armindo Araújo e Miguel Barbosa, e outro de menor interesse, com José Pedro Fontes a controlar os acontecimentos para obter a sua primeira e tão desejada vitória nesta temporada.

Ao domínio inicial de Bruno Magalhães, sobretudo durante o primeiro dia, seguiu-se um segundo dia em que o protagonista principal passou a ser José Pedro Fontes. O piloto da Citroen arriscou tudo no segundo dia, em troços que conhecia melhor (face a Bruno Magalhães), roubando a liderança o piloto do Hyundai no 5º troço para não mais a largar, provando que o piloto e o seu Citroen são talhados para o asfalto.

Porém, no 6º troço, quando os quatro primeiros (Fontes, Magalhães, Araújo e Barbosa) ainda estavam separados por 12,6s, deu-se um rude golpe na competitividade do rali. Armindo Araújo fura e acaba por se despistar quase com a tomada de tempo à vista, enquanto Miguel Barbosa também sai de estrada e deixa a luta pelos primeiros lugares.

A partir daí Bruno Magalhães, de forma inteligente, levantou o pé e começou a pensar nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis, competição onde entrou de forma definitiva na discussão do título, depois da recente vitória na Madeira e do excelente segundo lugar nesta prova, tanto mais que os seus dois diretos adversários praticamente não somaram pontos neste rali (Teodósio porque escolheu não pontuar nesta prova e Araújo porque tinha acabado de abandonar).

Aliás, Armindo Araújo, que arriscou muito nesta prova, acabou ser o grande derrotado desta prova, não só pela desistência, mas porque perdeu uma posição nas contas do Campeonato, sendo ultrapassado por Bruno Magalhães, que agora está colocado a Ricardo Teodósio na frente das contas do nacional. A partir desta fase, os piores resultados de cada piloto passam a ter um papel importante na luta pelo campeonato, mas cada piloto (Teodósio, Magalhães e Araújo) depende de si para se sagrar campeão. Promete este final de época.

João Barros acaba por ver-lhe cair o terceiro lugar do pódio nas mãos, depois de uma prova em que esteve algum longe da luta pelos primeiros lugares, em comparação com a excelente exibição que tinha feito em 2018!!! Mesmo assim, foi suficientemente rápido para estar no lugar certo para subir de novo ao pódio este ano.

Gil Antunes venceu entre os concorrentes das duas rodas motrizes do Campeonato de Portugal de Ralis, obtendo a sua segunda vitória consecutiva e, por isso, passou a liderar a competição.

Nos “Grupo N” Ernesto Cunha foi o mais rápido no seu Mitsubishi, na RC5 a vitória foi de Hugo Araújo ao volante do Kia Picanto, Pedro Leone venceu no Campeonato de Portugal de Clássicos com o potente Ford Escort e André Cabeças, no seu Mitsubishi, levou a melhor nos concorrente do Regional Norte.

Refira-se que Daniel Lorenzo venceu o troféu Peugeot ficando Carlos Fernandes no segundo lugar.

Comandantes Sucessivos

Bruno Magalhães (Pec 1 a Pec 4); José Pedro Fontes (Pec 5

Vencedores dos troços

Bruno Magalhães (2); Armindo Araújo (1); José Pedro Fontes (6)

CLASSIFICAÇÃO FINAL
abobefinal19

Não lhe é permitido comentar.